3 de nov. de 2008

Diga NÃO à erotização infantil


Nos últimos anos, as crianças brasileiras, influenciadas pela mídia e pela música de má qualidade, vêm sofrendo o que os especialistas chamam de “erotização precoce”.

A Campanha “DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL” visa esclarecer à sociedade a importância da música na formação do caráter e da personalidade da criança bem como os perigos da erotização precoce.

FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve - sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução - faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. Incentivar ou permitir que uma criança fale, vista-se ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste.

INICIAÇÃO SEXUAL SEM MATURIDADE FÍSICA E EMOCIONAL.
Conseqüências diretas da “erotização precoce” são crianças de 10/11 anos namorando e tendo relações sexuais aos 13/14 anos. Sem maturidade, sem informação, sem preservativos, sem anti-concepcionais. Apenas atendendo inconseqüentemente à explosão hormonal. E nós, avós precoces aos 40 anos, assistimos impotentes a tudo isso e podemos ver nossos filhos arcarem com responsabilidades de adultos, quando deveriam estar brincado de carrinho ou de boneca, ou se preparando para o futuro.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO.
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas, se olharmos bem de perto, todos temos um parente, um amigo ou vizinho passando por algum destes problemas.

O QUE PODEMOS FAZER PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO
Basta estar atento e agir. Se você, pai ou educador, se preocupa com o quadro que apresentamos, tem muitas atitudes a tomar.

Divulgue esta campanha; Não permita que seus filhos se vistam como adultos; Não estimule as coreografias por vezes pornográficas que alguns “artistas” apresentam; Não financie a roda da fortuna criada com o lançamento indiscriminado de banalidades e produtos anti-educativos gerados pela mídia com intenção exclusiva de lucro.

Você tem este poder de ação. Todos somos responsáveis pela nova geração que estamos deixando para assumir o mundo. Nossa responsabilidade é tornar nossas crianças adultos felizes, equilibrados, realizados e cidadãos conscientes do seu espaço e dos outros.

Fonte: Diga não à erotização infantil [via Pensar Feminino]

Bem-vindo ao deserto




Você está acostumado à brisa fresca

E a estar no pico do monte? Que bom...


E que tal sentir um vento seco

E a areia ferindo os olhos e o rosto?


Nada mal...

Sentir-se derreter ao dia

E congelar-se à noite


Não pense que você terá asas

Por cima...Não se chega ao alto da montanha


Não pense que você caiu da montanha

Só está subindo uma mais alta


Se você ainda não sabe o porquê

De tanta areia... Este é o deserto!


Chore, grite..., mas não se afaste Dele

Pense o que pensar..., mas pense Nele


Você precisa da areia

Você precisa do calor

Você precisa do frio

E às vezes da dor


Carregue a marca do deserto, o sacrifício

Não fuja de Deus ou de você mesmo

O preço da intimidade é sacrifício, é dor...

Bem vindo ao deserto.

Daniel Babugem no Fadário [via Pensar Feminino]

Minha Esperança(de quem?) Brasil

minha esperança brasil Um projeto caracterizado pelo típico triunfalismo evangélico: é assim que eu classifico o Minha Esperança.

Extremamente elogiado pela causa evangelística, como era de se esperar, e ligado ao nome de um dos maiores evangelistas de todos os tempos, Billy Graham, o Minha Esperança Brasil foi divulgado, adotado, patrocinado e glorificado por milhares de igrejas.

Não me crucifiquem(ainda) pois não estou a julgar a intenção dos organizadores do projeto. Acidentalmente, ou não, eles recorreram à velha fórmula publicitária para levar o Reino de Cristo, utilizando um meio pelo qual já mostrei minha incredulidade: a televisão.

Se esse fosse o único erro poderia parar por aqui, mas o que mais me incomoda é o tipo de linguagem triunfalista que a campanha adota. Vou citar alguns exemplos facilmente encontrados em todo discurso desse típico “Sebastianismo gospel”. Você pode vê-los na página do site oficial do Minha Esperança:

  • Chegou a hora! Em Novembro (referindo-se às transmissões no horário nobre da Band)
  • Testemunho impactante com Aline Barros
  • Testemunho impactante com Kaká
  • Testemunho impactante com Paulo Baruk
  • Mais de 500 mil mini-estádios brasileiros
  • Hoje, 34 anos depois desse grande econtro
  • Outra vantagem é o projeto abranger…

Há mais uma série de exemplos sobre o foco em números e linguagem triunfalista do projeto.

Como notado nos exemplos supracitados, vê-se também que o ME adota as velhas estratégias da publicidade tradicional. Um dos recursos utilizados é a participação de celebridades de peso como Kaká, e “ícones” do gospel nacional como Aline Barros.

O Minha Esperança erra em tentar vender Jesus no horário nobre de uma grande emissora assim como se vende sabonetes no intervalo da novela das oito.

Perdoem-me a sinceridade, mas não sou capaz de dar aval para que rios de dinheiro arrecadados se transformem em 30 minutos de horário nobre. Tudo isso deveria ser convertido em sustento de creches, escolas e hospitais por período prolongado. Seria mais eficaz do que a suposta mensagem milagrosa da vida da Aline Barros.

fonte: Livraria do Thiago

P.S.: Esse tipo de ufanismo gospel é no mínimo ridículo! Alguns meses atrás pairava na cidade um cartaz do show do Trazendo a Arca com o seguinte dizer: "Anápolis vai mudar!"

...tipo assim, com a licença da expressão, a cidade não mudou merda nenhuma! E aí? Propaganda enganosa?

A Bíblia em 1 minuto

O Dionatan havia postado esse vídeo sem legendas



... agora o Fábio postou o vídeo com legendas



Se quiser ver melhor os efeitos visuais, recomendo assistir sem legendas... ah, escolhe você aí! rs

2 de nov. de 2008

Diria aos filhos de Adão...


Se me fosse dada a chance
De poder falar ao mundo todo
Num só poema, numa só canção
Eu diria o quê?

Eu chingaria alguém
Falaria do que amo
No que vale a pena pra mim
Ou uma canção diria tudo enfim?

Eu diria que a família vale mais
Que a grana, que o tesão...
Que a pátria e a religião...
Só o Amor é maior, o Amor é amar

Existe Amor? Uma Certeza do porvir?
Qual a esperança da nossa saga?
A Esperança minha é viver num lugar
Onde amar não seja tão doloroso
Onde o mal não seja atraente

Diria aos filhos de Adão
Sem me arrepender depois
Imutavelmente Verdade
Que deixe o Amor faze-lo amar

Daniel Babugem no Fadário

Pornô Gospel

Se já é um perigo não se falar de sexo na igreja (visto a atração que o mundo exerce sobre a juventude), falar sobre a sexualidade tomando por base o "Tudo posso..." pode ser fatal para a Igreja. Ultimamente, diversas igrejas decidiram misturar a sexualidade (que é natural do ser humano) aos costumes e doutrinas da comunidade.

Primeiro foi a polêmica "Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), que começou a levantar a bandeira da causa "gayspel". A igreja não só aceitava os homossexuas (o que todas deveriam fazer), mas abria espaço para militância GLBT, defendo o homossexualismo. Ora, assim como não (ou pelo menos não deveriam) existir igrejas heterossexuais, também não deveriam existir igrejas homossexuais. Púlpito não é lugar para movimento homo, hetero, bi, multi ou assexuado (nada contra os celibatários).

Depois dessa polêmica, vieram os casais cristãos evangélicos que realizavam e defendiam a prática do "sono inocente", fazendo swing (troca de casais) de uma maneira "conforme a palavra de Deus". Imagine: "Sou chifrudo e gosto disso, porque é a vontade de Deus", deveria dizer um deles.

Pois, qual será a próxima travessura que os crentes mais, digamos, safadinhos vão aprontar, você deve estar se perguntando. Agora, surgiu nos EUA um movimento para produzir filmes e materiais pornográficos especiais para casais cristãos. O interessante é que eles colocam algumas coisas de maneira sutil, com alguns pontos que podem tranquilamente enganar quem não toma cuidado. Mas quando você percebe o real objetivo deles (misturar o evangelho com sexo e pornografia), é de ficar abismado. Afinal, pecar já é ofensa suficiente a Deus, mas buscar respaldo na bíblia para isso é herético e indecente. Só falta agora convidarem a Gretchen que é crente e tem muita experiência nesse ramo do cinema(?). "Uma proposta para uma pornografia cristã", diz o movimento. Veja seus argumentos aqui.

Os crentes pornógrafos desenvolveram até um conjunto de diretrizes de Filmes Cristãos Pornô. Deixei em negrito alguns que considero irônicos. Veja:

• Deve retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges.

• Deve retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto.

• Devem ser instrutivos. Parte da missão da pornografia cristã é o de educar crentes casados em como conseguir mais prazer sexual na intimidade de seus relacionamentos. Isso pode ser muito bem feito através da dramatização de diversas técnicas e posições sexuais, para que jovens possam aprender a incorporá-las em suas rotinas de fazer amor. Nos seus papéis na tela, os atores-crentes devem ser um modelo correto tanto em técnicas como de atitudes sexuais adequadas, portando-se de uma forma respeitosa com os órgãos uns dos outros como um sagrado dom de Deus que eles são.

• Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados.

• Deve ser inspirador, centrada no reforço do matrimônio cristão e da fé cristã. Pornô cristão deve ter uma mensagem positiva. Evidentemente, a sua mensagem principal seria o de demonstrar o uso sagrado da sexualidade e sensualidade para reforçar os laços do casamento cristão. Mas em todos os outros aspectos, deverá afirmar valores cristãos na comunidade, na família, valores de fé, honestidade, caridade, e assim por diante. O filme deve demonstrar que ter uma vida sexual alegre e que satisfaça o casamento é um dos frutos de seguir o caminho da retidão.

• Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões

• A utilização correta do pornô cristão

O principal objetivo da pornografia cristã é permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade, a fim de se tornar mais íntimo entre si e desfrutar de uma vida mais íntima com o Senhor. Nós encaramos os casais assistindo estes filmes e vídeos em conjunto, utilizando-os para iniciar um diálogo franco e aberto sobre a sexualidade e as suas próprias relações sexuais e, em seguida, aplicar as técnicas ilustradas nos filmes e incorporá-las em seus próprios atos. “O pornô cristão não se destina a substituir o sexo no casamento, nem o seu objetivo é simplesmente o de despertar o apetite sexual do marido e da mulher mas incentivá-los a usar os seus apetites sexuais com maior efeito”.

Será que ninguém persebe que há exageiro de todos lados? De um lado, temos os cristãos reacionários e conservadores (fundamentalistas) que acham que sexo prazeiroso, no momento e com a pessoa certa, é "coisa do diabo". Do outro, cristãos liberais que dizem que vale tudo (não só entre quatro paredes e à dois), desde sexo a três, filme pornô cristão e troca de casais. Será que é tão difícil para a Igreja ser equilibrada e menos polarizada?

Saulo Luz, no blog Sal com pimentas. [via Pavablog]

P.S.: Ai meu Deus do Céu! Agora pronto... onde vai dar o fim desse beco? Beco nada, dessa estrada de via dupla...

1 de nov. de 2008

Muito além do jardim digital

’Todo internauta deve buscar confrontar o que vê na rede com outras fontes de informação, fazendo leitura crítica do que encontra nas bilhões de páginas de conteúdo.’

Em sua obra Muito além do Jardim Botânico (Summus Editorial), Carlos Eduardo Lins da Silva faz uma análise da audiência do Jornal Nacionalentre trabalhadores, lá por meados da década de 1980. Ele procurou identificar, por meio de um estudo de recepção, que impacto os meios de comunicação de massa tinham sobre as pessoas, usando como base o mais assistido telejornal brasileiro. Segundo Lins da Silva, todas as pessoas constroem representações da realidade social em suas cabeças, baseadas nas interações que elas têm com a sociedade, formando assim juízos de valores que se tornariam “verdades” – ou seja, segundo ele, “a verdade de cada um é a idéia do real que cada pessoa crê ser a mais fiel ao que efetivamente existe”.
Com base nesta premissa, além de outras, Lins da Silva fez uma crítica aos provedores de conteúdo televisivo, que por estarem intimamente ligados aos que detêm o poder econômico passavam a promover conteúdo recheado de ideologias e interesses – ou seja, uma disseminação de valores que em nenhum momento eram antagônicos aos das classes hegemônicas.
É claro que, como afirmou Lins da Silva, essa mediação ideológica ocorria também na família, na escola e na Igreja; mas, como ele mesmo destacou, “ela é bem realizada quando as pessoas não percebem”. Várias hipóteses foram levantadas pelo pesquisador para afirmar que existia a possibilidade de uma leitura crítica pelos trabalhadores pesquisados, barrando o processo de massificação do telejornal.
Mais de vinte anos depois, e já com o advento da internet consolidado na sociedade, podemos tentar analisar este conceito sob o mesmo prisma com que Lins da Silva avaliou a televisão. Assim como a “verdade” é disseminada pelos grupos de poder através da telinha, é evidente que a grande rede pode ser usada para fim semelhante – mas considerar as mesmas hipóteses pode evitar que o internauta caia na armadilha do pensamento único.

• Primeira hipótese: grau de inferência de outras fontes. Confrontar o que é lido na internet com outras pessoas e instituições sociais, permitindo criticar ou rejeitar o que se lê;

• Segunda hipótese: grau de conhecimento. Quanto maior o grau de conhecimento que o internauta tem do assunto, menor a chance de sofrer manipulação;

• Terceira hipótese: o grau de conhecimento do meio de comunicação. Quem conhece a internet e o seu processo caótico de produção de conteúdo sabe que, muitas vezes, a veracidade do que é lido pode ser questionada.

Resumindo as hipóteses listadas, todo internauta deve buscar confrontar o que lê com outras fontes de informação, aprender sobre o tema tratado e entender que a internet é um emaranhado de muitas informações e pouco conhecimento. Essas práticas são suficientes para permitir o início de uma leitura crítica do que se encontra nas bilhões de páginas de conteúdo existentes na web. É claro que, como lembrou Lins da Silva, essas três variáveis normalmente aparecem associadas a fatores demográficos como grau de instrução, nível de renda, índice de urbanização e outros mais. Por isso, não são só os usuários que deveriam se preocupar com essa questão social, mas os provedores de conteúdo também – ainda mais no caso da Igreja. Se é tão fácil manipular informações e promover ideologias pela web, fica explicado o motivo da existência de tantos sites e portais ligados, de uma forma ou de outra, àqueles que detêm o poder econômico, doutrinário e institucional dentro do arraial evangélico.
Construir um portal independente deveria ser a missão de todos que possuem a bênção de serem provedores de conteúdo. É claro que a autonomia não significa neutralidade; muito pelo contrário, pois todos possuem suas convicções, sejam elas políticas ou ideológicas. Todavia, ser independente é deixar claro quais são estas convicções. O respeito por aqueles que pensam diferente é outra característica
fundamental aos que desejam fazer diferença. Interação é fundamental; por isso, tratar bem os que investem tempo comentando posts e textos faz parte desse respeito. Hoje, pode-se avaliar a relevância de um site através das interações que ele permite. A simples avaliação da audiência ou do número de visitantes não significa nada em tempos de Web 2.0. Se você fala com alguém, mas não obtém resposta, algo está
errado. Lembre-se disso. Muitos julgam a sua audiência como um simples
número, um coadjuvante no processo de comunicação digital. Ledo engano.
Certa vez, Elis Regina falou do violonista Hélio Delmiro, que tocou com ela em shows e gravações memoráveis como Águas de março, do disco Tom&Elis, e afirmou que várias vezes diminuía o volume da sua potente voz, apenas para ouvir Delmiro tocar. Quantas vezes você já ouviu essa música e nunca reparou naquele violão divino? Sem ele, talvez o brilho da música não fosse o mesmo. Na internet, os leitores e as suas reverberações são tão ou mais importantes que o próprio conteúdo, da mesma forma que Delmiro com seu violão não era um coadjuvante das estrelas da MPB. Valorizar as interações e, mais ainda, os conteúdos que gerem não apenas polêmica, mas discussões e reflexão, é fundamental para aqueles que almejam se destacar e alcançar relevância. Então, se você possui um blog ou portal, não se esqueça de responder aos comentários deixados por seus leitores. Que neste “jardim digital”, os sites e os portais criados por cristãos dêem frutos e, através deles, o nome do Senhor seja engrandecido.

Whaner Endo no Cristianismo Hoje

Luta contra pobreza inspira canção do U2

Quando 116 milhões de pessoas se manifestaram recentemente contra a pobreza mundial, seu grito coordenado não fez grandes manchetes -- mas inspirou o roqueiro e ativista irlandês Bono a compor uma nova canção para sua banda U2.

Em entrevista à Reuters, Bono disse que a campanha Stand Up and Take Action (Levante-se e Entre em Ação), realizada em 131 países, o inspirou a criar uma canção intitulada "Stand up".

"Ela ainda não está pronta, mas foi inspirada por esse conceito de levantar-se. Mas é um pequeno diamante", disse Bono, falando ao telefone desde Los Angeles.

Os organizadores da campanha disseram que os 116 milhões de pessoas que exortaram os líderes mundiais a não esquecer sua promessa de reduzir a pobreza e a fome no mundo até 2015 representam quase 2 por cento da população mundial e o recorde mundial Guinness de "a maior mobilização de massas sobre uma questão isolada."

Oito anos atrás os líderes mundiais fixaram uma série de metas, conhecidas como Metas de Desenvolvimento do Milênio, ou MDMs, para a redução da pobreza, a educação, saúde, igualdade e combate à desnutrição.

Mas os países em desenvolvimento temem que os países ricos aproveitem a pior crise financeira desde a Grande Depressão como desculpa para descumprir suas promessas.


Contrato moral

Bono disse: "Embora não tenha sido feito um contrato legal, como desejaríamos, foi firmado um contrato moral."

"Quebrar uma promessa feita a você mesmo, seu parceiro, sua família, promessas de um político a seus eleitores, tudo isso é ruim. Mas quebrar uma promessa feita às pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo é um crime hediondo. Isso é inaceitável", disse ele.

Bono vem há anos aproveitando sua condição de celebridade para levantar dinheiro e chamar a atenção para a pobreza mundial e destacar como a ajuda, quando bem empregada, pode ajudar com a prevenção e o tratamento de doenças como malária e Aids.

"É terrível pensar que nós podemos tirar o pé do pedal aqui e que eles, lá, sejam os que saiam da estrada", disse ele, falando do receio de que menos ajuda vá retardar o progresso da África.

Mesmo assim, Bono disse que a região demonstrou ter potencial econômico significativo, com vários anos de crescimento econômico forte sob a égide de uma nova geração de líderes.

fonte: G1

P.S.: E a desculpa de dizer que não têm dinheiro é furada... de onde saiu tantos bilhões na hora do sufoco? Esse "capetalismo" ainda vai morder o próprio rabo...