Para o cristianismo, o ser humano não se salva sozinho, mas pela ação da graça de Deus. Para as tradições orientais, cada um é sujeito da própria salvação ou purificação, devendo retornar a este mundo até que as sucessivas reencarnações o façam alcançar o estado de perfeição espiritual. A modernidade introduziu a democracia na vida social. A Igreja manteve a sua estrutura hierárquica, autocrática. Mas, do ponto de vista do indivíduo, fê-lo centrar-se no próprio umbigo. Introduziu a meritocracia no lugar da redenção operada por Jesus. Valorizou penitências, promessas, indulgências, como se apenas o mal ou o bem que cada um pratica decidisse a sua perdição ou salvação.
A modernidade cristã acabou criando, no Ocidente, paradoxalmente, o caldo de cultura favorável à expansão das religiões orientais. Há, atualmente, uma busca voraz de espiritualidade, mas sem a mediação de sacerdotes e bispos, preceitos morais e sacramentos. Na disputa pelo mercado da crendice, a Igreja católica corre o risco de ser levada pela onda e adotar o modelo subjetivista, onde o Credo é substituído pela letra de uma canção e a liturgia por movimentos aeróbicos. Tudo se transforma numa grande efusão espiritual que embevece, alucina, desata nós do psiquismo (daí o caráter terapêutico, as curas) e traz a alegria às multidões, sem que o Evangelho seja anunciado, refletido, aprofundado, assumido e vivido enquanto fermento na massa. Neste início de século e de milênio, muitos fazem com a religião o que se fez com a moda na década passada: uma mescla de crenças e ritos, como o cristão que pratica meditação transcendental e acredita em reencarnação.
- Quem a igreja evangélica diz que eu sou? (Perguntou Jesus.)
- Áh, Senhor, é tanta baboseira que podemos lançar um livro dos títulos mais escrotos. (Responde Pedro.)
- Chamam-no de Curandeiro e Milagreiro - quase um Pajé; de Matador; de Justiceiro; Indiferente dos indiferentes; de Empresário dos empresários; Grande Marketeiro; o Super Homem judeu; Surfista dos surfistas; Banqueiro dos banqueiros; de Pop Star.
- Para!Para! (Grita Jesus desesperado)
- O que foi Mestre? (Pergunta João assustado)
- Mateus!Marcos!Lucas e João, venham aqui! (Convoca Jesus aos gritos)
- hum....tá faltando alguém? (Se questiona o mestre)
- Áh, Paulooooooooo! (Grita Jesus desesperado)
- Fala Senhor! (Exclama Paulo)
- Quem foi que mandou vocês escreverem esses títulos sobre mim? (Pergunta Jesus)
- Mas nós não escrevemos. (Responde Paulo)
- Então onde a igreja evangélica se baseou pra me dar esses títulos? (Pergunta Jesus)
- Hum....., Senhor, há mais mistérios entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã teologia. (Responde Paulo)
A diferença sempre foi vista com curiosidade ou estranheza. A cor de sua pele, por exemplo, pode tornar você um estranho em alguns cenários. Já seu poder aquisitivo ou sua educação têm a capacidade de fazer com que se destaque em determinados ambientes. Até mesmo seu estilo de adoração, a linha teológica que você adota ou sua preferência por algum partido político podem colocá-lo à margem – ou para além dela – em certos casos. A verdade é que ser, pensar, olhar ou agir de modo diferente da maioria pode empurrar determinado indivíduo para fora dos círculos sociais e religiosos.
Fato é que, nas nossas igrejas, sempre há uma pessoa, ou um grupo, que na maioria das vezes se sente diferente da maioria – e gente assim quase sempre é marginalizada. Dan Taylor, em The Myth of Certainty [O mito da certeza], chama essas pessoas de “cristãos reflexivos”. Os menos solidários classificam-nas como questionadoras da fé; e, muitas vezes, suas atitudes de inconformismo fazem com que se tornem desrespeitados em suas comunidades.
Como quase todos os protestantes sabem, no século 16 a Igreja Católica Apostólica Romana estava empolgada acerca da emissão das famigeradas indulgências. Elas eram alardeadas pelo clero como maneiras de reduzir o tempo das pessoas no purgatório através da doação de dinheiro ou bens à Igreja. Mas apesar da generalização de tal prática, muitas pessoas não se contiveram e questionaram o programa de indulgência proposto pelas autoridades eclesiásticas. Elas duvidaram do que a instituição sustentava com tamanha convicção, simplesmente porque aquilo não fazia sentido para esses cristãos questionadores. Se permanecessem em silêncio, iriam se sentir desonestos e frustrados; contudo, se levantassem suas questões, seriam vistos com desconfiança. Alguns desses questionadores, como Martinho Lutero se manifestaram e descobriram que cristãos reflexivos, já àquela altura, não tinham futuro na Igreja.
Aproximadamente cem anos mais tarde, Galileu Galilei olhou através de um telescópio certa noite e viu luas posicionadas como bailarinas em órbita de Júpiter. Logo percebeu que a Igreja estava errada ao sustentar a visão de mundo tradicional, geocêntrica, que havia herdado de Aristóteles e Ptolomeu. Infelizmente, quando passou a questionar abertamente a corrente majoritária, ele descobriu aquilo que Martinho Lutero já sentira na pele: cristãos reflexivos não eram bem-vindos à Igreja.
Uma história semelhante poderia ser contada acerca do célebre evangelista John Wesley, que duvidava daquilo que todos sabiam: que atividades sagradas, como a pregação, precisavam ser desenvolvidas em espaços sagrados, como púlpitos. Por discordar disso, ele foi à porta das minas de carvão do Reino Unido anunciar a salvação em Jesus a trabalhadores que não freqüentavam os templos. Poderíamos falar ainda de crentes reflexivos como Phineas Bresee, fundador dos Nazarenos, que duvidou que pessoas pobres devessem ser evitadas por cristãos honrados. E o que dizer de Menno Simons, o líder dos anabatistas, que discordava da voz corrente de que cristãos deveriam matar outros cristãos em nome de Cristo?
Questionadores contemporâneos, como o pastor Martin Luther King Jr e o bispo Desmond Tutu, duvidaram que a raça fosse um fator de comunhão, e enfrentaram forte oposição por isso. Já líderes como Bill Hybels ou Rick Warren, com suas propostas de uma nova eclesiologia, ou talvez você, com suas idéias ainda não devidamente expostas, também tendem a provocar certo desconforto devido a suas posturas... Os heróis que estudamos na história da Igreja começaram como cristãos reflexivos que duvidaram daquilo que todos consideravam ser o óbvio. Como conseqüência foram, em quase todos os casos, marginalizados. Quando comunidades habitualmente marginalizam ou excluem seus membros mais reflexivos – aqueles que fazem perguntas difíceis sobre coisas que são completamente basilares para a maioria –, é claro que os que são estigmatizados acabam feridos.
A comunidade que exclui, no entanto, também é ferida, porque ao agir assim corta da própria pele recursos de crescimento e de renovação. Além disso, constrói resistências exatamente para aquilo que em breve será necessário, o que deixa no ar uma pergunta urgente: quem são os cristãos reflexivos, que talvez sintam que já estão com a camada de gelo bem fina nas margens, ou seja, prestes a serem marginalizados por completo? E o que seria necessário para dizer-lhes que eles são queridos, necessários e respeitados, que a sua diferença não é um problema a ser resolvido por meio da pressão para que se amoldem, mas que sua atitude questionadora é um recurso?
Aqui vai uma sugestão: que esses cristãos reflexivos sejam ouvidos! Tentemos entender suas perguntas, frustrações e novas idéias, mesmo que não concordemos com suas inquietações. Sejamos atenciosos, dando-lhes espaço para serem quem são, mesmo se pensam diferente da maioria. Às vezes, talvez seja preciso se posicionar entre eles e seus críticos mais contundentes a fim de defendê-los das forças que mantêm as fronteiras e promovem a exclusão. Um coração bondoso e um ouvido disposto a escutar podem manter os cristãos reflexivos dentro da comunidade – e, se a renovação vier das margens, como quase sempre parece ser o caso, então, ao amputarmos essas nossas margens, fazemos aquilo que os chefes dos sacerdotes e escribas fizeram quando uma voz necessária apareceu às margens de sua comunidade. Será que estamos escutando seu clamor?
IGREJA não é Templo feito por mãos humanas. IGREJA não é um nome numa placa. IGREJA não tem endereço. IGREJA não tem dono. IGREJA não tem fundador. IGREJA não tem estatuto. IGREJA não tem CGC. IGREJA não é pra freqüentar. IGREJA não é um clube. IGREJA não é uma Organização. IGREJA não é exclusiva. IGREJA não é pra controlar vidas. IGREJA não é pra buscar "Benção". IGREJA não tem liturgia. IGREJA é: Constituída de Pessoas, Pedras Vivas.
ELA não tem nome, pois um dos termos Igreja, que é EKKLESIA, significa: chamados para fora. ELA se reúne onde estiverem 02 ou 03, invocando o nome DELE. ELA pertence tão somente a ELE, que é o NOIVO e o CABEÇA da Igreja. ELA não foi fundada, mas estabelecida por Jesus no coração dos homens. Suas leis, princípios e valores estão todos contidos na PALAVRA. A validade de seu registro é o Sangue do Cordeiro. Não se mede pela freqüência, mas pela vivência cotidiana e nos encontros dos irmãos pelo Caminho. ELA não precisa de uma carteirinha para validar sua filiação. ELA é um Organismo Vivo. ELA é toda Inclusiva. ELA foi constituída para gerar vidas. ELA foi constituída para ser uma BENÇÃO. SUA liturgia é como a vida, livre e imprevisível. A IGREJA é transcendente, pois Ela transcende os homens e a História. ELA foi gerada antes da fundação do Mundo.
"Explicar uma crença sempre é difícil. Como você explica existir amor e lógica no íntimo do universo quando o mundo está tão em dívida com isso? O livre-arbítrio tem nos atormentado? Imagina então aos personagens que habitam o grande livro conhecido como Bíblia, que ouvem a voz de Deus? Explicar fé é impossível: visão (objetivo) acima de visibilidade; instinto acima de intelecto. Um compositor toca um acorde com a fé de que o próximo acorde vai soar na sua cabeça.
Um dos escritores de Salmos foi um músico, um harpista cujos talentos foram solicitados no palácio como a única medicina que podia calar os demônios do temperamental e inseguro Rei Saul de Israel. É uma cultura que ainda prevalece: Marilyn [Monroe] cantou para Kennedy, as Spice Girls para o Príncipe Charles.
Quando eu tinha 12 anos, era fã de Davi. Ele parecia familiar, como um pop star poderia parecer familiar. As palavras de Salmos eram tão poéticas quanto religiosas e ele era uma estrela. Antes que Davi pudesse cumprir a profecia e se tornar o Rei de Israel, ele teve que tomar uma bela surra. Ele esteve no exílio e acabou numa caverna em alguma cidade fronteiriça enfrentando o colapso de seu ego e o abandono de Deus. Mas é aí onde a novela se torna interessante. É onde diz-se que Davi compôs seu primeiro salmo – um blues. Este é o motivo por quê vários salmos parecem o blues para mim. O homem gritando com Deus: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acha tão longe de me ajudar?" (Salmo 22)
Eu ouço ecos desse barulho santo quando um cantor de blues, não-santo, Robert Johnson grita: "Há um cão do inferno no meu caminho" ou Van Morrison canta "Algumas vezes eu me sinto como uma criança orfã". Texas Alexander imita os Salmos em Justice Blues: "Eu clamei, Senhor meu Pai. Reino do Senhor venha. Traga de volta minha mulher, então Tua vontade será feita". Engraçado, algumas vezes são blasfemadores... o blues foi uma música marginal mas, pela sua grande oposição, louvou o assunto principal de seu primo perfeito, o gospel.
Abandono e deslocamento formam o conjunto dos meus salmos favoritos. O livro pode ser uma fonte de música gospel, mas para mim o que o salmista realmente revela é desespero e a natureza de seu relacionamento especial com Deus. Honestamente, até do ponto de vista da raiva: "Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre?" (Salmos 89:46) ou "Me responda quando eu clamar" (Salmo 5).
Salmos e hinos foram meus primeiros gostos de inspiração musical. Eu gostava das palavras, mas eu não tinha certeza das melodias... com excessão do Salmo 23, "O Senhor é meu pastor..." Eu as lembro mais como zunidas e entoadas do que cantadas. Mas elas me prepararam para a sinceridade de John Lennon, a linguagem barroca de Bob Dylan e Leonard Cohen, a goela aberta de Al Green e Stevie Wonder. Quando eu ouço esses cantores, eu estou reconectado a uma parte de mim que eu não posso explicar – minha alma, eu acho.
Palavras e música fizeram por mim o que sólidos, até rigorosos, argumentos religiosos nunca poderiam fazer – eles me apresentaram a Deus, não a crença em Deus, mas uma experiência sensorial de Deus. Mais do que artes, literatura, garotas, encontros, a maneira do meu espírito se expressar era uma combinação de palavras e música. Como resultado, o livro de Salmos sempre pareceu convidativo para mim e me conduziram as poesias de Eclesiastes, aos Cantares de Salomão, ao livro de João... Minha religião não poderia ser ficção, mas tinha que transcender aos fatos. Poderia ser místico, mas não mítico.
Minha mãe era Protestante, meu pai Católico. Em qualquer lugar, exceto na Irlanda, isso seria irrelevante. Os Prods [Protestantes] daquela época tinham as melhores melodias e os católicos tinham os melhores equipamentos de palco. Meu colega Gavin Friday costumava dizer: "Os Católicos Romanos são os Glamrock da religião" com suas velas e cores psicodélicas – azul, vermelho e vinho –, incensários e o toque do pequeno sino. Os Prods [Protestantes] eram os melhores com os grandes sinos, eles podiam se dar ao luxo de usá-los. Na Irlanda, riqueza e Protestantismo andavam juntos. Ter qualquer um dos dois significava ter colaborado com o inimigo, que é a Inglaterra. Isso não ocupava nossa casa.
Depois de ir à missa no topo da colina, em Finglas, ao norte de Dublin, meu pai esperava fora da pequena capela da Igreja da Irlanda, na base da montanha, onde minha mãe tinha levado seus dois filhos.
Eu me mantinha acordado pensando na filha do pastor e deixava meus olhos mergulharem no cinema dos vitrais. Esses artistas cristãos inventaram o cinema. Luz projetada por meio da cor para contar sua história. Nos anos setenta a história eram os "Troubles" e vieram através dos vitrais, com pedras jogadas mais de malandragem do que de raiva. Mas a mensagem era a mesma: o país estava dividido em linhas sectárias. Eu tinha os pés em ambos os campos, então meu Golias se tornou a própria religião: eu comecei a ver a religião como a perversão da fé. Eu comecei a ver Deus em todo e qualquer lugar. Em garotas, diversão, música, justiça e silêncio... apesar da grandiosa tradução do Rei James – as Escrituras.
Eu amava essas histórias pelas razões mais fúteis, como filmes de ações, com alguns homens e mulheres durões, as perseguições de carro, as casualidades, o sangue e a coragem. Havia pouco beijo.
Davi era uma estrela, o Elvis da Bíblia, se nós pudermos acreditar na escultura de Michelangelo. E extraordinariamente para alguém tão "rock star", com sua sede de poder, sede de mulheres, sede de vida, ele tinha a humildade de alguém que conhecia seu dom trabalhado mais intensamente do que nunca. Ele até mesmo dançou nu na frente das suas tropas – o equivalente bíblico de seguidores reais. Definitivamente, Davi era mais artista do que político.
De qualquer forma, eu parei de ir às igrejas e entrei em um tipo diferente de religião. Não dê risadas. Estar em uma banda de rock'n roll é isso. "Showbiz" é xamanismo, música é adoração. Se for adoração de mulheres ou a forma delas, o mundo ou sua destruição, se vem daquele velho local que nós chamamos de alma ou simplesmente coluna vertebral, se os adoradores estão apaixonados com uma intensidade muda ou desejam como pomba, a fumaça sobe, para Deus ou algo que você use para substituir Deus – normalmente si próprio.
Anos atrás, insensível às palavras e faltando 40 minutos para terminar nosso tempo de estúdio, nós ainda estávamos procurando uma música para fechar nosso terceiro álbum, War. Nós queríamos colocar algo explicitamente espiritual no álbum para equilibrar os temas políticos e românticos... como Bob Marley ou Marvin Gaye fariam. Nós consideramos sobre os Salmos - Salmo 40. Havia alguma inquietação. Nós éramos um grupo de rock branco e tal saque das Escrituras era um tabu para um grupo de rock branco a menos que isso estivesse a serviço de Satã. O Salmo 40 é interessante por que ele propõe um momento em que a graça substitui o karma e o amor substitui as leis muito severas de Moisés (em outras palavras, cumpre). Eu amo aquela idéia. Davi, que cometeu um dos atos mais egoistas e irresponsáveis estava contando com isso. As Escrituras serem cheias até a borda de pessoas inescrupulosas, assassinos, covardes, adúlteros e mercenários costumava me chocar. Agora isso é uma fonte de grande conforto.
40 se tornou a música que fechava os shows do U2, em centenas de ocasiões, literalmente milhares de pessoas de todas as idades e vários tipos de camisetas cantavam alto o refrão roubado do Salmo 6: "Quanto tempo (cantarei essa canção)?" Eu tinha pensado sobre isso como uma questão importunante, tocando na orla de uma divindade invisível cuja presença nós vislumbramos somente quando agimos em amor. Quanto tempo famintos? Quanto tempo odiados? Quanto tempo até que a criação cresça e o caos disso se antecipe, a pequena inclinação ao inferno tem sido descartada? Eu considerei quão estranho é que falar sobre tais questões traz algum conforto – inclusive para mim.
Retornando a Davi, não é tão claro quantos desses Salmos foram realmente escritos por ele e seu filho Salomão. Alguns acadêmicos sugerem que a realeza nunca umedeceu a caneta e que havia escritores espirituais. Quem se importa? Eu não comprei Leiber e Stoller – eles eram apenas compositores. Eu comprei Elvis".
Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Enquanto isso na China... A foto ao lado, que mostra um cristão chinês sendo interrogado e torturado, nos foi enviada, junto com toda a documentação, por um dos nossos contatos, uma pessoa da mais absoluta confiança da VdM. Os nomes dos policiais e dos cristãos foram devidamente verificados. O fotógrafo, um “membro do partido”, garantiu aos policiais que as fotos seriam enviadas aos seus superiores como prova do seu “trabalho consciente e dedicado”, com a possibilidade até de uma “promoção”. Observe que a maior parte destes cristãos está usando roupas de passeio. Eles foram torturados porque estavam reunidos para o culto fora da igreja estatal do MPTA. Os cristãos chineses que contrabandearam estas fotos nos explicaram que a tortura de cristãos na China é um fato corriqueiro. O fotógrafo está escondido e deverá permanecer assim por vários anos. Veja mais fotos clicando aqui.
Jogos Olímpicos de Beijing 2008: A pior farsa da história das Olimpíadas
PS. Não sei quanto a vocês, mas, sinto vergonha diante de nossos irmãos na china... Porque enquanto estamos aqui discutindo teologia, doutrina, igrejas e outras mazelas sob o respaldo democracia... Lá, eles estão sofrendo forte perseguição e opressão por causa do cristianismo independe de cada um. Deus, eu peço por esses irmãos! Que tenham força e coragem para carregar o Teu nome... e que a fé deles não esmoreça!!! E misericórdia de nós...
Ontem, reunimo-nos eu, minha namorada, meu primo, sua esposa e minha prima (com duas tias e uma avó à parte bajulando um priminho recém nascido). Há algum tempo que nos reunimos em virtude da afinidade e amizade profunda que temos uns com os outros.
Contudo, ontem, tratei com eles sobre organizarmos e definirmos conceitualmente nosso grupo. Queremos levar a sério essa caminhada como igreja do Senhor Jesus. Como um grupo orgânico que partilham da mesma vida em Cristo Jesus.
Foi muito legal! Acabamos cantando alguns "corinhos" da Harpa Cristã. E, confesso, (há alguns anos atrás eu me abominaria por isso - rs) foi muito gostoso louvar ao Senhor com canções e letras sãs e bem elaboradas.
Todos concordaram com a necessidade de nos organizarmos e investir nessa jornada de fé. Ao fundo, o som do DVD acústico do Roupa Nova. Falamos sobre a caverna de Adulão. Onde Davi se refugiou, atraindo para si, toda estirpe de gente. Endividados, amargurados e homens em aperto se juntaram a Davi. Adulão significa justiça do povo, refúgio, esconderijo. Traçamos um paralelo entre a caverna de Adulão e a igreja. A igreja tem negado a justiça, o esconderijo, a segurança e o refúgio a tantas pessoas. Não é raro encontrar alguém rejeitado pelos irmãos de uma igreja aqui, de uma igreja ali. Essas pessoas, às vezes, diferentes dos carolas que se encontram nos templos, não tem a oportunidade de encontrar um lugar de acolhimento, de tratamento da alma. A igreja deve ser justamente como na caverna de Adulão, onde Davi acolheu os rejeitados e excluídos da nação, dando a eles a oportunidade de crescimento espiritual, de tratamento para o coração.
E é essa a nossa proposta. Há muita gente por aí excluída de comunidades religiosas por serem questionadoras, pensantes, inconformadas e por não se enquadrarem no sistema religioso vigente nessas instituições. Bem como, há muitas pessoas que estão morrendo no pecado, gays, prostitutas, ladrões, viciados e perdidos sem noção alguma do que querem na vida. Estas pessoas, são postas de lado nas grandes reuniões e rejeitadas, criando feridas e mágoas que acabam por levar essas pessoas a distanciarem-se de Deus. Pois não são maduras o suficiente para distinguir Deus das podridões das igrejas.
Nós como corpos estranhos no meio institucional, nos sentimos na obrigação de acolher estes que tem um desejo e um amor por Cristo, mas que não se identificam com a hipocrisia e demagogia de pastores e "vice-Deus" espalhados por todo canto.
Há muito tempo queima em meu coração o desejo de plantar uma igreja. E isso tem sido tratado dentro de mim. Eu mesmo tenho sido tratado de alguma forma por Deus para alguma coisa.
Talvez nada ainda esteja tão claro como gostaria! Só estamos no começo...
- As tristezas não ficam para sempre, quando caminhamos em direção àquilo que sempre desejamos. - Sempre é preciso partir? - Sempre é preciso saber quando acaba uma etapa na vida. Se você insistir em permanecer nela além do tempo necessário, perde a alegria e o sentido do resto. E se arrisca a ser sacudido por Deus. - O Senhor é duro. - Só com os escolhidos.