10 de jun. de 2008

A autópsia da Fé



Desde a década de 60 a Igreja Evangélica Brasileira viu nascer dentro de si um movimento que tem sido chamado de novo pentecostalismo. Como qualquer outro fenômeno humano, este também é um feixe complexo no qual se entrecruzam, além da dimensão religiosa, as sociais, políticas, psíquicas e econômicas. Apesar desta complexidade é necessário que tentemos descrevê-lo, ainda que parcialmente.

O “apóstolo” Estevão Hernandes e sua esposa, a “bispa” Sônia, líderes da Igreja Renascer, são em muitos aspectos uma síntese deste movimento. Ressalte-se enfaticamente que nem todas as igrejas e pastores neo-pentecostais podem ser medidos pela maneira como este casal tem vivido e pregado sua fé. Todavia, não se pode negar que o “apóstolo” e a “bispa” trazem em sua trajetória a marca que tem caracterizado boa parte do mundo neo-pentecostal: líderes com um enorme carisma, dissociado de caráter e alimentado por uma teologia do consumo e da prosperidade.


O carisma de atrair multidões e saber lidar com elas, faz do líder de qualquer organização uma pessoa muito poderosa e na igreja não é diferente! Isto porque, um líder com forte carisma é capaz de seduzir seguidores a ultrapassar até mesmo os limites do razoável, pois o senso crítico de um grupo de pessoas diminui na proporção exata da incidência do carisma do líder sobre ele. O caráter por sua vez, é a fronteira do carisma. É através dele que se resiste às armadilhas do carisma. Então, quando um se desliga do outro, o líder perde o seu crítico interior, destrói seu super-ego ficando ao sabor do ego inflado pelos resultados advindos de sua liderança carismática.

Esta equação daninha de carisma sem caráter somente se sustenta no contexto da fé porque ganha contornos divinos. É a chamada teologia da prosperidade, que justifica diante dos fiéis os abusos financeiros de um estilo de vida socialmente nababesco vivido por muitos deles. Prega-se dentro desta visão teológica, que Deus deseja que os seus filhos prosperem, por isso, eles devem ofertar ao máximo, pois fazendo assim, serão recompensados. Ou no limite de suas angústias ou puramente interessadas numa barganha sobrenatural na qual a benção de Deus é comprada mediante o dízimo, pessoas vão embarcando nesta que é a curto, médio e longo prazo, uma canoa teologicamente furada. Obviamente que não para os líderes carismáticos pregadores de tal teologia que, diga-se de passagem, são os únicos realmente a prosperarem numa medida de milhões de reais.

A rigor, o quadro até aqui descrito não é novo, sendo já conhecido e tratado pela grande mídia. A novidade do presente momento, fica por conta das denúncias do Ministério Público Paulista que qualificam uma igreja como organização criminosa e responsabilizam seus líderes por ações ilícitas. Estas denúncias em si mesmas, independente do seu desfecho, devem constituir-se em uma séria advertência a todos, de que falta de caráter no âmbito da fé poderá trazer sérias implicações judiciais para aqueles que ultrapassem os limites legais. Sendo assim, a cadeia não pode ser encarada nem como punição divina e nem uma armação do diabo (como têm insinuado os líderes da Igreja Renascer), mas sim uma conseqüência natural que deve se abater sobre todos os infratores da lei.

Em tudo isso, é curioso notar que um outro Apóstolo (Tiago, este sim sem aspas!), escreve na Bíblia que a fé sem obras é morta. O que ele não disse, mas implícito está, é que uma fé morre não apenas pela ausência de obras, mas pela qualidade delas e dos meios usados para produzi-las. Portanto, uma fé sem ética está morta apesar dos muitos resultados. E uma vez morta, só nos resta fazer sua autopsia e torcer pelo seu breve sepultamento, para então renascer líderes que com integridade cumpram sua missão amando a Deus e a este povo tão sofrido!

Eduardo Rosa Pedreira

Fonte: Amai-vos
Via:Caminhada Cristã Chupinhado do Práxis Cristã

A lição do lavador de pratos e do agricultor

Na tentativa de nos fazer compreender o elo entre os aspectos íntimos da personalidade e o modo como ela se revela nos atos, para assim elaborar uma estratégia que nos possibilite ser aquilo que Deus quer que sejamos, Jesus nos ensina lançando mão dos conhecimentos mais prosaicos, como era o seu modo de agir (Mt 13:52).

Primeiro vejamos o lavador de pratos: “Ai de vós”, diz ele aos religiosos do seu tempo, “escribas e fariseus hipócritas! Porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperança, Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo” (Mt 23:25-26).

É fácil limpar o lado de fora de um copo sem lavar o interior, mas é difícil lavar bem o lado de dentro e deixar o exterior sujo. Quem lava por dentro naturalmente lava também por fora. No máximo fica uma sujeirinha aqui ou ali.

Outra lição vem do agricultor. É uma a que Jesus se refere repetidamente, e que outros autores do Novo Testamento também utilizam. A árvore boa, observa ele, dá bom fruto, e a árvore má dá mau fruto (Lc 6:43-45). Seu irmão menor Tiago desenvolve o argumento observando que a figueira não dá azeitonas, nem a videira, figos (Tg 3:12).

Os atos não surgem do nada. Eles revelam fielmente aquilo que está no coração, e podemos saber o que há no coração observando os atos. De fato, todos sabem faze-lo. Isso faz parte do que significa ser um homem mentalmente capaz. O coração não é um mistério no plano das relações humanas triviais. Enxergamos facilmente o que há no coração uns dos outros.

Ouvindo diariamente a ladainha de atos iníquos que nos chega via os meios de comunicação, por exemplo, deduzimos com muito acerto (bastando refletir um pouco) que tipo de vida espiritual e de caráter gera esses atos – embora, em certo sentido, ainda possamos dizer: “não consigo entender como alguém pode fazer uma coisa dessas”. O mesmo vale para a conduta em casa ou no trabalho.

É a vida espiritual da alma que devemos buscar transformar, pois então a conduta correta nos será fácil e natural. Não adianta tentar o inverso. Um termo especial é usado no Novo Testamento para assinalar o caráter da vida espiritual correta. Esse termo é dikaiosune.


Dallas Willard em A conspiração Divina.

9 de jun. de 2008

12 Lições Espirituais em Príncipe Caspian


Já faz mais de dois anos que o público teve a chance de visitar a terra mágica e mística de Nárnia, do autor C.S. Lewis, onde era sempre inverno, mas nunca Natal, até que os irmãos Pevensie - Lúcia, Edmundo, Susana e Pedro - apareceram para ajudar Aslam a derrotar a Feiticeira Branca. Agora somos transportados de volta a Nárnia no novo filme "As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian", que estréia nos cinemas brasileiros no dia 30 de maio.

Em toda a série, e em "Príncipe Caspian" particularmente, os personagens principais enfrentam uma série de situações que mudam suas vidas e aprendem muitas coisas sobre si mesmos e outras pessoas. Descubra mais sobre o mundo de "Príncipe Caspian" e a sabedoria espiritual que podemos depreender dele ao revisitar a terra de Nárnia através destas 12 lições:


1. O tempo é mesmo relativo

Num momento, os irmãos Pevensie estão em uma estação de trem, se preparando para voltar para a escola; e, no instante seguinte, eles se encontram de volta a Nárnia. Embora tenha passado muito tempo - 1300 anos desde a última visita -, quando eles voltam de Nárnia no fim do livro, não se passou quase tempo algum no mundo "real".

O uso do tempo em "Príncipe Caspian" parece ser uma metáfora para o conceito bíblico encontrado em 2 Pedro: "Um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos são como um dia." Os Pevensie aprendem que o que pode parecer importante agora não é necessariamente importante muitos anos depois - porém Aslam, o símbolo divino, é sempre o mesmo.


2. Deixe de lado as grandes expectativas

Repetidamente, em "Príncipe Caspian", C.S. Lewis examina as falsas suposições e expectativas de alguns dos personagens quando eles se baseiam em informações incorretas ou julgam os outros pela aparência.

Por exemplo, alguém poderia dizer que o guerreiro mais valente no livro não é Pedro ou um telmarino. Em vez disso, é um rato, Ripchip. Esse pequeno soldado quase dá uma surra no príncipe Caspian, que, com arrogância, pensa que alguém tão pequeno não conseguiria vencê-lo.

De modo semelhante, quando as crianças retornam a Nárnia, os atuais narnianos - assim como o príncipe Caspian - estão esperando que adultos, e não crianças, venham em seu socorro. Sem saber que as crianças realizaram atos de bravura no passado para salvar Nárnia, os narnianos os encontram com um certo desapontamento, como se dissessem: "São vocês?"

A Bíblia está cheia de histórias mas quais que Deus escolhe quem é pequeno ou tolo para demonstrar o Seu poder. Ainda assim, continuamos a julgar apenas pelas qualidades superficiais.


3. A fé não deve ser decidida pelo voto da maioria

Lúcia é a única que consegue ver Aslam durante uma boa parte do livro. Ela primeiramente tenta convencer os irmãos de que Ele está perto, mas Susana e Pedro não acreditam nela. Edmundo acredita, mas também não consegue ver Aslam. Quando Lúcia pede que confiem nela, os outros decidem colocar o assunto em votação. A maioria decide que as visões de Lucy com Aslam são absurdas e continuam no caminho que haviam escolhido, apenas para se arrepender dessa decisão - e da falta de fé - logo depois.

É muito tentador deixar que outras vozes abafem aquela pequena e constante voz da fé que fala dentro de nós. Também é mais fácil simplesmente seguir a maioria, quando sabemos que deveríamos defender as nossas crenças. Mas, assim como Lúcia deixou que a sua fé fosse silenciada e se arrependeu disso, quando nós não agimos com fé, também não demorará muito até que soframos as conseqüências.


4. Mantenha a fé em meio a uma cultura de descrença

Não há lampião mágico nesta Nárnia. Não há floresta encantada. A vida é sombria, triste e devastada pela batalha. Ninguém nesta Nárnia acredita em animais falantes, anões, nem em nenhum dos habitantes que originalmente agraciavam a terra. Mas, quando Lúcia e os outros tentam contar ao príncipe Caspian como tudo costumava ser, ele lentamente começa a acreditar na antiga Nárnia e deseja encontrar os antigos narnianos que têm vivido escondidos.

Neste sentido, Nárnia é uma excelente metáfora para uma sociedade pós-moderna na qual ceticismo, narcisismo, intelectualismo, elitismo e vários outros "ismos" criaram um ambiente de descrença, ansiedade, depressão e desespero que sufoca a beleza e o mistério da jornada da fé.


5. Não tema, pois Deus está com você

Aslam faz mais de uma vez uma advertência sensata sobre não dar ouvidos ao medo. Trumpkin tem medo de Aslam quando o encontra pela primeira vez, mas apenas porque não conhece o caráter do Leão. Quando ele descobre a verdadeira natureza de Aslam, não sente mais medo.

Aslam também precisa acalmar os medos de Susana quando ela o encontra pela primeira vez nesta história. Aslam gentilmente diz a Susana que ela deve parar de ouvir a voz do medo. O medo foi um dos motivos pelos quais ela não conseguiu vê-lo quando ele apareceu para Lúcia no início da jornada. Para ajudar Susana a recuperar as energias e a colocar os pensamentos no lugar, Aslam então sopra sobre ela. Com esse sopro, o medo perde o controle sobre o coração de Susana e ela pode ser valente novamente.

Não é uma imagem reconfortante? Quando o medo toma conta do nosso espírito, nós apenas temos que buscar o sopro do nosso Criador para restaurar nossa paz e discernimento.


6. Seja grato pelas bênçãos disfarçadas

Em certo momento, Pedro se sente responsável por ter levado seus irmãos e os antigos narnianos por um caminho difícil - através de uma garganta, abrindo caminho entre a vegetação cerrada em um terreno íngreme. Mas, quando Pedro se desculpa com os outros pelo erro, Trumpkin observa que, se eles tivessem ido pelo lado que haviam planejado originalmente, a situação teria sido bem pior.

Quantas vezes não precisamos de alguém como Trumpkin em nossas vidas para nos lembrar que a situação atual poderia ser bem pior se tivéssemos feito uma escolha diferente ou se tivéssemos nos recusado a ouvir um amigo de confiança?


7. Separe um tempo para desfrutar da presença de Deus

Uma das minhas cenas favoritas no livro é quando os antigos narnianos estão reunidos com Aslam, o criador de Nárnia. Embora eles tenham passado por tempo difíceis e o perigo esteja à frente deles, eles gastam algum tempo desfrutando da companhia de Aslam, literalmente brincando e se divertindo com o enorme leão.

Para mim, é uma bela maneira de lembrar que, não importa o que estejamos passando ou o quanto estejamos ocupados, temos que nos recordar que Deus deseja passar tempo conosco para simplesmente brincar. É um convite para confraternizamos com o nosso Criador.


8. Atitudes podem ter conseqüências permanentes

Quando as crianças descobrem os presentes que ganharam na primeira aventura em Nárnia na sala do tesouro em Cair Paravel, Edmundo é mais uma vez lembrado de que, por causa da sua antiga traição contra os irmãos e contra Nárnia, ele não tem uma lembrança especial de sua primeira jornada. Embora Aslam tenha dado a sua vida voluntariamente em troca da de Edmundo em "O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa", isso não significa que não existem conseqüências para as escolhas que Edmundo fez.

É interessante notar que, mais uma vez, a jornada de Edmundo espelha mais a nossa do que qualquer outra. Deus perdoará prontamente os nossos pecados se pedirmos, mas isso não significa que nossas ações não terão efeitos a longo prazo.


9. A vaidade corrompe o caráter

Quando Ripchip finalmente tem a chance de estar face a face com Aslam, ele não está preocupado com o futuro de Nárnia nem com o seu papel nele. O foco de Ripchip é uma mera vaidade - a sua cauda. Nesse momento, o rato poderia pedir qualquer coisa ao poderoso Aslam, mas ele só consegue pensar no constrangimento que sente por aparecer diante de Aslam sem sua bela cauda.

Aslam louva os atos de heroísmo e bravura de Ripchip, mas também o lembra de que ele dá importância demais a uma coisa que é apenas questão de vaidade e aparência, e não um reflexo verdadeiro de caráter.

Nós também podemos dar muita importância a manter a aparência exterior de fé e piedade, sem nutrir a vida interior de que precisamos para crescer espiritualmente.


10. Lealdade e sacrifício serão recompensados

Um dos gestos mais comoventes de amor e sacrifício nessa história é quando o exército de anões implora que Aslam cure o seu valente líder Ripchip, que perdeu a cauda na batalha. Os seguidores de Ripchip declaram que cortarão suas próprias caudas em solidariedade, caso Aslam não restaure a de seu líder. Comovido pelos ratos e por sua disposição de se sacrificarem em favor de Ripchip, Aslam concede o que lhe é pedido.

Esse tipo de devoção, raramente encontrada em nosso mundo, é o mesmo exemplo de lealdade e sacrifício que a Bíblia nos dá em todo o Novo Testamento. Como diz a passagem de João: "Ninguém tem amor maior do que este, de dar a vida pelos seus amigos." Somos desafiados a colocar isso em prática em nossas próprias vidas.


11. Fique perto da sua família espiritual

Embora o tio Miraz seja o parente vivo mais próximo de Caspian, não há nenhum vínculo entre eles. Miraz é o falso rei de Nárnia que matou o próprio irmão, Caspian IX, para poder assumir o trono.

Depois de Caspian fugir da tirania do tio, ele entra em contato com os Pevensie e, mais tarde, com os antigos narnianos, os que ainda se lembram da Era de Ouro de Nárnia. Quando os encontra, Caspian sente em relação a eles uma afinidade imediata, como nunca sentira antes. Os antigos narnianos são a sua verdadeira família espiritual.

Assim é também para alguns de nós. Podemos não ter nascido em uma família afetuosa, que nos completa. Entretanto, podemos, se quisermos, desenvolver uma família espiritual com pessoas de fé e caráter semelhantes aos nossos, para que possamos prosseguir na jornada.


12. Líderes não são natos, e sim preparados

Embora Pedro e Caspian seja jovens rapazes destinados a reinar em Nárnia, eles não são líderes naturais. Vemos através da série de livros que, independente de destino ou direito de nascença, tornar-se um líder de verdade é um processo - e não é nada fácil. Tanto Caspian quanto Pedro cometem erros. Na verdade, os dois rapazes a princípio têm dificuldade para trabalhar juntos, e precisam de uma lição de humildade e trabalho em equipe antes de finalmente obterem a vitória contra os telmarinos.

Na nossa cultura hoje em dia, não damos nem uma chance aos nossos líderes - seja no nosso bairro ou no governo - quando eles cometem erros. Talvez o melhor presente que podemos dar a eles é sermos mais como Susana e Lúcia, encorajando e dando o nosso apoio para que eles possam aprender e crescer como líderes.


Por Kris Rasmussen[via Princess Blog]

8 de jun. de 2008

A formalidade do Casamento e o Sexo Livre

óleo sobre tela, de Eugene Blass

Para alguns a maior honra de um cristão é casar virgem. E a pergunta maior, o ápice de toda comunidade cristã no orkut é “se é pecado fazer sexo antes do casamento”. E eu respondo, não! Não existe casamento sem sexo pode até existir sexo sem casamento.

Poderíamos entender o casamento como união espontânea entre pessoas, em afeto, diante de Deus e com perspectivas de que de certo. Todo cerimonial que se criou através do casamento é cultural e em outros pontos é cabível dentro da formalidade da lei.

Existe também o conceito religioso que é uma criação muito posterior da Igreja Católica. O casamento sempre foi um ato consensual que somente no século XII se tornou um ato solene através da religião.
Para Chauí, o casamento é transferido da casa paterna para a Igreja (primeiro à porta; depois para dentro) “garantindo o controle eclesiástico sobre a sociedade”.

O casamento jurídico, especificamente, tem ou não existido na história dos povos. Para Chauí “Somente com a consolidação das revoluções burguesas, com aquilo que alguns designam como o ‘desencantamento do mundo’ (isto é, a perda do poderio religioso católico-romano sobre a sociedade) e com o advento do Estado moderno, o casamento passou a ser cerimônia civil, sob o controle do Estado”.

O conceito é de que o sexo traz união matrimonial e entrelaça normalmente na expectativa de uma vida amorosa e outros conceitos são adjetivos, importantes sim dentro das comodidades individuais e necessárias, mas não essenciais. A prática religiosa contemporânea, contudo, e infelizmente, parece ter invertido essa escala de importância. Tornando aquilo que era enpontaneo em formal e dando um impacto de importância no cerimonial, além do mais começamos a casar de “papel passado” e o amor, a responsabilidade e a qualidade dos relacionamentos ficaram em último plano.

Com isso para eliminarmos um “papel passado” criamos outros papeis para nos livrar do primeiro papel (desquite e depois divórcio).

O casamento neste ponto acaba se tornando uma garantia. O amor poderia ser essa garantia e não o papel, mas as pessoas ainda não amadureceram para depositarem tanta confiança assim no amor e preferem exaltar o sentimento de posse através do contrato e juramento solene dentro da sua religião para satisfazer moralmente a sociedade.

“A certidão de casamento em si não constitui o casamento. A certidão de casamento para o inconsciente do homem sexualmente tímido nada mais é do que uma permissão para manter relações sexuais”. (Reich)

Se a bíblia é padrão moral e ético para muitos então vamos colocar Adão como um homem de fato sem pais que não assinou contrato, que não fez nenhum pacto entre famílias. Adão simplesmente não fez nada. Eva era a parte que faltava de Adão, aquela que o completava e isso aconteceu através do matrimonio.

Por que Deus se incomoda tanto, ou seja, considera um grande pecado pessoas que se amam verdadeiramente fazerem sexo?
Por que, para Deus, é mais importante o registro formal de casamento do que o amor, no tocante à liberação da prática sexual?
Por que a formalidade em um casamento sem amor é mais válida por causa de um papel?
E um relacionamento livre com amor e sexo bom é pecaminoso?


Isso não faz sentido.
Paulo em I Coríntios 7.2 diz:
2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. Palavras de Paulo...
'se não podem conter-se, casem. pq é melhor casar do que abrasar-se'

Se você vê na carta aos coríntios, Paulo deixa claro que está falando de SEXO COM PROSTITUTAS e não sexo sem papel assinado ou benção pastoral... "Acaso pode um membro de Cristo juntar-se com uma prostituta?” É uma das questões centrais dele na epístola”.
Abrasar-se = prostituição, sexo com prostitutas.

Corinto era uma cidade portuária, famosa também pela prostituição feminina e masculina.

Basta ler a epístola inteira pra se entender o contexto. Não precisa ser o mega-blaster-supra-supremo teólogo para entender as recomendações de Paulo. É só querer entender.

Separando o que é doença e não pecado, sexo é bom e ainda mais quando é feito por amor. Não quero dogmatizar o que é ou o que não é pecado por que isso é ruim. Existem casos e casos e o erro não está em um ato isolado, mas está na motivação em que se pratica tal ato. O erro não nasce nos órgãos sexuais e nem é preciso repudiá-los. Todo erro sai do próprio intento do individuo. E motivações pessoais não dão para regulamentar com listinhas do que é pecado e do que não é pecado.

Contudo não quero dizer que se você transar terá um compromisso eterno e inflexível com alguém. Tudo que for feito, em comum acordo, onde pessoas não fiquem magoadas e se houver magoa que aja no mínimo a busca de um entendimento. E no demais, sexo é bom eu recomendo, ainda mais quando é livre não do compromisso, mas da obrigação de ter um compromisso. Muitas vezes o compromisso é conseqüência de uma relação.
Como diria a raposa ao pequeno príncipe:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Fonte: Lion of Zion.

PS. Cara, acho que não dá pra digerir isso... Já imaginou a "putaria" que vai virar se os "remanescentes" da castidade pré-nupcial se lançarem a torto e a direita nessa história de consumar o sexo apenas com o aval do "amor"? Hummnn... Havemos de concordar que caso o queiram, isso não lhes é proibido... conveniente para a carne!? Com certeza... Mas, será que realmente convém para imitadores de Cristo?

6 de jun. de 2008

Entrevista com Billy Graham

Segundo os crentes, Billy Graham aqui está negando as escrituras... basta jogar o nome dele no Youtube e você vai ver...

Mas depois de fazer a tradução do texto... ah, que alegria...

Assista:




Sinceramente, eu acredito no que este homem está falando. Minha vida até aqui tem sido uma sequência de buscas e frustrações com as instituições humanas... até começar a entender que Jesus está acima de tudo e o melhor, não foi Ele quem inventou o Cristianismo!!!!

Billy Graham não está negando as Escrituras... está vivendo-as!


Chupinhado do blog do César no Infinita Highway.

5 de jun. de 2008

Nooma | Sunday | 004

Durante anos, eu fui à igreja porque... porque se deve ir.

Mas algumas coisas não me parecem corretas. Sabe de quê estou falando? Muitas vezes, eu me peguei pensando, “É isso o que Deus tem em mente?”. E então eu encontrei uma passagem na Bíblia que me ajudou a ver as coisas de outra maneira. Ela conta uma passagem sobre Jesus, ceando com líderes religiosos de sua época. E eles têm que seguir aqueles rituais complicados de lavar as mãos antes de comer. Jesus ignora suas regras. Um deles observa isso e traz à tona. E Jesus diz, “Vós, líderes religiosos! É como vós, que limpais o exterior da xícara, mas o interior está cheio de ganância e do mal”. Vocês contribuem com o dízimo, mas não se preocupam em fazer desse mundo um lugar melhor. E então Jesus lhes diz, ele lhes diz, “Para vós, o que importa é serem vistos em público como pessoas importantes. Vós adorais ser admirados. Adorais ser respeitados. Adorais os melhores assentos, onde todos podem lhes ver”. E Jesus diz, “Vós vos importais somente com a aparência. Como as coisas são aos olhos dos outros”. E então ele lhes diz, “Vós sois como sepulturas sem inscrição em que as pessoas pisam sem saber”. Jesus diz aos líderes religiosos de sua época, “Vós estais espiritualmente mortos e nem percebeis”. Então, um deles, que estava sentado lá – seria o que chamamos de pastor – ele percebe o que está acontecendo.

Quero dizer, é como se Jesus batesse neles! E ele diz, “Jesus, quando dizeis isso, vós nos insultais!”. E Jesus diz, “Vós, sábios como vós! Vós dizeis as pessoas para fazerem isso, mas vós não ajudais a fazer nada”.

Quero dizer, tudo o que se faz é somente acumular a culpa. Ou seja, as pessoas acabam sentindo, acabam se sentindo terríveis em relação a si próprias. E então, mais tarde, Ele diz aos mesmos líderes, Ele diz, “Vós viajais sobre a terra e o mar para conquistar um único convertido e quando acontece, vós os tornais duas vezes os filhos do inferno que sois”. Jesus chama os líderes religiosos de “Filhos do inferno”. E o que O perturba mais é que eles criam convertidos que são pressionados para serem exatamente como eles. Ele continua a lhes dizer, “Abusastes de vossas posições de autoridades religiosas. E, na verdade, estais interferindo no caminhos “dos que honestamente buscam a Deus”. Filhos do inferno! Há muitos momentos assim nos ensinamentos de Jesus. Para aqueles em conflito com as questões mais profundas, Jesus têm paciência e compreensão infinitas. Mas, com aqueles que clamam conhecer e falar por Deus e têm corações frios e endurecidos, Ele é implacável. Quero dizer, Jesus fica contrariado.

Bem, vamos imaginar... Vamos dizer que eu traga flores para minha esposa. São flores lindas. Tento escolher bem as cores. Você conhece o esquema. Trago-lhe flores e ela fica sensibilizada. Ela pega um vaso, sorri e diz simplesmente, “É tão bom saber que estava pensando em mim! Estou surpresa!” E se disser, “Bem, sou seu marido. É minha obrigação”. Não vai dar certo, não é? E se eu lhe dissesse, “Sabe, tinha uma liquidação e, eu não estava pensando em você, mas não custou nada e as flores estavam baratas e não custaria nada”. Ou se lhe dissesse, “Achei que você precisasse delas”. Ela irá querer as flores? Não! Por quê? Porque ela quer meu coração. Se não tiver meu coração, minhas palavras e ações não significam nada.

É assim que Deus se sente? Uma das principais preces de Jesus chamava-se “shema”. Uma parte dela é assim: “Ame ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua força”. Podemos ir ao culto, à igreja ou orar todos os dias. Podemos cantar as canções e recitar todas as orações, mas se for apenas simulado, quero dizer... Para quê serve? Deus no livro de Isaías, diz: “Esse povo me honra com os lábios, mas seus corações estão distantes de mim”. Às vezes, temos que parar e nos perguntar, “Porque faço isso?”. Para manter a família feliz? Para não me sentir culpado? Estar no lugar certo, na hora certa, vestindo as roupas adequadas para que eu possa ser visto pelas pessoas certas? As Escrituras nos lembram de que Deus não quer o vazio. Deus quer nossos corações.

Você faz doações em dinheiro? Por quê? Porque doar para uma igreja, ou instituição, pela TV? Porque Deus precisa? No Salmo 50, Deus diz: “Se tivesse fome, não diria. Porque meu é o mundo e a sua plenitude”.

Dou a porcentagem correta do meu pagamento para tirar Deus da minha consciência? Ou seja, Deus consegue o que deseja e então posso fazer o que quiser com o resto? Quando Deus tinha meu coração sei que recebi tudo que tenho. Há uma carta na Bíblia chamada Carta aos Coríntios em que Deus diz para o povo não doar por compulsão, culpa ou relutância. A carta também diz, “Vós deveis somente dar o que o vosso coração mandar”. Porque Deus fica satisfeito quando doamos porque queremos. Se eu doar por obrigação ou porque Deus precisa, ou para não me sentir culpado, não deveria doar. Não é isso que Deus quer. Também há outra passagem na Bíblia onde Deus fala com pessoas extremamente religiosas. E elas vêm para o Seus templo e participam de todas as cerimônias e, mesmo assim, negligenciam os necessitados. E Deus fala com elas e diz, “Vós conheceis os vossos sacrifícios e vossas ofertas. O que significa para mim? Vós sabeis que não tenho prazer nisso”. Deus odeia, não suporta quando encenamos um espetáculo religioso e ignoramos os pobres, os subjugados, os marginalizados e oprimidos. Deus até considera essas reuniões nocivas. Deus diz que se tornaram um peso para Ele. Que Sua alma os odeia. Deus até diz, “Estou farto disso”. É quase como se Deus dissesse, “Eu não quero essas flores”.

Deus quer os nossos corações. Porque quando Deus tiver os nossos corações, começaremos a nos importar com o que Deus se importa. Começaremos a nos importar com quem Deus se importa. Deus disse, “Buscais a justiça. Encorajais os oprimidos. Defendei a causa dos órfãos. Preocupei-vos com a causa da viúva”. Quando percebermos que podemos fazer algo em relação ao sofrimento do mundo. Quando percebermos que há trabalho a ser feito e é possível, seu coração baterá como o de Deus! Quer dizer, a igreja é só um prédio? É só uma hora por semana? A igreja é o povo. O povo cujos corações batem cada vez mais como o de Deus.

Talvez esteja desvinculado de atitudes de julgamento e intolerância e regras sem sentido. Eu também estou, e Deus também está. Deus também não quer ter nada a ver com isso. Vamos ser honestos. Muitas pessoas confundem religião com Deus. E se afastam dos dois. A questão não é o cristianismo, é ser cristão. Significa seguir a Jesus. É ligar-se a tudo que seja verdadeiro, bom e correto. Tudo o que nos cerca e que nos lembra que há muito mais coisas acontecendo ao nosso redor.

Poderia ser mais bonito?


Sunday | 004 (download)

Nooma é uma série produzida por Rob Bell, líder da Mars Hill Church. São idéias e conceitos que o veiculados através de boas metáforas, discursando de forma criativa sobre Deus. Em apenas 10 minutos ele conta alguma história ou conversa alguma coisa com os telespectadores. Mais aqui...

3 de jun. de 2008

Religiosidade Assassina


Pobre, cego é nú! É assim que me vejo hoje não só em analogia do que sou na presença de Deus, mas também nas experiências de vida no mundo. Um relato do que restou de um primeiro amor que nunca se acabou e nem se acabará. O resquício de todo o investimento nas aparências de cristianismo que vivi!


"Pobre" porque não tenho nada nas mãos, nada palpável; assaltado pelas doutrinas e repressões religiosas que, vez por outras, procuravam atingir toda a minha vida, submergindo meu poder de escolha (livre arbítrio) no âmbito espiritual, social, pessoal e familiar.

Me sinto sem tesouro no céu! Porque os tesouros que garimpei não valem nada além das quatro paredes da sede institucional da igreja. Fora de lá, só o que sou por dentro glorifica a Deus!

"Cego" porque já nem sabia mais como era enxergar a Deus, a meu amado Jesus e as obras do meu doce Espírito Santo com minha própria visão, com meus próprios olhos espirituais; como uma criança que logo após a vida e o vislumbre da luz do primeiro novo dia foi cegada e ensinada de que seus olhos só podem contemplar maldade e por isso melhor seria mesmo retirá-los. Não vendado, mas destituído de percepção! As únicas verdades que contemplei foram deturpadas pelo consuetudinarismo e subordinacionismo religioso numa sociedade de crenças platônicas.

Mas por que nú?

- O primeiro sentimento de vergonha no princípio da humanidade foi o reconhecimento de que se estavam nús, por parte de Adão e Eva. Assim estou eu diante do meu Deus Altíssimo e nas relações sociais; envergonhado, depreciado e ligeiramente nú.
Aprendi a sentir vergonha da imagem que eu queria vender; como se tivesse vergonha do Evangelho. Talvez, porque dentro de mim, meu espírito não quisesse se rebaixar à longínqua intimidade com Deus dentro dos templos; uma intimidade conceitual e abstrata.

Escrevo não como forma de julgo, porque só existe um Juiz, mas externando a minha esperança no amor de Deus revelada no Evangelho de Cristo em tamanha e maravilhosa graça.
Hoje anseio ser o templo o qual fui criado para ser! E não mais materializar isso sob os pilares da religiosidade assassina!

Quero matar o meu "eu" dia após dia, e não evidenciá-lo por minhas crendices.

Quero voltar ao primeiro amor do qual me distanciei por querer ver a Deus como todos viam, conhecer como todos conheciam, ser como todos pareciam ser.

Quero ser como uma criança com toda a capacidade de sonhar e idealizar, me esquecendo dos dogmas e pragmatismos que me acorrentaram outrora.

Quero sonhar com Deus como sonhava antes, mesmo sabendo muito pouco sobre Ele; ao invés do medo que se desenvolveu em mim pelo reconhecimento do pecado.

Quero idealizar os Seus planos na minha vida!

Quero ser um vaso moldado, um motivo de honra a Deus, já que não passo de barro.

Porque o que Deus quer de mim não está materializado em minha carne mas em meu espírito, quando sonda a minha alma.

Serei eterno na mais profunda intimidade com Deus!

Porque eu sei que o meu Redentor VIVE; e jamais pude dizer isso entendendo o real sentido que isso faz para mim.

Lindoélio

2 de jun. de 2008

Não procurem "i"grejas que te acolham!

Na verdade, acho que só existimos no mundo por causa do amor; uma íntima história de amor entre Deus e sua criação, com a propriedade de nos tornarmos filhos herdeiros e co-participantes da maravilhosa graça. Se agimos contrários a isso, toda nossa concepção de Evangelho se desvanece.

Hoje Deus falou comigo!

Estou sedento do real conhecimento dEle em minha vida! Não como sempre aprendi sobre Ele, mas intimamente; sozinho com Deus.

Quero ser livre para amá-lo de todo o meu coração e de todo o meu entendimento.

Quero ser livre para amar a todos a minha volta sem distinção e disseminação de contendas, como marca de quem conhece a profundidade do caráter de Deus, e não como mais um eloqüente orador fundamentado em relações hipócritas movidas por sentimentos putréfulos.

Invista, em sua vida diária, no seu relacionamento com o Espirito Santo. Comprometa-se com Ele ao invés de se comprometer com as amarras da "i"greja.

Busque-o de todo o seu coração e terá o poder infinito do amor genuíno.

Sabe por que os evangélicos (ou crentes, como alguns gostam de se denominar) são tão criticados e ridicularizados enquanto os próprios sentem vergonha de pregar o que aprendem sobre o Evangelho?

- Porque todo mundo vê a podridão permeada ao vazio de vida de quem fala do que não conhece, do que apenas ouve falar mas não vive.

Estou farto disso! Quero fazer diferença real!

Quero apresentar minhas mãos cheias de honra ao meu amado Jesus enquanto chorar em Seus ombros no tão esperado dia em que Ele me buscar!

Eu quero ser eterno! E quero mostrar para os que conviverem comigo ou ouvirem minhas palavras sobre Jesus, que a salvação não é para os engravatados e mesquinhos hipócritas que só conseguem viver o evangelho enclausurados nas quatro paredes de uma "i"greja cheia de atrações e belos números artísticos. Entenda isso!

Mostre para as pessoas que você não é diferente de ninguém, ao invés de querer pregar uma diferença que não existe!

Mostre que você é carne ou pó como todos a sua volta mas que o seu espírito te difere do medo do inferno e da incerteza da felicidade!

Qual seria o teor das cartas de Paulo, ou São Paulo, como queira chamá-lo, à "i"greja de hoje, incluindo todas que pregam o cristianismo???

Sinceramente, estaríamos na escória do vômito de Deus! Infâmeos, discriminadores, arrogantes, metidos, orgulhosos, hipócritas... Ou, talvez, seríamos apenas classificados como os "fariseus da modernidade".

Não vou calar os meus lábios para a verdade que tenho reconhecido em Cristo, enclausurado num templo de adoração platônica enquanto vejo meus familiares e amados amigos, aqueles que não têm o hábito de participar da sociedade religiosa, aqueles que nem conhecem o evangelho que criticam, irem paulatinamente para o fundo do posso espiritual sem nem entender para onde estão indo!

Quero contribuir ao Reino de Deus e não mais ao reino dos pastores (humanos) e dominadores das "i"grejas.

Deus não precisa de pessoas perfeitas, senão Ele nos teria criado todos perfeitos!

Ele quer amar e cuidar intimamente das pessoas que sabem reconhecer suas imperfeições, que acreditam que podem ser melhores do que são dia-após-dia!

Ele ama os viciados porque ele pode livrá-los dos vícios; não porque os viciados são pessoas ruins, mas porque seus vícios não fazem bem para o seu corpo e para a sua mente...

Ele ama as prostitutas porque ele pode livrá-las de toda lascívia que aprenderam, não porque são pessoas ruins, mas porque a falta de cuidado e preservação do seu corpo não fazem bem para sua vida social, íntima e familiar...

Deus ama os pecadores (eu, você e todos) não porque ele pode nos livrar da faculdade de cometer erros, mas porque ele pode nos aconselhar para não errarmos e quando errarmos Ele pode nos consolar, nos dar a mão e nos colocar de pé outra vez e infinitas vezes.

Desculpe pelo texto gigantesco, rsrsrsrs...

Mas eu tenho descobrido o que Jesus quis dizer quando proferiu ser "a Verdade que liberta" e o que queria alertar quando disse que "a porta é estreita"!

Vejo que ela é mais estreita do que eu imaginava.

Todos que lerem isso reflitam sobre o quanto vocês conhecem do Jesus que morreu na cruz por amor a todos nós.

Para os "crentes" meu recado é: Parem de achar que são os donos da verdade! Jesus é a verdade! E o amor de Jesus é para TODOS!

Para os "descrentes" ou "mundanos", como os "crentes" gostam de chamar vocês, meu recado é: Não procurem "i"grejas que te acolham! Procurem nas "i"grejas, na sua família, na escola, na faculdade, no trabalho pessoas que realmente são da Igreja de Cristo para comungar a sua fé ou falta de fé, a sua esperança ou falta de esperança, o seu amor ou falta de amor... Para que não sejam enganados e percam tanto tempo se doando por uma instituição que poderá perpetuar as suas fraquezas!

Amemos-nos todos com amor não fingido!

Acho que isso estaria escrito no parabrisas do fusquinha 67 de Paulo se ele vivesse hoje!

Lindoélio

PS. O Lipa (Lindoélio) é um grande amigo meu. Companheiro na caminha de fé e participante de uma fase da minha vida em que ambos adquiriram grande bagagem espiritual de certa forma. Infelizmente, atualmente não estamos morando na mesma cidade - por enquanto [rs] -, mas, não perdemos o contato, muito menos a amizade. Afinal, é Sangue o que nos une!
É casado com a Kelly, é Desenvolvedor de Sistemas e, sempre esteve ocupadíssimo com a "i"greja. Esse cara sempre foi um furacao de Deus!!! [rs]... Agora, imagina o "estrago" que vem por aí depois que ele tomou a pílula vermelha!?