5 de abr. de 2008

Melhor de você


Eu tenho outra confissão a fazer
Eu sou seu idiota
Todo mundo tem suas correntes para quebrar
Prendendo você

Você nasceu para resistir ou para ser abusado?
Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?
Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?

Você se foi e está com outra pessoa?
Eu precisava de algum lugar para me enforcar
Sem seu laço
Você me deu algo que eu não tinha
Mas não teve utilidade
Eu estava fraco demais para me entregar
Forte demais para perder
Meu coração está preso novamente
Mas eu me liberto
Minha cabeça está me dando vida ou morte
Mas eu não consigo escolher
Eu juro que nunca vou me entregar
Eu me recuso

Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?
Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?
Alguém tomou sua fé?
É real, a dor que você sente
Você confia, você deve
Confessar
Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?

Alguém tomou sua fé?
É real, a dor que você sente
A vida, o amor
Você morre para curar
A esperança que começa
Os corações partidos
Você confia, você deve
Confessar

Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?
Tem alguém tirando o melhor, o melhor, o melhor, o
melhor de você?

Eu tenho outra confissão, meu amigo
Eu não sou idiota
Eu estou ficando cansado de começar de novo
em algum novo lugar

Você nasceu para resistir ou para ser abusado?
Eu juro que nunca vou me entregar
Eu me recuso...

Foo Fighters - Best of You (tradução)
Dave Grohl, Chris Shiflett, Nate Mendel, Taylor Hawkins


O Evangelho em apenas uma frase...

O Evangelho são as novas que Jesus Cristo, o Justo, morreu pelos nossos pecados; Ressuscitou, triunfando eternamente sobre todos os seus inimigos de forma que, agora, não há condenação para aqueles que crêem, mas somente alegria eterna.

4 de abr. de 2008

Cristianismo, capitalismo e contracultura

A sociedade de mercado, baseada na cultura de consumo, está alicerçada na proposta capitalista que tem pelo menos três princípios: acumular, ostentar e guardar. Por trás destes princípios há uma lógica.

Uma de nossas grandes necessidades é nos sentirmos valorizados: “eu sou alguém” em vez de “eu sou um zé ninguém”. Jung Mo Sung diz que esse “sentimento de ser”, que todos buscamos, depende em grande parte do reconhecimento de outras pessoas. É o olhar do outro que me faz sentir que sou alguém. Todo mundo quer ser admirado, amado, desejado. Para atrair os olhares dos outros precisamos ostentar os objetos que as outras pessoas valorizam e desejam. Frei Betto resumiu bem essa idéia: “a mercadoria, intermediária na relação entre seres humanos (pessoa-mercadoria-pessoa), passou a ocupar os pólos (mercadoria-pessoa-mercadoria). Se chego à casa de um amigo de ônibus, meu valor é inferior ao de quem chega de BMW. Isso vale para a camisa que visto ou o relógio que trago no pulso. Não sou eu, pessoa humana, que faço uso do objeto. É o produto, revestido de fetiche, que me imprime valor, aumentando a minha cotação no mercado das relações sociais. O que faria um Descartes neoliberal proclamar: "Consumo, logo existo". Mas o dinheiro não é capaz de imprimir no fundo da alma humana o senso de dignidade e de pertencimento. O “vazio de ser” que existe em cada coração humano somente pode ser preenchido pela voz de Deus que nos chama para a vida e nos confere dignidade: “você é meu filho amado, minha filha amada, em quem tenho prazer”, é capaz de preencher o vazio que o dinheiro pretende.

Finalmente, guardar dinheiro é uma forma de combater uma das grandes preocupações humanas. Diz respeito às contingências da vida e ao medo do futuro: como será o amanhã? será que o futuro me convidará a rir ou chorar? o que, de mal ou bem, está destinado a mim? Para responder a essa inquietação, muitas pessoas acreditam que se tiverem uma boa poupança poderão descansar em relação ao futuro. Você lembra da “Promoção Pé-de-Meia MasterCard®”, que prometia garantir seu futuro durante dez anos? Esse é um grande apelo: antecipar, prevenir e prover para remediar os infortúnios da vida. Esta é a promessa sutil embutida no dinheiro. Mas é uma promessa falsa. O dinheiro não é capaz de nos blindar contra os eventuais sofrimentos futuros. Não importa quanto você tenha na poupança, o dinheiro nunca lhe trará a paz. Guardar não é uma boa resposta à insegurança e ansiedade quanto ao futuro. A poupança é útil como previdência, e nos supre em momentos de emergências, mas não “garante nosso futuro”.

Paulo, apóstolo, resume a contracultura cristã com as seguintes recomendações: “Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida”. A cultura de mercado diz que devemos acumular, ostentar e guardar. A contracultura cristã diz que devemos ser gratos e dependentes de Deus, desfrutar das coisas boas que Ele nos dá e repartir generosamente as riquezas que recebemos de Deus. Cada um avalie seu coração para concluir se vive como angustiado filho de sua cultura ou amado filho de Deus.

Demôniosquito da Dengue


"Picadas de insetos causadas por demônios sempre produzirão uma reação e uma inflamação muito mais graves do que uma picada normal. Tenha também cuidado com picadas de insetos incomuns. Demônios podem usar insetos. Uma característica comum à maioria dos envenenamentos ocultistas é que os sintomas de mal-estar frequentemente vêm todo dia, na mesma hora em que o envenenamento ocorreu, tais como dores-de-cabeça intensas, dores musculares, febre, fraqueza, etc.

Freqüentemente, também, os sintomas ficam piores ao pôr-do-sol, pois os demônios tornam-se muito mais ativos ao anoitecer e durante a noite. Alguns dos encantamentos de envenenamento mais poderosos vêm de escritos chamados Os Grimories. São livros muito antigos que foram escritos pelos alquimistas da Idade Média na Europa. Eles eram os 'cientistas' que tentaram transformar substâncias comuns em ouro, e dar vida a substâncias inanimadas. Eles eram, na realidade, feiticeiros muito poderosos".


Rebecca Brown em Ferimentos Demoníacos
Fonte: A ignorância é uma escolha.

PS. Acho que ao invés de fazermos uma campanha de saúde, prevenção e convocação de profissionais da saúde no Rio de Janeiro, deveríamos fazer uma Marcha amarrando o "Valente", a potestade da dengue e repreendendo a atuação demoníaca naquela região atacada pelas opressões malignas. Alugarmos helicópteros e derramarmos óleo da unção sobre a cidade, expulsando todo o mal... Hein? [rs]

3 de abr. de 2008

Rádio Feeeeera


Aê galera... tô divulgando essa mega hiper super web rádio online que tá bombando! O link já está disponível na coluna do blog...

Web Rádio El Shaddai ... é um ótimo trabalho desenvolvido pela igreja El shaddai com o pastor Wiliam Leite de Araçatuba-SP, presidindo meu bróther Rafael da NetCriativa (saudades mano)...

... agora sim, uma programação com as melhores! SHOW!!!!!

2 de abr. de 2008

Anônimo espero que leia


Recebi um comentário anônimo (rs - da próxima ficaria cordialmente grato pelo nome) referente há um post que escrevi intitulado CRISTO É INSUFICIENTE.

Estou sufocado em decorrência do meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e não sobra muito tempo para escrever. De forma que na medida do possível, leio algo interessante e posto para deleite dos visitantes do blog. Contudo, não resisti a escrever esse post.

Acho que o comentário é pertinente a elucidações tenazes sobre a Igreja e sobre as igrejas. Entendendo que Igreja com “I” refere-se à noiva de Cristo, o povo eleito, sacerdotes e reinos estabelecidos por Cristo Jesus nosso Senhor sob a Nova Aliança no seu Sangue. É o Corpo místico de Cristo espalhado pelos confins da terra. Esse Corpo não limita-se ao escopo ou concepção de vinculação das instituições humanas. E, igreja com “i” diz respeito à instituição fundada, organizada, estabelecida e regimentada por tradições, costumes, liturgias e doutrinas oriundas apenas do homem. É todo esse sistema que possui um escopo pré-estabelecido e ordenado hierarquicamente e separa os cristãos em leigo/clero. Esse sistema religioso é passível de [di]Visões Celulares (permitam-me o trocadilho) e criação de denominações e denominações.


De posse dessa prerrogativa gostaria de inserir minhas observações ao comentário do querido irmão anônimo, do qual desde já agradeço a preocupação e exposição de opiniões. Minhas observações inseridas no comentário sobressaltam em negrito. Segue o texto:


Respeito a sua posição de crer em Cristo, mas sem ter vínculo com uma Igreja (não tenho vínculo com “i”greja). Mas não concordo. Gostaria apenas de apontar algumas razões, para reflexão. Ninguém precisa concordar comigo.

1) Desde o Antigo Testamento, Deus não chama indivíduos isolados, mas um POVO. Os profetas, por mais solitários que se sentissem muitas vezes, eram homens e mulheres do povo de Deus;

2) Se o sr. valoriza a Bíblia, não pode não valorizar a vida em comunidade (Não desvalorizo a vida em comunidade. Aliás, preciso dela...). Jesus ordenou, por exemplo, que todos fossem batizados e fizessem discípulos (Mt 28.19), e também que celebrassem a Ceia do Senhor (1Co 11.23-25). Eu fico imaginando como é que o sr. pode obedecer ao mandado de Jesus de fazer discípulos, batizar e celebrar a ceia isolado(Não tenho pretensão alguma de alienar-me e viver uma cristandade isolada. Freqüentar um culto não é necessariamente a maior expressão de comunidade e comunhão. E o lugar desse culto muito menos é o único para que se efetue isso);

3) Hebreus diz o seguinte: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hb 10.25). Se o sr. não "congrega", ou seja, se não vive em comunhão com o corpo de Cristo, com os irmãos e irmãs, se reunindo em comunidade para adorar, estudar a Palavra do Senhor e celebrar os sacramentos ordenados por Cristo, o sr. não está agindo de acordo com a orientação de Deus(Aqui confunde-se “congregar”, edificar-nos uns aos outros, viver em comunhão para adorar, estudar a Palavra e celebrar a Ceia e a festa do amor com o freqüentar uma reunião nomeada - culto, missa, ritual etc - , participar friamente da celebração da Ceia sem o mínimo afeto e partilha de vida com os membros, e ouvir um monólogo cansativo e inebriante da mesma pessoa “gabaritada” para pregar a palavra.);

4)Ao afirmar que o sr. não concorda com as divisões entre as igrejas, ao optar por vivenciar a sua fé "individualmente" apenas(porque não ser filiado a uma denominação é sinônimo de “individualismo”?), o sr. se tornou o pior de todos os cismáticos, pois os demais, pelo menos, se reúnem em grupos!(Aqui está um ponto interessante, não me lembro de ter dito que não me reúno – Igreja = Ecclésia: congregação, ajuntamento, reunião – em grupos e partilho da mesma fé com outros irmãos)

5) Fui católico romano(Já fui também. Não praticante é claro). Sou protestante por convicão(Já fui também. Praticante é claro). Também não concordo com o grande número de denominações(Também não concordo), mas creio em Deus(idem), procuro viver em comunidade(idem), conforme orientação das Escrituras(justamente as orientações das Escrituras), e promover não divisão, mas paz;

6) A Igreja é corpo de Cristo. Se o sr. acha que viver a fé apenas individualmente é suficiente(Não endosso o viver solitário da fé), está agindo como um dedo que se recusa a se unir com a mão. E um dedo, sem a mão, está morto!

Por favor, não quis ofender(Não ofendeu, por isso não precisava ser anônimo), mas apenas dar a minha opinião(Fico muitíssimo contente com sua opinião, com certeza, é para mim oportunidade de edificação, reflexão e meditação. Obrigado!).


Tenho aprendido o valor de uma ortodoxia generosa e a assimilar mais as melhores coisas que posso abstrair das tradições cristãs. Tendo paz com todos e prezando por minhas convicções e respeitando as convicções alheias.

Pense


Como é mais comum e fácil vermos as pessoas erradas gastando imensa quantidade de energia e paixão por coisas igualmente erradas. E como é mais raro vermos boas pessoas dispostas a morrerem em batalha por coisas igualmente boas. Não que eu seja pessimista ao ponto de pensar que existam mais pessoas ruins que boas no mundo (apesar de as vezes me pegar quase convicta do contrário), mas como é mais fácil vermos os bons recuarem, desistirem ou simplesmente não lutarem.

m exemplo mais explícito: quase todo mundo (menos os maus) acha um absurdo completo uma criança ser abusada física ou sexualmente, quase todo mundo (menos os maus) sentem verdadeira repulsa pelo estupro, a maioria das mulheres (pelo menos as que têm amor próprio) são contra a exploração da imagem feminina cujos fins sejam meramente sexuais e financeiros; mas por que será que quase não vemos esse “quase todo mundo” soltando as vozes e declarando abertamente que não querem, não aceitam, não apóiam essas situações?

Leia o txt completo: http://sexxxchurch.com/?p=196

1 de abr. de 2008

Não sejas demasiado justo.

ERA UM DEBATE sobre o aborto na TV. A questão não era "ser a favor"ou "contra o aborto". O que se buscava eram diretrizes éticas para se pensar sobre o assunto.

Será que existe um princípio ético absoluto que proíba todos os tipos de aborto? Ou será que o aborto não pode ser pensado "em geral", tendo de ser pensado "caso a caso"? Por exemplo: um feto sem cérebro. É certo que ele morrerá ao nascer. Esse não seria um caso para se permitir o aborto, para poupar a mulher do sofrimento de gerar uma coisa morta por nove meses?

Um dos debatedores era um teólogo católico. Como se sabe, a ética católica é a ética dos absolutos. Ela não discrimina abortos. Todos os abortos são iguais. Todos os abortos são assassinatos.

Terminando o debate, o teólogo concluiu com esta afirmação: "Nós ficamos com a vida!"
O mais contundente nessa afirmação está não naquilo que ela diz claramente, mas naquilo que ela diz sem dizer: "Nós ficamos com a vida. Os outros, que não concordam conosco, ficam com a morte..."


Mas eu não concordo com a posição teológica da igreja -sou favorável, por razões de amor, ao aborto de um feto sem cérebro- e sustento que o princípio ético supremo é a reverência pela vida.

Lembrei-me do filme a "Escolha de Sofia". Sofia, mãe com seus dois filhos, numa estação ferroviária da Alemanha nazista. Um trem aguardava aqueles que nele seriam embarcados para a morte nas câmaras de gás. O guarda que fazia a separação olha para Sofia e lhe diz: "Apenas um filho irá com você. O outro embarcará nesse trem..." E apontou para o trem da morte.

Já me imaginei vivendo essa situação: meus dois filhos -como os amo-, eu os seguro pela mão, seus olhos nos meus. A alternativa à minha frente é: ou morre um ou morrem os dois. Tenho de tomar a decisão. Se eu me recusasse a decidir pela morte de um, alegando que eu fico com a vida, os dois seriam embarcados no trem da morte... Qual deles escolherei para morrer? Acho que a ética do teólogo católico não ajudaria Sofia.

Você é médico, diretor de uma UTI que, naquele momento, está lotada, todos os leitos tomados, todos os recursos esgotados. Chega um acidentado grave que deve ser socorrido imediatamente para não morrer. Para aceitá-lo, um paciente deverá ser desligado das máquinas que o mantém vivo. Qual seria a sua decisão? Qual princípio ético o ajudaria na sua decisão? Qualquer que fosse a sua decisão, por causa dela uma pessoa morreria.

Lembro-me do incêndio do edifício Joelma. Na janela de um andar alto, via-se uma pessoa presa entre as chamas que se aproximavam e o vazio à sua frente. Em poucos minutos as chamas a transformariam numa fogueira. Para ela, o que significa dizer "eu fico com a vida"? Ela ficou com a vida: lançou-se para a morte.

Ah! Como seria simples se as situações da vida pudessem ser assim colocadas com tanta simplicidade: de um lado a vida e do outro a morte. Se assim fosse, seria fácil optar pela vida.
Mas essa encruzilhada simples entre o certo e o errado só acontece nos textos de lógica. O escritor sagrado tinha consciência das armadilhas da justiça em excesso e escreveu: "Não sejas demasiado justo porque te destruirás a ti mesmo..."Rubem Alves, na Folha de S.Paulo.


Fonte:PavaBlog