9 de jan. de 2009

Teologia da prosperidade...

...por Marco Feliciano




...e por John Piper



E aí? Qual linha de pensamento você segue?

vi no Lion of Zion

8 de jan. de 2009

How Long?


Fonte: Subversivo Zine [via Práxis Cristã]

Até quando?

Você só come comida cristã? Foi o que fizeram com a música!



Todos os dias nós comemos. Na maioria das vezes, conjuntamente bebemos. Certa ocasião, à mesa para uma refeição cotidiana, me veio à mente uma hipótese no mínimo curiosa. Já imaginou se alguém, ao se converter verdadeiramente ao Senhor Jesus, arrependendo-se de tentar viver a vida de forma independente de Deus, fosse encorajado por outrem a comer, a partir de então, apenas comida cristã? Como seria? Em que loja de supermercado ou mini-mercado a encontraria? Em que lanchonete ou restaurante teria para se comer a comida já pronta? Que igreja, ou melhor, empresa, a disporia para degustação promocional nas melhores lojas do ramo, ou a promoveria nas rádios, tvs, revistas, enfim, na mídia em geral? Quais seriam as condições ou parâmetros para que tal recomendação pudesse ser praticada? Afinal de contas, o texto de I Coríntios 10:31, é literal ao dizer: "seja comer, seja beber, ou qualquer outra coisa fazer, tudo seja feito para a glória de Deus". Se comida aparece de forma tão explícita, deve existir aquela mais adequada ou exclusiva para ser ingerida para a glória de Deus. Quem sabe, trata-se de um tipo de comida especial, ou talvez cozida por pessoas especiais, talvez de uma família especial. E por que não levantar a hipótese de um ministério também especial para tal, o ministério sacerdotal da culinária ou,os cozinheiros sacerdotes? Aqueles que através da sua arte culinária unem as pessoas a Deus ou que, por meio do seu serviço, ministram aos outros de forma que o alimento que produzem torna-se cheio de uma unção especial e específica: 'unção da culinária'.

É possível que você até esteja considerando todas as palavras que escrevo. Vamos, então, pensar um pouco mais nessa curiosa hipótese sugerida. Talvez a primeira condição para o reconhecimento de uma comida como cristã fosse a sua composição, o seu conteúdo, os seus ingredientes. Então, quais seriam eles? Que ingredientes seriam os mais adequados ou sagrados? Vegetais, por serem alimento pré-queda do homem e não virem da morte de animais? Animais, porque durante um bom tempo eram oferecidos em sacrifícios? E porq ue não perguntar sobre a possibilidade de todos os feijões, arrozes, carnes, saladas, e tudo o mais, dependendo apenas da forma e quantidade que se ingere? Para alguns, certamente o sal seria presença determinante na conceituação de uma comida cristã, pois a própria Bíblia informa sua importância para que o mundo ganhe sabor. Por outro lado, possivelmente o vinho, apesar de provocar um sabor todo especial, não deveria constar, face seu conteúdo alcoólico - embora, para alguns mais 'bíblicos', esse seria o ideal, pois, questionamentos à parte, simplesmente, é bíblico. Mas nem todos gostam de tais ingredientes. E mais, alguns até gostam, porém, não podem ingeri-los por uma questão de saúde. Fatalmente, determinar alguns ingredientes como comestíveis pelo cristão e outros não seria uma aberração,ou algo simplesmente ilógico. Certamente tal decisão não poderia ser tomada a partir do seu conteúdo.

Mas, como, então, identificar o que significa uma comida cristã? Deixando de pensar em relação à sua composição, pensemos, então, na sua aparência. Certos alimentos não têm uma boa apresentação ou são diretamente relacionados às práticas ou aos povos historicamente apegados ao que não vem de Deus. E, enfim, imagem é algo fundamental, sobretudo quando se está à mesa. Aí eu me pergunto: Comemos ou não com os olhos? É muito mais fácil pagarmos mais caro por um delicioso sanduíche fotografado com muita arte e exposto acima da bateria de caixas de um fast-food famoso, do que simplesmente ingerirmos aquele delicioso pirão gosmento em meio a um ambiente barato e simples, servido numa panela machucada de alumínio e, ainda por cima, queimada no fundo por tantos anos de fogão. Certamente a comida cristã que procuramos teria uma aparência saudável, "santa, separada", e possivelmente um aspecto mais pautado em outra cultura do que na nossa, principalmente se tivéssemos sido evangelizados por pessoas de outras culturas como os missionários trans-culturais. Aliás, essa é uma grande tendência de alguns povos e também grande mal dos brasileiros, que têm uma gastronomia tão boa, como afirma o famoso chefe de cozinha 'Jun Sakamoto', de origem oriental e que se tornou referência na gastronomia a partir de São Paulo e Nova York: "O brasileiro muitas vezes, ao procurar uma boa comida, pensa primeiro na italiana, francesa, portuguesa, chinesa, japonesa, para depois se referir à brasileira."

Fica claro, então, que além do seu conteúdo, também não se pode definir comida cristã a partir da sua aparência. O que fazer? Por que, então, não partirmos para tentar defini-la em função da sua autoria? Quem a está fazendo? Quem é o cozinheiro ou cozinheira? De que mãos nascem essas saborosas, belas, memoráveis e saudáveis refeições, e por que não dizer, banquetes? Se formos avaliar apenas a partir da sua técnica, seríamos tentados a medir a autenticidade possivelmente com base na formação do seu autor. Que cursos gastronômicos ou de nutrição freqüentou? Qual a sua formação acadêmica? Engenharia de alimentos? Estudou em alguma renomada faculdade do ramo? Qual a sua capacitação técnica para desenvolver tais alimentos? Escreve ou lê receitas? Ou será que ele, ou ela, são capazes de criá-las simplesmente - por possuírem um dom específico na área - independente do tempo de fogão? E por falar em tempo de fogão, certamente a experiência poderia também ser um possível parâmetro. Será que tal cozinheiro possui experiência no assunto? Há quanto tempo ele cozinha? Em que restaurantes trabalhou? É profissional da área, independente da sua formação acadêmica? Com quem já fez parcerias? Ou, para quem cozinhou?

Todos esses questionamentos podem até nos ajudar a identificar uma comida muito bem feita, talvez de boa fama, deliciosa de se consumir, e, até, agradável aos olhos. No entanto, jamais os seus ingredientes, a sua aparência, ou a técnica, a experiência e a capacitação natural do seu autor para desenvolvê-la podem defini-la ou não como uma comida cristã. É óbvio que não existe uma comida cristã. Pode ser que cristão seja aquele que a produz. E você pode até estar achando tudo isso aqui meio ridículo. Mas foi exatamente o que fizeram com a nossa música chama de "cristã". Releia o artigo, substituindo a palavra "comida" por "música", e com algumas pequenas adequações, e constate tal realidade.
Que o Senhor, Pai da Luzes e das Artes, Criador Criativo em tudo, abençoe você ricamente!

Para quem não ler: deseja-se criar uma classificação para música como cristã, muitas vezes baseada no seu conteúdo, na sua aparência ou na técnica, experiência ou talento natural do seu compositor, quando na realidade não existe música cristã propriamente dita, mas sim cristãos que fazem músicas!

Augusto Guedes no portal Cristianismo Criativo

7 de jan. de 2009

Rótulos



Gostaria de participar desta blogagem coletiva, mas, tô sem time pra escrever, de maneira que vou reprisar estes posts bem antigos que tratam do assunto:

CRISTO É INSUFICIENTE

Agora mesmo no meu trabalho a gerente me perguntou de qual igreja eu era. A supervisora já ficou antenada na minha resposta porque já conversamos bastante sobre isso. Parei, pensei qual a melhor forma de dizer que... bem... não sou de nenhuma igreja, sou de Cristo!

Disse pra ela não não frequentava nenhuma igreja, por assim dizer. A reação? Se espantou comigo e disse que não imaginava isso porque eu parecia tão amoroso, gentil e conhecedor da Bíblia. A supervisora aproveitou o gancho para continuar com suas conclusões pertinentes ao assunto. E me disse que eu seria de grande valia dentro de uma igreja e que estou desperdiçado.

Tentei explicar às duas (se ajuda mencionar, católicas) que amo a Igreja, no entanto, não me identifico com templos, denominações (leia-se nomes fantasia, marcas, fachadas, placas, instituições autoexistentes, sectarismos, segregarismos, alienalismos, partidarismos, exclusivismos e etc), tradições vigentes e congeladas em si mesmas e, portanto, não exalto todo esse Sistema Humano como Igreja de Cristo, muito menos como Reino de Deus. O Reino de Deus trancende nossas limitações de terminologia e tentativas de domesticar a Palavra de Deus e o modo que o próprio Deus interage com os homens. Também expliquei que o único nome no Céu e na Terra pelo qual importa que eu seja salvo é o nome de Jesus. E que esse nome já é unicamente suficiente para eu referenciar minha vida, minha fé, meu trabalho, minha família, meu falar, meu pensar, meu agir, meu entendimento, minha alma e minha persistência. Enfim, não deu em nada. Ficaram com aquela expressão desgostosa estranhando eu não me ligar a nenhuma denominação.

Depois sentadinho de frente ao meu PC fiquei matutando: O que elas queriam dizer é que o nome de Cristo não é suficiente? Que preciso incrementar outros nomes além do Nome sobre todo nome?

O nome de Jesus não basta? Leia +

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PLACAS

Uau! Quanta diferença? Quanta picuinha e pormenores desprovidos de relevância? Que reino é este que não celebra a diversidade? Que reino é este que não dá valor ao preto, ao branco, ao azul, ao vermelho, ao rosa, ao verde? Que tipo de reino é este que faz acepção de mulheres, homens, adolescentes, jovens, crianças, velhos, gays, lésbicas, prostitutas, pobres, ricos? Que reino é este que impõe que os cabelos longos do homem, o cabelo cortado da mulher, os brincos, as tatuagens, as calças, o batom, as correntes, as pulseiras traduzam o interior e a fé de alguém? Que reino é este que segrega a variedade e a criatividade?

Tantas desigualdades e distinções incompreendidas e mal interpretadas levam a cabo a multiplicação e a sectarização das pessoas. Ao invés de, gerar unidade pela diversidade e pela multiforme sabedoria de Deus, a igreja particionou a fé e a comunhão do Corpo. Não entenderam o "suportai-vos uns aos outros em amor". Criaram repartições diferentes e de vários sabores. Se não vou com a cara dos "crentes" e não gosto de suas gritarias e fanatismo, posso frequentar uma boa missa. Se não vou com a cara dos católicos e sua "idolatria"(interessante que os evangélicos batem o pé contra a idolatria católica, mas, não enchergam o próprio rabo atolado de idolatria, amor ao dinheiro, ao "apóstolo num sei das quantas", ao "pastor", à denominação, avareza, etc) e me simpatizo com a farra evangélica, mas, sou mais conservador posso instalar-me numa comunidade mais sã, mais cautelosa, legalista, moral, tradicional. É o tipo de igreja que condiz com meu perfil.

Mas, se sou mais aberto, mais liberal, mais desinibido, mais "extravagante", posso acomodar-me numa igreja avivada, alegre, que bate palmas, que pula, que dança, que grita. Seria o tipo de igreja que me satisfaria. Há diversas modalidades de cultos, shows, rituais, liturgias, programações, costumes tantos quantos há de denominações. Nesse embalo, logo, logo, poderemos dizer que igreja é igual "nariz", cada um tem um. É questão de gosto, de conforto e de comodidade a nossa escolha pela denominação tal. Leia +

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Você falou em congregar com "desprendimento denominacional" e eu acrescentaria que não existe uma desprendimento denominacional na prática se não houver uma separação do sistema denominacional para se estar reunido SOMENTE ao nome do Senhor Jesus Cristo, o Nome tão digno ao Pai que é, infelizmente, muitas vezes, considerado por nós de somenos importância.

Quantas vezes estamos prontos a alterar nosso rumo um pouquinho a fim de não sofrermos por causa deste Nome tão maravilhoso. E então caímos, como a grande maioria de nossos irmãos espalhados pelas divisões, na tentação de nos identificarmos por mais algum nome, esquecendo do valor que Seu bendito Nome tem para Deus, esquecendo‑nos que "Jesus Cristo" é, segundo o propósito de Deus, Aquele "do qual toda a família nos céus e na terra toma o Nome" (Ef 3.15). Mas por que tanta importância deve ser dada ao Seu nome? Porque Deus faz assim e porque disto depende o testemunho da unidade da Igreja sobre a terra, testemunho este apresentado aos homens (João 17.23) e aos anjos (Ef 10.3).

Infelizmente vemos o Nome de Cristo sendo considerado algo secundário e os cristãos passam a dar mais valor à união dos crentes do que à unidade do um só corpo, comprometendo assim o testemunho desta unidade e passando por cima da verdade. Existe uma diferença entre união, no sentido em que estou mostrando aqui, e unidade. Unidade é aquilo que já temos. Deus fez a igreja UM SÓ CORPO (Ef 4.4), e isto independente de nós. Foi Ele quem a fez assim. Cabe agora a nós darmos testemunho desta unidade que é tão preciosa aos olhos de Deus. Ninguém pode destruir a UNIDADE do Corpo de Cristo, mas os homens conseguiram arruinar o TESTEMUNHO desta unidade, ou seja, aquilo que é visível aos homens e aos anjos e que coube aos homens preservar ("Rogo‑vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer... Está Cristo dividido?" 1 Co 1.10,13). Leia +

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Estes textos são de logo quando criei o blog... vale a pena dar uma lida =)

Sucessão apostólica?


Quando Paulo reivindicou para si o apostolado, ele sentiu a necessidade de provar que fora designado não pelo homem nem através de homens, mas imediatamente por Jesus Cristo (Gl1.1). Que o Evangelho não lhe fora ensinado através de outros, mas que ele havia recebido seu conhecimento por revelação (Gl1.12) que havia visto Cristo depois de Sua ressurreição (1Co9.1 e 15.8). Que ele era inspirado como mestre e que o Senhor havia autenticado sua missão apostólica tão plenamente como fizera com Pedro (Gl2.8). E disse ele aos coríntios: “Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2Co12.12).

Não há no Novo Testamento mandamento algum para que se perpetue a sucessão dos Apóstolos.

A palavra apóstolo as vezes é utilizada no sentido etimológico como “mensageiro; no sentido religioso como “missionário”; ou no sentido oficial restrito, no qual se confina aos mensageiros imediatos de Cristo, sem pares.

Para que não haja confusão, o ideal é que não utilizemos desse título, visto que as pessoas instantaneamente farão ligação entre os apóstolos restritos e a pessoa que tenha recebido o título de apóstolo por questão missional. O termo “missionário” corresponde a mesma idéia, sem causar confusões e sem alimentar vanglórias.

fonte: Aventura espiritual

6 de jan. de 2009

Decepcionado com a igreja



Não consigo esquecer-me do meu primeiro dia na igreja. Uma sorridente recepcionista me recebeu com grande entusiasmo. No momento da apresentação dos visitantes, pessoas não menos entusiasmadas me cercaram, oferecendo apertos de mãos e expressões como: “Seja bem vindo!”, enquanto a outra parte aplaudia efusivamente. Qual a minha surpresa ao receber uma carta na mesma semana agradecendo-me mais uma vez pela presença, e convidando-me a voltar outras vezes. Quem não ficaria empolgado com tamanha atenção?

Esta cena é habitual na rotina de diversas igrejas. Dificilmente, uma pessoa tão bem recebida não voltará mais vezes, e a grande chance de angariar um novo membro é muito grande. Apresenta-se a idéia de um lugar onde todos se amam,se ajudam, lutam por objetivos comuns, almejando alcançar as mesmas coisas.

A jornalista e cientista política Lucia Hippolito normalmente costuma usar uma frase quando se refere ao PMDB: “O PMDB não é para amadores”. Fazendo uma alusão a esta frase, após 16 anos na igreja, posso afirmar sem medo: “Ser evangélico e viver ativamente numa igreja evangélica não é para amadores”.

A verdade é que nosso sistema religioso institucional está adoecendo. A mensagem do Evangelho vem perdendo a força na maioria das igrejas. As novas ondas de crescimento, dos resultados, do marketing evangélico, do status e do reconhecimento estão fazendo que a igreja passe pela sua maior crise de identidade.

O foco deixou de ser a vida das pessoas, e passou a ser quantas pessoas eu consigo trazer para minha igreja. E para isso os mais diversos atrativos são utilizados: promessa de milagres, cura, um templo luxuoso e confortável, interatividade e entretenimento na igreja, entre muitos outros. O problema é que as pessoas deixaram de ser cuidadas. Muitas vezes aquele suposto amor do primeiro dia é trocado pela indiferença, onde o pastor deixa de ser o mentor espiritual de vidas ( ou porque não tem tempo porque está inserido em muitas outras atividades que desfiguram seu chamado pastoral ) e torna-se um burocrata pragmático que prega sermões aos domingos. Quantas brigas cercam pastores e ministérios “rivais” que não se falam, porque um supostamente cresce mais que o outro. Quantos clãs e dinastias se instalam nas igrejas e assume cargos importantes não por seu amor a obra de Jesus, mas porque os seus dízimos são importantes. Quantos aproveitadores entram no “esquema” para se dar bem. Quantos são desvalorizados mesmo tendo coragem de morrer por Jesus. Alianças, acordos debaixo dos panos, casos abafados conforme os objetivos, irmãos querendo derrubar outros irmãos, uso inconseqüente de poderes, jogos de influência, falsidade, descaso... Ufa! Mas muitos acreditam que isto não acontece aqui, não no Brasil... Provavelmente deve acontecer em alguma igreja do interior da Indonésia.

Não quero entrar em um debate com extremistas assim: “Porque você em vez de ficar falando, não sai?” . Na verdade tenho uma preocupação. Onde iremos parar? Já aconteceu no passado com outros movimentos que se burocratizaram tanto que perderam sua força. Compartilho a idéia do pr. Ricardo Gondim quando diz que o movimento evangélico tal como nós o conhecemos está trilhando seus últimos dias. Veja:

É engraçado porque, mesmo com a Igreja brasileira atravessando uma tremenda crise de conteúdos, a gente vive um momento de ufanismo evangélico. A Igreja Evangélica brasileira tem uma grande dificuldade de examinar a si mesma, porque está muito entusiasmada com seu próprio crescimento. Mas é fácil constatar que o Evangelho tem sido pregado e vivido de uma maneira extremamente pragmática, utilitária. Que Evangelho estamos pregando? É um Evangelho de resultados, onde o que interessa menos é o próprio significado da conversão. Isso é muito grave. O significado da expressão “nascer de novo” está muito difuso dentro das nossas igrejas. O que é nascer de novo? Esta experiência basilar foi diminuída a um simples rito comportamental de levantar a mão, vir à frente, seguir cinco ou seis “leis espirituais” – confesse isso, declare aquilo, aja deste modo. Ou seja, virou um credo. E um credo ralo. O conceito de nascer de novo está muito fragilizado, além de se falar pouco nele. E quando se fala, não sabemos nem a que estamos nos referindo. O movimento evangélico, tal como hoje o conhecemos, está próximo do seu fim.

Os sinais desse esgotamento são claros. Um deles é a fragilidade teológica e doutrinária dos adeptos do movimento evangelical nas bases. Se você perguntar a um membro de igreja evangélica, hoje, por que é evangélico, ele vai responder com um chavão ou relatando uma experiência mística, metafísica, sem qualquer conteúdo básico, exegético, hermenêutico. E essa experiência mística caberia muito bem em qualquer outra vivência religiosa, do budismo ao espiritismo. Esse esvaziamento teológico nas bases demonstra que a longevidade do movimento evangélico está comprometida

(Fonte: http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=25).

Não tenho uma resposta pontual para a resolução desses problemas, pois, são frutos de anos e anos de descaso e abandono de ideais. Mas, se tenho uma preocupação tenho uma esperança: que a igreja possa reagir. Não sou um defensor das igrejas emergentes, pois não compartilho e não concordo de algumas bases, mais confesso que pode ser um caminho. Ela trabalha com uma idéia que desestimula a institucionalização, a formalização, a burocratização. Pode ser esse o caminho que nos levará de novo ao interesse pelas pessoas, pelo compartilhamento, para a unicidade, para o crescimento de dentro pra fora como cristãos. A esperança provavelmente está no momento que a igreja deixar de ser rentável, e aqueles que resistirem a quebra entenderem que a verdadeira igreja somos nós, os seres humanos pelo qual Jesus morreu.

Flávio no Stay Freak

5 de jan. de 2009

Sobre o estupro daquela noiva


Li recentemente sobre o estupro da Noiva, mas conheço a moça e gostaria de dar um testemunho:

Fiquei muito triste com a notícia, mas já sabia que essa noiva adolescente não era lá essas coisas. É lamentável o abuso e a quantidade de gente passando a mão nessa menina, em plena luz do dia. Mas convenhamos, ela deixou de ser pacata e discreta há muito tempo, sempre instigando e seduzindo outros com sua saia curta de discernimento, seu decote farto em vaidades, uma boca lasciva entreaberta para propostas indecorosas, e um andar sinuoso, rebolando sem retidão. Não sei se dá pra chamar de estupro, um ato concentido e desejado. Acho que no fundo essa garota queria mesmo é pular a cerca, já que o noivo não chega e ela fica na janela da vida, olhando a banda passar, cantando coisas do amor, flertando com quem quer que passe.

Marota, ligeira, esse cara deve amá-la muito, pois eu já a teria mandado embora e procurado outra. Não sei bem, mas parece que vem de uma família complicada de muita gente má, criminosa, e provavelmente já sofreu abusos na infância. Quando retirada de sua família e adotada por um novo pai, foi cercada de cuidados, mas nunca sabemos até onde essas feridas foram saradas, o quanto esses anos de tortura e tristezas a marcaram. Seu irmão adotivo, de quem sou amigo, logo que a viu, se encantou e a pediu em casamento ao pai, que concordou com o casamento quando ela atingisse a idade adequada e ele terminasse suas tarefas. Saiu em jornada, mantem contato direto, mas lhe deixa livre pois segundo ele: "É melhor ela ser quem é, do que tentar fingir algo que não é. Amo-a assim mesmo, amo mesmo. Dei e daria a minha vida por ela se fosse preciso mais uma vez. Um dia volto e ela vem comigo, inteira, de coração aberto. Quem não erra na vida?". Assim, não há argumentos que o convençam a deixá-la. Ele daria mesmo a vida novamente por ela, se precisasse.

A notícia é tendenciosa. A corrupção é do 'algoz' e da 'vítima'. Ela conhece bem o seu noivo, sua índole, suas intenções. Sabe que ele é confiável, e que vai voltar. Sabe que ele pode satisfazê-la em todos os sentidos, mas prefere bater pernas enqunto ele está fora. Cristo pode até ser chamado de 'corno manso', ou de 'cego', mas ele é o único que não está sendo legalista, que não a está desprezando e o único cujo coração está cheio de amor, e não de crítica e condenação.

Talvez ela precisa de amigos e gente madura que a possa aconselhar.

Algumas das palavras de Cristo - coisa de gente apaixonada:

Cânticos 4:9 Enlevaste-me o coração, minha irmã, minha esposa; enlevaste-me o coração com um dos teus olhares, com um colar do teu pescoço.

Provérbios 31:10 ¶ Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.

Provérbios 18:22 ¶ Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR.

Lucas 6:45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

Isaías 62:5 Porque, como o jovem se casa com a virgem, assim teus filhos se casarão contigo; e como o noivo se alegra da noiva, assim se alegrará de ti o teu Deus.

Jeremias 33:11 A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao SENHOR dos Exércitos, porque bom é o SENHOR, porque a sua benignidade dura para sempre;

Um abraço.

fonte: Dos Sopas y Nada Mas

Lembrei-me de algo que Santo Agostinho disse: A igreja é uma prostituta, mas ela também é minha mãe.

2 de jan. de 2009

Não devo nada, nem você...

Deus ama a cada um de nós como se houvesse apenas um para amar. (Agostinho)

Essa é uma verdade absoluta que salta aos olhos quando lemos os Evangelhos e enxergamos tudo que Cristo fez por nós, pecadores e indignos de misericórdia alguma.

As Boas Notícias de Cristo são consolo, de fato, ao nosso coração! Esperança de transformação, de justificação e de Salvação para cada pessoa que se renda por inteiro e se entregue humildemente a esse doce Amor Divino, terno e inefável.

Porque Deus me ama? A Bíblia responde a essa profunda questão com uma palavra incomparável: graça. Deus ama em razão do que Ele é, não porque eu tenha feito algo para merecer. Deus não pode deixar de amar, pois o amor define sua natureza. (Philip Yancey)


Quando intentamos fazer qualquer coisa para justificar nossos erros e nossa imperfeição, e depositamos nossa segurança espiritual nisso, estamos cuspindo na Cruz de Cristo. Estamos dizendo: "Deus, eu sei que você diz que me ama, e que me justifica, e que já fez tudo por mim restando-me apenas amá-Lo de toda alma, com toda força e com todo meu entendimento, mas, algo me diz que tudo isso é bom demais pra ser verdade... então, permita-me desgastar-me em alguns belos rituais religiosos, manter algumas incoerentes tradições e me prender à algumas obras legalistas, é que para mim estas coisas soam piedosas e espirituais, e me dam, portanto, certa confiança... o Senhor entende, certo?"

Não, o Senhor com certeza não entende tal comportamento. Você entendería alguém continuar se esforçando para pagar uma dívida que foi paga integralmente em razão do sacrifício de seu próprio filho? Eu não entenderia... e acho que até me sentiria ofendido!