11 de abr. de 2008

A Igreja que deixa os mundos aturdidos

O César do blog Infinita Highway fez uma pequena "apologia"[rs] e nos trouxe a citação deste ótimo texto:

Leitura recomendada: a carta de Paulo aos Efésios.

Para Paulo a Igreja — conforme ele a define em suas cartas — era a plenitude Daquele que a tudo enche em toda a existência.

Ora, como pode ser que na Igreja habite a plenitude de Deus se ela é feia aos nossos olhos?

Talvez seja porque o que Paulo chama Igreja seja a comunidade ideal apenas visível aos olhos de Deus, até porque somente Ele sabe quem faz parte da Igreja de Deus.

O apostolo, entretanto, cria que é pela multiforme experiência da Graça de Deus que aquilo que é Igreja para Deus e anjos, se manifesta gerando perplexidade nos poderes invisíveis que a observam.

Assim, o principal sinal da Igreja é a manifestação da multiforme Graça de Deus — na forma de amor, perdão, reconciliação, justiça e bondade procedentes da verdade que atua em amor.

Desse modo a Igreja só é Igreja quando nela habita a Graça como verdade seguida em amor!

Paulo também diz que a vivencia dessa Graça entre os homens, põe a Igreja no centro das observações cósmicas. Ou seja: vista, olhada e observada; tornando-se num experimento chocante para anjos e todas as demais criaturas capazes de ver com consciência.

Sim! Para Paulo a verdadeira Igreja é o eixo da manifestação da Graça de Deus no mundo visível, visto que amor em verdade é algo que não nasce por geração espontânea em lugar algum do Universo.

Explosões cósmicas, surgimento de estrelas ou a morte delas, ou mesmo qualquer outro fenômeno universal, não têm nem de longe o significado da experiência do amor entre os homens, ainda que os que assim vivam sejam apenas uma imperceptível minoria aos sentidos estatísticos e de volume de matéria no Cosmos.

É como o diamante: não existe em abundancia na Terra, mas o que existe é mais preciso aos sentidos humanos — pela raridade — do que imensas porções de matéria expressivas apenas pelo seu volume, e não pela sua qualidade.

De fato é chocante quando indivíduos ou grupos humanos vivem em amor criativo e insistente no enfrentamento de tudo aquilo que é anti-amor na existência. Sim! Choca a todos!

A presença do amor — que é a marca do discípulo, conforme Jesus — em qualquer vivencia humana carrega a marca da Graça de Deus.

Ora, essa Igreja que principados e potestades vêem e ficam aturdidos ante a Graça que nela se manifesta como amor, é também vista apenas pelos seres humanos que enxergam o amor manifesto em qualquer lugar ou pessoa.

Ou seja: a Igreja é o ajuntamento espiritual e comunal de indivíduos rendidos ao amor de Deus, o qual só pode ser visto no mundo como obras de Graça, misericórdia e justiça.

Por esta razão Paulo diz que a Igreja é constituída de pessoas para quem todo muro de separação entre os homens foi abolido na Cruz.

Assim, sempre que pessoas ou grupos vivem além das barreiras de separação — sejam elas de qualquer que seja a natureza —, aí sempre haverá Igreja em estado de produção de perplexidade para os principados e potestades invisíveis.

O apostolo escreve essas coisas aos de Éfeso, que foi um dos lugares onde os Principados e Potestades disseram: “Conheço a Jesus e sei quem é Paulo!” — Atos 19.

Desse modo, Paulo cria que o centro das questões cósmicas não tinha em Roma a sua sede naqueles dias, mas sim entre aqueles que viviam de modo à perplexar os observadores invisíveis, os quais apenas se chocam ante a manifestação do amor num mundo gelado pela sua ausência.

Encontrar amor no Cosmos é algo mais chocante do que se achássemos vida no centro do Sol, por exemplo.

E mais: tais manifestações chocantes pela sua raridade não respeitam muros de separação; e não se deixam aprisionar por fronteiras geopolíticas ou religiosas ou culturais; ou por qualquer outra forma de contenção e separação entre os homens.

Assim, o que choca a anjos, demônios e todas as criaturas com poder de observar, é a multiformidade da manifestação criativa do amor num ambiente hostil a ele.

São os Bons Samaritanos da Graça aqueles que chocam a homens e anjos!

Desse modo, a Igreja que deixa aturdidos os príncipes das demais dimensões de existência, é aquela que é constituída pelas dinâmicas da Graça.

Assim, mais uma vez se fica sabendo por que sem amor nada nos aproveita ante Deus e todas as formas de vida.

Pense nisto!

Nele, que nos chama ao existir que no Cosmos não tem paralelo senão na própria manifestação do amor como Graça de Deus vivida e praticada por homens,

Caio

10 de abr. de 2008

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Rabino na alfaiataria

Na alfaiataria entra um padre e encomenda uma batina. Quando vai buscá-la:

— Quanto lhe devo?

— Nada não, senhor. Eu não costumo cobrar para religiosos.

O padre agradece, surpreso, e alguns dias depois envia-lhe um lindo crucifixo.

Dias depois, um pastor evangélico lhe encomenda um terno:

— Quanto ficou o serviço?

— Nada não, senhor. Eu não costumo cobrar para religiosos.

O pastor agradece e, dias depois, lhe envia uma Bíblia como presente.

Depois é a vez de um rabino:

— Quanto lhe devo? — pergunta ele, na hora de retirar a encomenda.

— Nada. Eu não costumo cobrar para religiosos!

No dia seguinte, o rabino envia-lhe outro rabino.

Autor: Desconhecido[via Ateus do Brasil]

Fundamentalistas Mórmons pregam poligamia

A Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Último Dias, que é uma variação da conhecida Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, é uma seita acusada de abuso de garotas em um rancho do Texas. Warren Jeffs, líder da seita, foi condenado a 10 anos ano passado por ser cúmplice de um estupro, após forçar uma menina de 14 anos a casar com seu primo.

A seita de Jeffs prega que o homem deve se casar com no mínimo três mulheres e as mulheres devem ser submissas aos homens para alcançar a salvação.

A ‘original’ Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem mais de 13 milhões de membros, mais de 1 milhão só no Brasil e mais 35 mil em Portugal. O patriarca e fundador da igreja Joseph Smith adotou a doutrina da poligamia por revelação divina nos primórdios da igreja, 60 anos mais tarde Wilford Woodruff, presidente da igreja na época mudou a doutrina original também por revelação divina abolindo a poligamia.

A poligamia é prática ilegal nos Estados Unidos, no Brasil e na maioria dos países ocidentais.

Fonte: BBC [via Ateus do Brasil]

tenischurch?

Osmar não se importou nem com a condição de miséria da vítima, que vendia pastéis para comprar um par de tênis e a arrastou consigo para o matagal.


Osmar Clemente de Araújo, 33, borracheiro, foi preso em flagrante no último dia 28 de março após estuprar a menor E.M.A, de doze anos, que convenceu a seguir em sua bicicleta para comprar geladinho próximo ao bairro Recando do Sol. Ele foi visto por testemunhas que acionaram a Polícia Militar, mas o estupro foi consumado antes da chegada da viatura.

O estuprador foi preso momentos depois, reconhecido por outras testemunhas que viram Osmar e a vítima indo para o local do crime. A viatura encontrou o criminoso em frente ao colégio Couto Magalhães. À polícia, Osmar teve a ousadia de declarar que o ato sexual foi consentido pela vítima, o que seria impossível visto ser a menor uma menina ainda, sem a menor malícia. Ele foi recolhido à Cadeia, onde riá aguardar julgamento.

A vida de E.M.A está repleta de tragédias. Após ser abandonada pela mãe em São Paulo, ficou em situação precária até uma tia ir até a cidade e, constantando a vida miserável que ela tinha, procurou em Goiás instalar a criança na casa de parentes. Ela mora há tr~es meses com a tia Djania de Almeida Silva, doméstica desempregada há um ano, com mais três filhos.

"Minha irmã me disse para que eu ficasse com E.M.A por cerca de oito dias, o tempo dela vir de São Paulo e buscar ela comigo, pois a minha situação é complicada e não tenho condições de criar mais uma criança", contou Djania. Ela recebeu E., mas até hoje a mãe não apareceu para buscar a criança. Empurrada de um canto para outro, a menor se mostra alheia aos fatos, em um estado de penúria que a retira da realidade.

Segundo Djania, a menina vendia pastéis no posto Carreteiro pois queria comprar um par de tênis, muito caros para as posses da tia. "Eu deixei, fazia tempo que ela pedia um par de tênis e pediu para vende os salgados para juntar dinheiro, aí o cara chegou e disse para ela levá-lo a algum lugar que vendesse geladinho e fosse na garupa, para ensinar o caminho. Ela é totalmente inocente, foi junto, e o homem estuprou a menina", relatou a tia.

Djania contou que a princípio a menina voltou para o posto, continuar a venda de pastéis, pois só pensava no tênis. Somente depois que o criminoso foi preso que a polícia a convenceu a contar tudo para a tia e o flagrante foi lavrado. "Ela estava abatida, machucada e muito suja, por isso percebi que havia algo errado, mas ela só contou mesmo o que tinha acontecido depois que os policiais a levaram para fazer os exames e ela veio para casa e se acalmou um pouco".

Depois de passar pelo Conselho Tutelar, que pegou os dados básicos da criança para ela ser registrada, pois ela ainda não tem nenhum documento legal. Quando os os documentos ficarem prontos, E.M.A vai começar a realizar um grande sonho. "Ela sempre quis frequentar a escola e participar das aulas, pois ela nunca teve oportunidade para entrar numa sala de aula", finalizou Djania.

ANAFOLHA, Ano 3 - Nº 45


Quando leio fatos como esse fico bastante consternado. Me sinto tão impotente com aquela sensação de negligência para com o próximo. Sei que não podería ter feito nada para evitar e muito menos imaginaria de tal necessidade e desejo que a menina sustentava. Mas, não posso evitar de engolir seco e pensar que à minha volta deve haver tantas pessoas necessitando de alguma coisa. Ás vezes, pouco me importo com o que as pessoas precisam. Estou tão ocupado correndo atrás do meu que a vida alheia não me atinge. Não me comove, senão depois de uma história bizarra e deprimente fruto da degradante situação da sociedade, da humanidade afundada nas trevas e no pecado.

Sei lá, e se algum filho de Deus pudesse ter presenteado a menina com um par de tênis e pronto. Talves, um simples ato de presentear pudesse ter mudado essa história. Evitado o estupro ou talvez adiado para uma outra situação, não sei. Mas, com certeza creio que teria feito alguma diferença. Um simples desejo alimentado pelo consumismo e pela moda, do qual a menina apenas ainda não sabia que nada de importante havia em ter um tênis da hora. Mas, e nós? Sabemos que tanta coisa simplesmente não nos é necessária? Nike, Adidas, Puma e por aí vai... O que vamos ganhar ostentando uma marca? Não estou dizendo que é errado ter um tênis descolado e de marca... Nada haver! É que às vezes acho que tenho uma certa inclinação para os votos de pobreza da ordem dos Franciscanos. Não estou dizendo que ter dinheiro ou ser rico seja errado... Estou dizendo que ás vezes sinto um certo pesar de ter alguma coisa enquanto desventuradamente o próximo sequer tem o básico. Sei que se alguama coisa possuo, é fruto de ralação e não há nada do que se envergonhar disso... Mas, parece ficar sem sentido ás vezes! Esse mundo é deveras injusto demais...

Fico imaginando a cabecinha dessa garota. Os traumas a superar. Os dramas vividos. As dificuldades enfrentadas. Que papel tudo isso terá na construção do seu caráter? Que tipo de mulher ela se tornará? Com certeza podemos presumir os estragos na alma dessa criança. Opressa pelo capitalismo. Opressa pelo "Just do sex it" que empurra a sociedade à uma cultura libertina e promíscua. Puxa vida, ela apenas queria um par de tênis... e para tal estava trabalhando ao invés de estudar... E o cara, FDP, abusa da inocência e ingenuidade de uma criança para alimentar seu nojento desejo por sexo barato.

Puxa vida, o cara deve até ter prometido o par de tênis para a gorota para ludibriá-la. Abusando da necessidade da gorota. Estuprando não só o seu corpo, mas, sua concepção de sexo como presente de Deus.

Lembrei de um post do Jota sobre tênis...

9 de abr. de 2008

Mostrando quem manda

"Líder cristão sabe, a exemplo de Cristo, que tudo o que tem e o que precisa recebeu e receberá de Deus, sabe que veio do Senhor e para Ele vai voltar, sabe quem é, porque é e para quem é, logo, não precisa de ninguém paparicando-o, nem autenticando a sua liderança".

Estava conversando com um casal amigo, que me contou o ocorrido em sua igreja de origem, no interior de São Paulo. O pastor titular resolveu mostrar a todos quem era o líder, e como deveria ser tratado. Na frente de toda a igreja, grande em número, o referido ministro do evangelho intimou cada um de seus doze discípulos a, na presença de todos, lamber o sal que havia colocado em sua mão e, ato contínuo, seus discípulos foram até ele e, cada um, lambeu um pouco do sal na mão do ungido.

Em Goiânia, um colega me explicou o ato do sal na mão. Disse-me que é o que se faz quando se deseja colocar arreio em cavalo rebelde. Coloca-se um punhado de sal na mão, leva-o até a boca do animal e, enquanto este está comendo na mão do dono, o arreio é colocado sobre o seu dorso, sem que ele reaja.

Jesus Cristo, conta a escritura, um dia, também, resolveu mostrar quem era o líder e de que maneira ele tinha de ser imitado: “Jesus, sabendo ... que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela.

Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.

Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. ” (Jo 13.2-5; 13-16)O nobre colega, em questão deveria ler mais esse texto, aliás, ele e a turma da qual ele faz parte, que vive a dizer, tirando do contexto, o verso: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (1 Sm 15.23)

Quem cometeu pecado de rebeldia, senão o líder, que usurpando a autoridade de Cristo submete seus discípulos à humilhação?

Quem cometeu pecado de rebeldia, senão o líder, que usurpando a autoridade de Cristo obriga seus discípulos a satisfazer a seus caprichos e suas decisões espúrias? Soube que na Bahia, um homem considerado como digno por seus pares, contrariando os seus valores, levou sua igreja apoiar certa candidatura para não incorrer no pecado de rebeldia em relação ao seu discipulador, que, depois de impor-lhe esse, mudou de idéia quanto a que candidato apoiar, decidindo apoiar um ímpio, sabe os céus porque razão.

Líder cristão demonstra a sua liderança lavando os pés de seus discípulos e não pedindo mais dinheiro.Líder cristão demonstra a sua liderança amando aos seus discípulos até o fim, a ponto de dar a vida por eles, e não pedindo melhores carros e casas.

Líder cristão é exemplo do que significa ser ovelha de CristoLíder cristão sabe, a exemplo de Cristo, que tudo o que tem e o que precisa recebeu e receberá de Deus, sabe que veio do Senhor e para Ele vai voltar, sabe quem é, porque é e para quem é, logo, não precisa de ninguém paparicando-o, nem autenticando a sua liderança.


Ariovaldo Ramos [via Princess Blog]

8 de abr. de 2008

Igreja emergente?

Este post é em resposta a uma leitora (Daniela Dantas) que manifestou interesse sobre Igreja emergente e aproveitando a oportunidade, que possa servir de esclarecimento para outros que porventura tenham a mesma curiosidade.

Querida Daniela, agradeço a visita ao blog.

Primeiro, gostaria de expor minha situação em relação à igreja emergente. Minha aderência [mesmo que incosistente e titubeante] às idéias emergentes a nível de conceitos não se deram há mais de um ano. Embora, após me encontrar com o movimento eu possa apontar no meu passado na caminhada cristã, muitas inquietações inerentes às propostas das igrejas emergentes, tenho experimentado e pesquisado temas e visões concernentes ao assunto. Procuro sempre me inteirar das novas conversas postas em questão para o contexto da cristandade relevante na realidade brasileira, bem como, acompanhando o desenrolar da conversa emergente em outros países. O que quero dizer é que não sou o maior indicado para tratar sobre o assunto de forma que não passo de um recém chegado nestas idéias. Convenientemente, sinto-me bastante à vontade com as propostas de cristianismo autêntico do movimento.

Segundo, pelo que venho me informando, igreja emergente não se trata de uma nova denominação. Não reivindica ser a "igreja verdadeira". Não possui "um fundador" de forma similar à Reforma protestante seguida do Luteranismo, Calvinismo, Anglicanismo e outros "ismos". Não possui "um líder" que encabeça o movimento. Não se trata de proselitismo ou uma onda do protestantismo, ou do evangelicalismo e não se trata de uma ideologia exclusiva dessa geração. A conversa emergente, pelo visto, parece abstrair uma instituição de definições, dogmas, credos, doutrinas e liturgias absolutas e engessadas nos moldes da igreja moderna. As igrejas emergentes sobressaem pela sua relevância no contexto pós-moderno.

Enfim, como não posso discorrer com maior propriedade do assunto de forma a sanar suas dúvidas pertinentes, vou deixar alguns links que tratam especificamente da igreja emergente e que no decorrer da minha desconstrução de paradigmas me influenciaram ou pelo menos me fizeram pensar:

http://igrejaemergente.blogspot.com/
http://simplice.net/index.php?tag=igreja%20emergente
http://tempora-mores.blogspot.com/2006/06/neo-ortodoxia-emergente.html
http://www.igrejaemergente.com.br/
http://www.projeto242.com/novo/home.aspx
http://blog.myspace.com/projeto242
http://www.ricardogondim.com.br/
http://www.crerepensar.com.br/

Espero ter ajudado um pouco! Graça e paz, Daniela...

Congregar ou não congregar, eis a questão...

Este post é fruto de um comentário que iria fazer no post De volta à Igreja no blog Marco.maps
, post este que ele também escreveu como fruto de um comentário que iria fazer no meu post Volta o cão arrependido...

Alguns acham que em virtude de não estar filiado ou frequentando á uma "i"greja (endenda-se denominação institucional), não mantenho uma vida em comunidade. [rs] Acho que já estou cansado de ouvir: "vc não pode deixar de congregar"[rs]
Enfatizo o que disse sobre permanecer numa "i"greja: manter relação de amizade com as pessoas que lá estão de modo que de uma forma ou de outra acabem por deflagrar uma revolução no modo de "ser Igreja" à partir do simples e falacioso "ir à "i"greja". Afinal, congregar nada tem haver com frequentar um prédio onde o ambiente não proporciona o calor de uma relação de comunidade, a não ser fora da liturgia e das quatro paredes.

Congrego, sim, com irmãos que partilham da mesma convicção. Nos reunimos ao nome do Senhor Jesus e somos Igreja. Claro que não inrrompemos em uma exarcebada multidão de participantes, até porque a forma como nos reunimos não é atraente como assistir um culto repleto de música, cadeiras confortáveis e a vantagem de se manter em silêncio durante toda a programação. Não, nos ajuntamos para edificar uns aos outros, exortar uns aos outros, louvarmos a Deus juntos, compartilharmos nossa vida em Cristo uns com os outros, compartilhar o que Deus fala ao coração de cada um por meio das Escrituras, celebrar uma reunião em amor, relembrar o sacrifício sumo de Cristo por meio do pão e do vinho e nos alegrarmos na presença um do outro sob a direção única do Espírito Santo.
É claro que não somos muitos, contudo o Senhor Jesus está onde estão dois ou três reunidos ao Seu nome. Dois ou três dispostos e prontos a ser Igreja.

Concernente aos irmãos que frequentam uma "i"greja sob o respaldo de um templo fixo e históricamente ostentada sob um regimento doutrinário diferenciado de denominação para denominação, não considero anátema [rs - embora alguns me considerem], antes, creio que estão lá por um bom e puro motivo. Conheço cristãos inseridos no contexto institucional das "i"grejas que realmente não deixam de desempenhar sua função como membro do Corpo místico de Cristo, a Igreja. E sabem fazer perfeita distinção entre "i"greja e "I"greja em detrimento de serem membros de algum segmento cristão.

No meu caso, não julgo [e muito menos pesa em minha consciência] necessário ou importante frequentar uma "i"greja. Primeiro, que não tenho vínculos íntimos de amizade com pessoas dentro de nenhuma "i"greja. Tenho sim, amigos, conhecidos, colegas, mas, que não adentram a minha vida a ponto de compartilharem comigo uma vida em comunidade. Segundo, tenho amigos, irmãos, que partilham comigo de uma vida comum. Que são parte da minha vida [irmãos]. Logo, então, não deixei de congregar. Embora, em virtude da minha experiência de fé e caminhada cristã e despertamento para as incongruências da cristandade evangélica, eu tenha passado um bom período sem congregar. Período esse do qual me senti sozinho, necessitado de apoio e amizade. Me senti carente da Igreja e do calor do Corpo de Cristo. Mas, Deus foi e é minha fortaleza, e tenho tido a oportunidade, mesmo que rara, de estar encontrando pessoas dispostas a partilhar a vida que receberam em Cristo Jesus, e assim, reunirmos ao nome do Senhor Jesus em amor e graça.

Há muito o que percorrer, e somos um número ínfimo[não estou dizendo que quantidade seja importante, dois ou três reunidos ao nome de Jesus já é suficiente para ser Igreja], mas, é bela e edificante a nossa experiência como Igreja. Não é fácil, e há um nível de comprometimento com a vida do outro muito mais responsável do que simplesmente encontrar com pessoas amigas num culto de domingo à noite. Somos parte uns dos outros, membros uns dos outros, de forma que se um está consternado não há como não sofrermos juntamente com ele. E da mesma maneira se um rompe em júbilo, e se alegra por alguma coisa conquistada em sua vida, não há como não festejarmos e ficarmos felizes como se o fosse com cada um de nós a mesma alegria e o mesmo sentimento. Não é fácil também, porque se há alguma rixa, algum conflito, ou alguma mágoa, não há como levarmos à cabo qualquer reunião omitindo a indiferença e a raiva uns pelos outros, seja por qualquer motivo, sendo necessário o perdão verdadeiro para que o Espírito continue a nos liderar. Diferente de uma mera membresia que se reune no domingo à noite dentro de quatro paredes onde a impessoalidade da liturgia permite que cada um prossiga como bom ouvinte, e caso, seja forte o suficiente para suportar o peso na consciência que carrega por estar em dissenção com algum outro irmão, consiga cumprir seu papel como fiel da "i"greja, irmão exemplar que cumpre com todas as obrigações religiosas e não falta aos cultos.

Para os que pensam que "congregar" resume-se ao frequentar de uma denominação e que porque não compartilho de tal estilo de cristianismo, vivo uma vida isenta da busca pela santidade, pelo compromisso e amor com o outro, com o dever missionário de cristão de levar as Boas Novas, de manter meu testemunho para que o mundo veja, de ser luz nas trevas e sal da terra, de árduo estudo e meditação nas Escrituras, da luta contra o tempo para manter uma vida de oração e constante contato com Deus, e de reunião com outros santos para compartilhar da mesma vida em abundância, gostaria de deixar claro que, "congregar" não é tão fácil como pensam...