30 de mai. de 2009

Perdão, meu Deus


Perdão meu Deus! Pelas vezes que fui ao culto buscar bênçãos de ti. A religião nunca me ensinou o real poder da cruz e da ressurreição, muito menos a versão “evangélica” (do evangelho) de culto, que enuncia ser o culto um ambiente comunitário de total louvor ao nome bendito de Jesus Cristo, a quem devemos a vida. Enganado, fiz do culto em Cristo um ambiente pagão, pratiquei de maneira insana a filosofia do “toma lá, da cá”, usei de barganhas, clamei pela sua mão e me esqueci da tua maior obra: a redenção.

Perdão meu Deus! Pelos dias que me desgastei preocupado com as minhas coisas, esquecendo-me de buscar o seu reino e a sua justiça. É muito difícil entender a graça, a segurança e o consolo que seu Filho nos prometeu; estas, não são palavras de fácil compreensão para quem foi, por muito tempo, prosélito de quem se julga detentor absoluto da verdade.

Perdão meu Deus! Pelas músicas que cantei, pelo: “restitui! Eu quero de volta o que é meu!” E tantas outras imbecilidades entoadas por mim. Como prosélito de néscios travestidos de sacerdotes, adotei a filosofia que dicotomiza música evangélica e música “do mundo” e acabei coando o mosquito e engolindo camelos. Por um desvio teológico o movimento evangélico tem cantado mentiras absurdas em nome de Deus, saciando o ego humano e a fome de injustiça de Satanás, enquanto as músicas populares, com poesias brilhantes, louvam a Deus, bendizendo a vida.

Perdão meu Deus! Por ter idolatrado a Bíblia por tanto tempo, fazendo dela o livro dos livros, mas esquecendo-me de vivenciá-la. Pelas vezes que fiz dela um livro de necromancia evangélica, tirando dela seu objetivo único de revelar Deus ao homem e o homem ao homem de maneira escrita pelos seus servos e inspirada pelo seu Espírito. Pelas vezes que a li só por ler, sem a pretensão de entendê-la, mas com o fim de decorar versículos para cuspi-los nos rostos daqueles que não fazem parte da tua igreja bendita.

Perdão meu Deus! Pelas vezes que deixei de desfrutar a vida em nome de uma santidade vulgar, imbecil e não-bíblica. Por obstruir a vida em favor de questiúnculas de seres humanos que se preocupam em manipular o outro e a divindade, em favor dos “bons costumes”.

Meu Deus, arrependido e disposto a reviver, ante as novas oportunidades que só o Senhor concede aos que o buscam com um espírito contrito e um coração arrependido, confesso-lhe me sentir um estranho em meio a tanta ignorância entre aqueles se dizem teus filhos.


Por Jesus Cristo,

Will no excelente blog Celebrai!

Aproveito e faço das palavras do Will as minhas e também peço: perdão, meu Deus!

29 de mai. de 2009

Quadrilhas religiosas


Por Werton Freire

Mãos ao alto! Não quero ver ninguém calado. Olhinhos fechados, carinha de choro; Bíblia numa mão, carteira na outra. Isso é um culto, meu irmão! Pegue a notinha mais alta que você tiver e ponha dentro da sacolinha. Depois vire-se sutilmente para o individuo ao seu lado e diga a ele que há um pote de ouro no fim do arco-íris. Que ele será mais forte que o Super-homem. Mais rico que o rei Salomão e mais poderoso que o Barak Obama!

Agora bem alto que é para o inimigo ouvir. Repita comigo: compre batom. – perdão! Diga! Eu sou mais que vencedor! Eu sou muito mais que vencedor. deus vai me colocar por cabeça e não por cauda. Isso é meu, a casa do vizinho é minha; o carro o emprego também. Tô pagaando! - Mais alto, que é para o Satanás ouvi e cair da cama . Eu sou filho do rei. Tudo é meu!- ai, ai, ai, que saudades do Tim Tones!

E olha aê;
olha aê! Têm sabonete ungido, pra mamãe e pro papai. Rosa mais milagreira que Santo Antônio amarado de cabeça para baixo. Quem vai querer? Olha aê, olha aê. Vai passado a sacolinha de novo, olha aê! Tem oração forte que só leite de jumenta, baratinha na promoção. Pague uma e leve duas. Desamarra até nó cego. "Y la garantia soy Yô"! Olha aé, olha aê! Também tem óleo mais cheiroso que filho de barbeiro, capaz de fritar até pecado oculto. Vamos colocando o real na sacolinha. Que é para comprar um terreninho, nossa Canaã meu irmão. Ajudar na construção do templo. Pagar a rádio no fim do mês. – tem fé não é? Lembre-se que você está nos ajudando a dominar o mundo.

Não se mexa meu irmão! Porque ainda tem mais, vem aí um pregador mais poderoso que reza de benzedeira, que promete prodígios e maravilhas de deixar Hercules no chinelo.- há quem diga que ele cura mais que pomada de banha de cobra. Cura dores ciáticas, dores reumaticas, males de pele, nevrites ou artrozes, equizemas secos ou úmidos, feridas dificeis de sarar, caroços e se lhe passar a mão sara mais do que gelol.

E antes de sair não se esqueça de dar uma passadinha em nossa loja, logo aí na entrada. Tem CDs; DVDs, de entrevista com o demo. Feijões mágicos, pipoca, algodão doce e muito mais. – O que?Acabou o seu dinheiro? Pare de sofrer! Aceitamos cheques pré-datados, cartões de créditos e ainda dividimos sua oferta em dez vezes sem juros! Agora vá embora devagarzinho, não olhe para trás. E volte sempre!


Fonte: Ultimato, Via: Assembleianos Reformados [via Púlpito Cristão]

Isso é o que chamo de assalto à mão armada (de Bíblia). Esses aí levaram a sério o fato de que a Bíblia é uma arma.

28 de mai. de 2009

Alguém acha que Jesus não sabia?


Uma das afirmações mais fortes e realistas de Jesus acerca do sucesso do Evangelho na Terra, digo “sucesso” mensurável por categorias visíveis, foi a sua pergunta “Quando vier o Filho do Homem, porventura encontrará fé na Terra?”

Ele manda que se pregue no mundo todo, a todas as nações, e que se dê testemunho do Seu amor pelos homens, enquanto no ato do viver/pregar, dizia Ele, os que fossem Seus mensageiros e discípulos, amar-se-iam uns aos outros, pois, somente assim o mundo creria...

Ao mesmo tempo Ele declara que quando o Filho do Homem voltasse... fé seria uma raridade no chão do planeta.

Ele manda pregar ao mundo, mas diz: “Se o mundo me odiou, odiará também a vocês”.

Ele ordena que se dê testemunho a todas as nações, mas não disse que as nações se converteriam...

Todavia, quando disse que somente o amor entre os discípulos é que seria o poder comprovador da eficácia do Evangelho, e, assim, seria o único poder com a força necessária para, como testemunho, curvar o mundo ante as evidencias de Seu poder manifesto como cura humana, pelo amor, entre os Seus discípulos... —, também disse que quando o Filho do Homem voltasse não encontraria fé na Terra.

Ora, com isto Ele dizia que se os discípulos se amassem o mundo teria uma chance; mas se não se amassem, nem o mundo, e menos ainda os discípulos, teriam qualquer chance; pois, para Jesus, Igreja sem amor não existe; é sino tocando como latão de má qualidade; é como blasfêmia cantada com cara contrita; é como homem e mulher fingindo que estão tendo prazer; é como o que tivemos: o Cristianismo com cara de poder romano ou terreno..., mas sem nada de Jesus.

Ora, Jesus sabia que assim ninguém creria..., pois, Ele mesmo não creria...

E se Jesus não crê em algo, quem mais genuinamente poderá dizer que sua fé naquela coisa seja real?

Jesus somente se convence ante a fé que atua pelo amor!

Ora, o que não for assim não convencerá a Ele; e como é Ele, pelo Seu Espírito, quem convence o mundo, tal anuncio do “evangelho” no qual Jesus não creia [posto que ainda que “certo” não seja fruto do amor], não convencendo primeiro a Ele, não convencerá ao mundo; pois, não tendo o testemunho Dele, não terá poder sobre o mundo.

Por isto somente me interessa pregar aquilo no que Jesus creia.

Creia em mim..., a partir da coerência da mensagem com o desejo sincero da vida em amor e em perdão para com todos, indiscriminadamente; e não somente isto, mas capaz de manifestar amor simples por todos os homens.

No entanto, esses serão sempre um pequenino rebanho... Pois, os discípulos não se amaram e não se amam, não crêem que sem amor nada aproveita, e insistem em pregar aquilo no que Jesus não crê..., que é um evangelho sem amor e misericórdia.

Por isto, o afã da “igreja” de pregar sem amar, é sua própria condenação, pois, pela falta de amor, a pregação se torna apenas uma barulheira dos infernos...

Assim é a profundidade do realismo de Jesus acerca do “sucesso” da Sua mensagem entregue à Igreja que virou “igreja”.

Enquanto isto, o "Legião Urbana" parece saber disso melhor do que a "igreja": http://www.youtube.com/watch?v=AKqLU7aMU7M

Nele, quem não levou susto com nada do que fizemos,

Caio Fábio [em seu site]

22 de mai. de 2009

Fugindo da Matrix

Toda a banda larga é inútil, se a mente for estreita – do Twitter do José Otávio – da minha coleção de frases.


Você às vezes não tem a sensação que o Brasil está totalmente em Matrix?



Que todo mundo está em um mundo paralelo (da novela ao futebol) com tubos nas nossas cabeças?



Que alguém está assistindo ao jogo enquanto tem uma galera ficando sempre com toda a arrecadação?



De que há um mundo colorido de um lado e algo preto e branco de outro?

Já até tive um blog que falava desse assunto no extinto Globoonliners.

Cheguei, depois de muito refletir, que Matrix não é um lugar, mas um estado de espírito.

E que é dentro de nossa cabeça que fazemos todas as ilusões do mundo.

(Vi isso ontem também naquele filme “Quem somos nós?”)

Não há um prisão fora, mas dentro de nós.



Engolimos ao mesmo tempo a chave, a cadeia, com tudo que tem dentro no processo longo de “Educação Social”.

E não conseguimos saber, aonde começa a grade e onde começamos nós.

Paulo Freire considera que o oprimido tem dentro de si o opressor.

E por isso é um trabalho de dentro para fora e não o contrário.

Há algo tatuado no fundo da nossa placa-mãe.



E achamos que estamos certíssimos, quando, na verdade, estamos repetindo o código de Matrix.

Gustavo Bernardo fala que somos cavalos das idéias dos outros.

De tróia? De bites? De Twitters?

É o trabalho perfeito.

Você repete o que o repetidor queria que você fizesse sem saber.

Automático.

Como no filme do Simonal, quando a platéia continua cantando “Meu Limão, meu limoeiro” e ele sai para tomar um cafézinho e volta, mas o povo continuou cantando.

Pior que ele desdém do pessoal, com um certo desprezo.

Tentar viver fora de Matrix não é fácil.

Mas, pelo menos, é interessante.

Concordas?

Fonte: Nepôsts - Rascunhos Compartilhados

[dica do Pr. Julio Soder via Twitter]

21 de mai. de 2009

O dinheiro evangélico

O dinheiro evangélico virou mandinga de crente, está para além das necessidades econômicas e se mistificou de tal forma na pós-modernidade que até culto em seu favor já existe. O dinheiro está no centro da vida religiosa ocidental, e assim como Aristóteles sentenciou que os homens são convencidos por considerações de seus interesses, o dinheiro não é apenas objeto de interesse dos pajés, mas é alvo constante dos fiéis convencidos ou não. Em suma, o dinheiro é o deus evangélico.

Contudo, pra não ficar em apenas um parágrafo, quero pensar um pouco mais com você a respeito deste assunto intrigante para a religiosidade cristã capitalista. A vida neste mundo de cá se resumiu na busca de um bom emprego para alcançar uma boa moradia e um bom carro. Os filhos, por exemplo, não são mais educados para o casamento, e sim, para o primeiro emprego. As faculdades estão lotadas de jovens que na sua maioria não serão éticos em sua profissão, pois estão simplesmente interessados na rentabilidade que o curso lhe proporcionará.

Esta mentalidade medíocre tem sido corroborada pelos espaços religiosos que eficazmente desafiam seus membros para lutarem e se esgoelarem em busca da prosperidade financeira. O que deveria ser um espaço de confronto e oposição a esta realidade vem se conformando e pecavelmente se amoldando à mesma realidade. Os templos da religião deveriam ser oportunidades de escape e refrigério num mundo que incansavelmente tem escravizado e desfigurado pessoas a viverem além da lógica da sobrevivência. É insano sacrificar o ser em detrimento do ter.

E o pior, se não bastasse toda essa bagunça desenfreada pelo ter, não se contentam em vender apenas suas consciências, mas vendem também o próprio Cristo. Humberto de Campos, talvez profano para muitos, em sagradas palavras bem disse que “Jesus está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões de ouro amoedado. E os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lO.” É triste o fato de ter que aceitar a idéia de que tudo isso acontece debaixo dos nossos olhos e nada fazemos para mudar.

Se não houver uma mudança radical de valores e princípios para um viver consciente, certamente o mundo será pequeno para tanta ganância, e talvez, quando a última árvore tiver caído, o último rio secado, o último peixe pescado, vocês entenderão que o dinheiro não se come! Arrependei-vos, pois, o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Amém!

Ivan Cordeiro [via Solomon]

O evangelho do auto-engano


É com tristeza e grande pesar que afirmo que o evangelho mais consumido é o menos saudável.

Existe um evangelho que não visa promover o Reino de Deus muito menos a salvação da alma de quem pecar. Ele somente busca exaltar a si mesmo e resolver os problemas práticos desta vida temporal. Neste evangelho não há espaço para Deus e sua divindade, resta apenas um claro em aberto para ser ocupado pelo menino das entregas rápidas.

Tal evangelho é prejudicial a Igreja (Corpo de Cristo) e ao próprio Homem que dele se alimenta, pois transforma-o num ser humano frágil, incapaz trabalhar e de providenciar seu próprio sustento. Vive de mensagens calorosas e positivas!

Por diminuir o status de Deus a um simples garoto de entrega de pedidos, o qual deve atender no mais curto prazo de tempo, anula o temor e tremor, a reverência e a gratidão, o zelo e a correção.

Este evangelho, já há muito tempo perpetuado entre nós, cria cristãos nominais. Homens que buscam a benção e não o abençoador. Não anseiam e nem anelam em se aproximar do verdadeiro Deus. O que querem é identificar a linha divisória entre ser salvo e não sê-lo, para que estejam o mais próximo possível de suas vidas pré-“conversão”. Não almejam conhecê-lo, pois sabem que quanto mais conhecem mais indesculpáveis se tornam por não vivenciarem o evangelho autêntico.

Enquanto isso, o único e verdadeiro evangelho acumula poeira entre suas folhas, porque ninguém deseja ser corrigido e exposto como pecador, mesmo que seja pelo próprio Deus.

Ninguém anseia em seguir pelo caminho mais dificil, muito embora as escrituras afirmem, constantemente, que o caminho é estreito e envolve renúncia, negação, mortificação da carne e, por consequência, santificação.

Como temos dois produtos no mercado, o verdadeiro e o genérico. De uma forma bem simplificada, o primeiro envolve sofrimento, renúncia, perseguição, desgaste e as beneces serão dadas na eternidade. O segundo massageia o ego, é extremamente positivo, centrado nas necessidades consumistas humanas, dá todas as coisas em vida, mas as beneces da eternidade foram trocadas e inexistem, produto falso que acarretará numa perda eterna. Por que digo isso? Porque quem leu o evangelho e, realmente, o entendeu, sabe que quem se alimenta deste falso evangelho nunca chegou ao conhecimento da revelação de Cristo. Se não conhecê-lo? Como se decidir por ele? Como aceitá-lo? Como ter intimidade com Ele, se o que nos é passado não tem relação alguma com Ele? É o cumprimento profético da expressão encontrada em 2ª Timóteo 2.13, indo de mal a pior enganando e sendo enganados... Quem abraça este evangelho de auto-ajuda, de prosperidade, de pensamento positivo está bem longe da verdade, compraram um produto falsificado incapaz de produzir as bem-aventuranças futuras, enfim, “o barato que sai caro”;

Qual deles terá mais aceitação? O evangelho original ou o falsificado? Nem se preocupe em responder! Nossa geração já respondeu a questão com ações...

Autor: Ricardo Inacio Dondoni
Fonte: [ O Pensador ] [via Bereianos]

14 de mai. de 2009

Lógica sexual


Existe uma certa "lógica" cristã-evangélica que tenho muita dificuldade em entender, ela é mais ou menos assim:

1o. se você pecar sexualmente, mas não for cristão: "venha! nossas igrejas são pra você."2o. se você pecar sexualmente, mas for cristão: "saia! nossas igrejas não são pra você."3o. se você for cristão e pecar em qualquer área, exceto a sexual: "fique! pois os irmãos te perdoam."4o. se você for cristão e não pecar em nenhuma área, exceto a sexual: "saia! pois nem Deus te perdoa."Pra um mundo caído e cansado, cheio de pecado e pecadores, porque essa fascinação com a área sexual apenas?

Igrejas assim acabam virando "museus de santidade" :'(

Comentário do Roger no Pavablog#
Além desse comentário lúcido do Roger seria interessante ler também o texto abaixo:


Pecados sexuais: como a igreja deve encará-los?

Conforme está subentendido no título, a problemática abordada aqui não será o pecado em si, mas o modo como a igreja trata o pecador.

Nós protestantes, em teoria, repudiamos a idéia católica de pecado venial e mortal. Porém, o que é admitido na teoria é negado na prática através do exercício daquilo que convencionamos chamar de disciplina eclesiástica. Podem relutar o quanto quiserem, podem me chamar de perturbador da ordem, mas o fato é que eu não consigo ser hipócrita e nem fechar os olhos para essa verdade.

Mas a disciplina eclesiástica (um eufemismo para excomunhão) é bíblica, alguém certamente dirá. A estes, responderei que não estou interessado em debater a “biblicidade” da prática. Quero antes, apelar para o nosso senso comum e propor algumas questões. Ora, se ela é bíblica, e uma vez que o pecador precisa ser “disciplinado”, porque é que não disciplinamos todos os mentirosos, os invejosos, os soberbos, os avarentos e herejes em nossas igrejas? Porque é que suportamos pacientemente estes pecados, e condenamos a exclusão apenas os pecados sexuais? Acaso isso não é usar de dois pesos e duas medidas? Será que isso não significa ressucitar uma doutrina católica refutada e abandonada na época da reforma e enxertá-la no nosso meio? Somos evangélicos de alma católica, essa é a verdade.

Os fariseus de plantão que me apedrejem se quiserem, mas definitivamente não concordo com essa praxe absurda das igrejas evangélicas. É injusto que um casal de namorados, que confessa seu pecado com lágrima nos olhos diante do pastor, declarando-se arrependidos, sejam punidos com três meses de “disciplina”, durante a qual não podem exercer atividades na igreja, nem participar da Ceia do Senhor; enquanto os herejes televisivos, que dão veneno para as ovelhas comerem, homens rebeldes e soberbos que não têm o menor interesse em se arrepender, são tolerados nas igrejas locais e nas convenções. Que cristianismo é esse, que oprime o arrependido e faz vista grossa para o impenitente? Que igreja é essa que pune o quebrantado e tolera o rebelde incontrito? Definitivamente, algo está errado em nosso meio.

Pecados sexuais, numa escala de 0 a 10, recebem pontuação 11 nas igrejas! O caso é tão extremo que admite-se reintegrar ao ministério pastoral a um ex-ladrão, ex-caloteiro, ex-corrupto, enfim, ex-TUDO, menos um ex-adúltero, ou um ex-fornicário! Não estou defendendo direito de púlpito para A ou para B; só estou tentando te convencer de que há certos costumes que precisam ser mudados. Somos bons para exercer justiça (a nossa, obvio!), mas péssimos em misericórdia. Ah, mas o obreiro deve ser irrepreensível, você me dirá. Mas sejamos sinceros, ao menos dessa vez: Quem entre nós, membros, líderes, pastores, é irrepreensível no sentido absoluto da palavra? Ora, se apelarmos para a literalidade nesse versículo, então nem eu, nem você, nem Tomé e nem Pedro o eram! Não devemos entender essa irrepreensibilidade como uma obra acabada, e sim como uma busca constante e sincera. Do contrário, a Bíblia não fará nenhum sentido!

Como a igreja deve lidar com os pecados sexuais? A resposta é simples: Da mesma forma como Jesus os tratou. Como atuou o Mestre quando lhe trouxeram aquela mulher apanhada em adultério? Ele não deu nenhuma ordem de linchamento, antes nivelou a situação ao perguntar se havia alguém, entre aquela enfurecida turba, que jamais houvesse pecado. Ao fazê-lo, Jesus mostrou àquela multidão envaidecida e cheia de auto-justiça, que o pecado daquela mulher não era maior que os pecados deles. Logo disso, Jesus perdoou aquela mulher, brindando-lhe aceitação e amor, e em lugar da costumeira repreensão, deu-lhe um sábio e concludente conselho: vá e não peques mais.

Amado pastor: Devemos aprender com o pastor Jesus. Quando estivermos no gabinete pastoral aconselhando um caso de pecado sexual, e não soubermos como lidar com o tema, façamo-nos a seguinte pergunta: “o que faria Jesus no meu lugar?”. Será que ele disciplinaria o casal arrependido, condenando-os à pena de 3 a 6 meses de reclusão, ou será que ele, após confirmar o arrependimento de ambos, diria: “nem eu te condeno: vá e não peques mais”? Pecado sempre será pecado, e deve ser tratado como tal. Mas lembremo-nos de que, assim como há pecado, também existe perdão.

Soli Deo Gloria!

Por Leonardo G. Silva - Th.M.
Fonte: Púlpito Cristão

11 de mai. de 2009

Pra que outros possam viver




Há muito tempo não arrepio ao ouvir uma mensagem. Há muito tempo não me sensibilizo com uma pregação. É difícil ouvir isso nos púlpitos... muito difícil!


Você pode conferir os responsáveis nesses links abaixo:

MySpace Oficial: Livres para Adorar
Blog: Ministério Livres para Adorar

[dica da Márcia Gizella no Orkut]