Brian McLaren no Cristianismo Hoje
E se a igreja fosse uma Matrix? E se você for escravo desse "sistema de controle"?
E se o Evangelho que te ensinaram foi convenientemente distorcido?
12 de fev. de 2009
É tudo a respeito de quem? Jesus?
Brian McLaren no Cristianismo Hoje
11 de fev. de 2009
Tomou a pílula vermelha
A cena de Matrix em que Morpheus oferece duas opções para Neo: a pílula vermelha da verdade, ou a azul, da realidade virtual, sempre me instigou: e se fosse eu? Será que um dia eu teria que escolher entre uma verdade dura, mas real, ou a maravilhosa ilusão?
No fundo eu sabia que a minha vida era uma Matrix, mas não sabia como poderia encontrar Morpheus e escolher ver a verdade.
Enquanto isso, eu continuava vivendo a vida normal da realidade virtual: trabalho trabalho trabalho, comer, dormir e se divertir desesperadamente para esquecer que a vida é só trabalho e poderia acabar a qualquer momento, sem eu ter a mínima idéia para quê aquilo tudo servia.
Depois de muito correr atrás da felicidade e do significado, eu estava cansada. Caiu a ficha que para o sistema da Matrix funcionar a felicidade tinha que continuar a ser um cacho de uvas inalcançável, de onde, às vezes, caiam algumas uvas meio podres.
Cansada, machucada e sem esperança de ser feliz o tempo todo, eu fazia vários questionamentos sobre o sentido daquela vida superficial que eu levava. Pronto. Comecei a olhar em volta e todos viviam naquela mesma corda bamba: faltava alguma coisa. Eu era Neo, percebendo que tinha algo muito estranho no mundo.
Soube o que estava de errado com o mundo: nada é para ser como deveria. As pessoas deveriam conviver mais, se amar mais, e não se isolar mais. O trabalho deveria servir para o sustento, e não o contrário. Quem tem muito deveria dividir com quem tem pouco.
Para mim ficou claro que tudo estava ao contrário. Eu queria tomar o caminho de volta, o caminho estreito da pílula vermelha e estar onde eu deveria estar. Ficou óbvio que o fim daquela vida contrária à natureza era a morte, e eu queria viver. Por ganância, o homem quis viver na independência de Deus, e destruiu o planeta, a natureza, as pessoas, e a própria vida.
Meus antepassados escolheram viver à margem do propósito real da vida. Ecolheram viver na matrix. Escolheram a morte.
Havia uma possibilidade. Um inocente morreu na Matrix para que, quem quisesse, saísse dela e voltasse a ter a vida real. Para que o buraco da alma fosse preenchido. Para que todos vivessem eternamente na realidade. Para que a verdade libertasse.
E tudo o que esse homem magnífico queria é que eu soubesse de seu sacrifício e o aceitasse. Por acaso o nome dele era Jesus.
Quando essa ficha caiu percebi que eu estava diante do dia mais importante da minha vida. Nada mais seria igual.
Qual vai ser, pílula vermelha ou azul?
Tomei a pílula vermelha. Tudo mudou. Renasci fora da Matrix, mas tenho livre acesso a ela, para ajudar os outros a sair. Este caminho é mas estreito, mas é o único caminho. Todos os outros são atalhos que levam ao precipício.
E é desse caminho que falaremos aqui.
Ellen Bileski tem 27 anos, é jornalista e mora em São Paulo. Tomou a pílula vermelha em 2008. Como renasceu fora da Matrix há pouco, está reaprendendo a andar. Dá vários tropeços, esses dias quase quebrou o nariz. Acha maravilhoso estar na mundo real.
fonte: Oxe Meo! Caminho Estreito, Sorriso Largo?
10 de fev. de 2009
9 de fev. de 2009
Sobre Deus...
Rubem Alves em "O melhor de Rubem Alves" Nossa Cultura Editora, p.111
Ricardo Gondim [via Princess Blog]
8 de fev. de 2009
Curtindo Beatles com Jesus - Deus não é gospel
Converti-me há 21 anos, em 4 de fevereiro de 1988. A conversão a Cristo promoveu uma verdadeira revolução em minha vida. Experimentei o que significa o amor de Deus. Experimentei, também, o que significa sofrer por causa dessa nova fé. Chacotas, zombarias, humilhações — tudo por causa daquele em quem comecei a crer.5 de fev. de 2009
Mais um besteirol evangélico
Quem gosta de filmes com certeza sabe avaliar e dizer que, da década de 90 para cá, os filmes de comedia são de baixa qualidade. Foi por isso que, no ano de 2001, os estúdios de Hollywood lançaram um filme chamado “não é mais um besteirol americano”. Mas foi, apenas, mais um filme de comedia ruim.Por que estou dizendo isso: é porque tenho encontrado no meio da igreja evangélica muita similaridade com estes filmes. A baixa qualidade nas pregações/ensino realizadas nos púlpitos e as histerias que tais discursos provocam, são idênticas aos filmes de comedia de Hollywood.
Esta deficiência nos sermões de hoje é fruto de uma distinção que ocorre principalmente em igrejas pentecostais: a distinção entre pregação e ensino.
Para um crente pentecostal, pregação de qualidade deve conter: citação de vários trechos da bíblia; sessão de revelação; falatório noutras línguas; o uso de chavões; o pregador deve sair em disparada falando freneticamente por alguns minutos e quase sem tempo para respirar; gritaria e histeria para todos os lados; e mais um monte de coisas que só alienam, mas não alimentam.
Para estes, o que aconteceu no dia em que Jonathan Edwards pregou seu sermão “pecadores na mão de um Deus irado”, em que a multidão entrou num frenesi desvairado, é referencia de “avivamento” e de pregação bem sucedida.
Já o que eles chamam de ensino é: todo o ato de ministrar a Palavra com ótima exposição do texto; o pregador expor, com calma e sobriamente, o conteúdo proposto; não se tem gritaria, ou seja, todo mundo fica quieto e prestando atenção; nos cultos de ensino não se tem sessão revelação. Resumindo: ensino, para estes, é todo o ambiente pacificado e tranqüilo, onde a histeria passa de largo.
Porém, toda esta tentativa de diferenciar as duas coisas não passa de tolice, pois tenho uma noticia a dar a todos estes que assim pensam: não existe diferença entre ensinar e pregar. Tanto na etimologia, como na prática, a execução de ambas as palavras se dão da mesma maneira. Logo não existe diferença alguma. Porque a pregação do Evangelho é o ensino da Palavra e o ensino da Palavra é a pregação do Evangelho.
Toda esta tentativa de criar um conceito se deve as seguintes coisas:
- Porque a filosofia que rege o atual sistema já está presente nos arraiais eclesiásticos: No nosso sistema atual valorizam-se as aparências – não importa se você é, o importante é parecer que é – e isso já entrou na igreja faz muito tempo. Não importa se tais manifestações são vindas de Deus, o importante é ter num culto tais manifestações.
- Porque estamos vivendo a época onde a consciência já não tem mais espaço; o que vale hoje é massificação dos sentidos: os crentes pentecostais acham que o conhecimento na Palavra promove o esfriamento da fé, por isso, existirem, em algumas igrejas, ainda, a aversão a teologia. O negocio no meio evangélico é sentir arrepios daqui, dali, para permanecer num constante estagio de infantilização da consciência.
- Porque na cabeça de muitos crentes essas manifestações são as provas mais evidentes da existência de Deus: nesta hora, contraria-se a própria Palavra: enquanto Paulo adverte aos cristãos de Corinto para que não promovessem a histeria coletiva, pois não há edificação em nada disso, hoje queremos demonstrar as pessoas que Deus existe por meio de tais praticas.
O que nós precisamos entender é que em nenhuma parte da Bíblia você encontra Jesus eufórico, cheio de discursos entusiástico; pelo contrario, nós percebemos Jesus ensinando com toda a humildade, mansidão e tranqüilidade. E todo este gesto de Jesus pode ser percebido em um de seus ensinamentos: quando ele ensinou que o Reino é das criançinhas.
Agora ensinar desse jeito não causa admiração (exterior), não promove discursos com muita gritaria (exterior), não arranca muitos chavões do publico (exterior), não cria atmosfera para a adoração-histeria (exterior); mas ensinar assim promove a construção do caráter (interior), ajuda na caminhada para a pacificação dos sentidos (interior), auxilia no crescimento da consciência (interior) e nos ajuda a re-vermos nossos princípios (interior).
O meu desejo e anseio é que voltemos o nosso olhar para Jesus, a fim de que, com sua simplicidade e observando seu modo de viver e agir, aceitemos que para Jesus, pregar é ensinar e ensinar é pregar.
Pois esta é a grande lição: o poder da pregação não deve ser medido pela capacidade de causar arrepios ou fazer uma multidão, euforicamente, glorificar a Deus. O poder da pregação é a capacidade dele transformar mentes reprováveis e cheias de complexificações, em mentes que consigam crescer na graça, no conhecimento e na simplicidade do nosso Salvador.
Se na hora da mensagem não acontecer tal lição saiba: Isso não passa de “mais um besteirol evangélico-americano”.
Nele, que foi manso e humilde enquanto pregador
Victor no blog Celebrai!
Liturgia

Proveniente do grego clássico leitourgia (verbo leitourghéin; substantivo de pessoa: leitourgós) deriva da composição de laós jônico e ático leós (=povo) e de ergon (=obra). Traduzido literalmente significa “serviço prestado ao povo” ou “serviço diretamente prestado para o bem comum”. Usada no âmbito civil.
Em sua origem e termo indicava a obra, a ação ou a iniciativa assumida livremente por um particular (indivíduo ou família) em favor do povo, ou do bairro, ou da cidade, ou do Estado.
Com o passar do tempo, a mesma obra, perdeu, quer por institucionalização, quer por imposição, o seu caráter ‘livre’. Sendo assim, passou a ser chamado de ‘liturgia’ qualquer trabalho que importasse em ‘serviço’ mais ou menos obrigatório, prestado ao Estado ou à divindade (serviço religioso) ou a um particular. Assim existiam diversos tipos de liturgia como a apresentação do coro no teatro grego, o armamento do navio, o acolhimento de uma tribo nas ocasiões das festas nacionais, etc. Mais tarde no Egito, com esta palavra se entendia qualquer prestação pública de serviço e do século II a.C. também o serviço cultual prestado por pessoas para isto designadas.
Por "Liturgia" se entendia na Grécia clássica, isto é, pelo séc. VI antes de Cristo, um serviço público feito para o povo por alguém de posses. Este realizava tal serviço ou de forma livre ou porque se sentia como que obrigado a fazê-lo, por ocupar elevada posição social e econômica. Assim, eram "Liturgias" a promoção de festas populares, a promoção de jogos olímpicos ou o custeio de um destacamento militar ou de uma nave de guerra em momentos de conflitos.
A seguir, na época helenística, séc. III a I antes de Cristo, a palavra vai mudar de sentido. Ora, como sabemos, as palavras numa língua viva costumam mudar o seu significado ao longo do tempo, e isso podemos facilmente comprovar na nossa própria língua. Assim, na época helenística "Liturgia" vai passar a designar seja um trabalho obrigatório realizado por um determinado grupo como castigo por alguma desobediência contra o poder constituído, ou trabalho em reconhecimento a honras recebidas. Também por "Liturgia" começa-se a entender o serviço do servo para com seu senhor ou um favorzinho de um amigo para com o outro. E aqui o termo perde aquele caráter de serviço público, para a coletividade, que era seu componente essencial.
Todavia, nesta mesma época helenística, começamos a ver o termo "Liturgia" sendo usado cada vez mais em sentido religioso-cultual, para indicar o serviço que algumas pessoas previamente escolhidas prestavam aos deuses. E é precisamente neste sentido técnico de serviço que se presta a Deus que a palavra vai entrar no Antigo Testamento e, tempos mais tarde, será acolhida no mundo cristão.
De fato, no texto do Antigo Testamento em hebraico, traduzido ainda antes de Cristo para o grego (por volta do ano 200 em Alexandria, Egito) e chamado tradução dos LXX (porque, conforme se sustenta, foi traduzido por 70 homens sábios), "Liturgia" aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo de Jerusalém. Já quando se refere ao culto prestado a Javé pelo povo, a palavra utilizada pelos LXX não é jamais "Liturgia", mas latría ou doulía. Isso por si só já nos indica que os tradutores dos LXX fizeram uma escolha consciente deste termo "Liturgia", dando-lhe um sentido técnico preciso para indicar somente o culto oficial destinado a Javé e realizado por uma categoria toda particular de pessoas reservadas para isso: os Sacerdotes hebraicos.
No Novo Testamento o termo "Liturgia" vai aparecer apenas 15 vezes: 05 vezes com significado profano; 04 vezes com significado ritual-sacerdotal; 03 vezes com significado de culto espiritual e ritual cristão (Rm 15,6); para Paulo, pregar o Evangelho é ação litúrgico-sacerdotal (Fl 2,17 a liturgia de fé, At 13,2). Encontramos aí o significado mais próximo ao que será chamado Liturgia Cristã: “oração comunitária da comunidade cristã”. E a razão de um tal desprezo dele pelo NT parece dever-se exatamente ao fato de "Liturgia" recordar de maneira muito clara e direta os sacrifícios realizados no Templo e que foram tantas vezes e de tantos modos duramente criticados pelos profetas de Israel, por não serem verdadeira expressão de amor e agradecimento a Deus pelos benefícios recebidos ou sinal de conversão dos pecados. Nestes sacrifícios, em geral, não aparecia o coração do homem; e este tipo de culto Deus jamais pode aceitar (cf. Sl 39,7-9; 49,14.23; 50,18-19; 68,31-32; 140,2; Is 1,10-20; Jr 7,3-11; Os 6,6; 8,11-13; Am 5,21-25).
No cristianismo primitivo o termo "Liturgia" também resiste a aparecer. Os primeiros cristãos adotando o "espiritualismo cultual", isto é, aquele tipo de culto realizado em "espírito e verdade", não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (cf. Jo 4,19-26), não sentem a necessidade de utilizar uma palavra que havia servido para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico, vazio de espírito e rico de exterioridade. Mas já na Igreja pós-apostólica, "Liturgia" vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché ou Doutrina dos Apóstolos, escrita entre os anos 80 e 90 de nossa era e na 1ª Carta de Clemente Romano aos Coríntios, de cerca do ano 96.
Fonte: Paróquia Santa Luzia e Santo Expedito [via MangaChurch]
3 de fev. de 2009
Eva e Adão
A visão moral fantasiosa sobre a vida de “Adão e Eva no Paraíso” — rsrsrs — é tão irreal que torna a narrativa mítico-histórica do Gênesis uma Estória, uma fábula, um conto infantil.
Os judeus aparentemente não tiveram muitas ilações sobre como era a vida sexual do casal primordial, mas os cristãos superabundaram em ilações e até conclusões.
Jesus apenas aludiu ao casal primordial a fim de dizer que a intenção de Deus na criação, ao fazer homem e mulher, não um homem e muitas mulheres, era que o homem fosse monogâmico — mas é aí que Jesus fica; apenas dizendo: “Não foi assim desde o princípio!”
No entanto, em séculos posteriores, os “Pais da Igreja” começaram a se meter no sexo do casal primordial, na intenção de criarem uma existência assexuada para os então “fiéis” do nascente cristianismo.
Afinal, os crentes teriam que ser melhores do que Adão antes de comer o que não deveria...
Foi assim que Adão e Eva nunca transaram antes de comerem do fruto — pensavam.
Foi também assim que eles somente tiveram filhos depois de pecarem.
Foi pela mesma razão também que no inconsciente coletivo da cristandade, o fruto, que virou “maçã” — era, de fato, a pepequinha da Eva.
Ultimamente li alguém que me perguntava qual teria sido a perversão de Adão [“comendo” Eva], que fez com que Deus lançasse os dois para fora do Paraíso... Rsrsrs.
Já pensou?...
Agora Adão e Eva, que antes não transavam, foram expulsos por excessos na transa e nos fetiches!...
São os tempos!...
Cada um vê como vê!
E cada um vê conforme seu próprio coração!
A ilustração acima, de Adão e Eva na visão mulçumana, não somente é engraçada, como também demonstra na forma de caricatura a visão islâmica do sexo.
Meu Adão e minha Eva eram muito ativos sexualmente, muito alegres, muito nus, muito simples, muito mamíferos, muito harmônicos com o todo, e, também, muito diferentes de nós.
Transar para eles não era como transar para nós!
Assim como eles não viam um leão e não diziam: Nossa! Um leão!
Para Adão a pepeca era como a pepeca. Somente isto. E dali, sabia ele, procediam as alegrias maiores da criação debaixo do sol.
Adão não tinha essas questões.
Além disso, ele também não era nem pós-moderno e nem metrossexual.
Adão era um homem.
Eva uma mulher.
Ele era macho.
Ela era fêmea.
Era apenas assim.
O mais é caricatura de mulçumano em mente de cristão. rsrsrs.
Caio Fábio [via Pavablog]
