5 de mar. de 2008

Você é livre? Ou pensa que é?

Fonte: AsboJesus.


Fonte: AsboJesus.


Quando li Uma Ortodoxia Generosa de Brian McLaren fiquei entusiasmado com o termo cristão inacabado.

O que vemos no cenário religioso geral é que nos vinculamos profundamente com rótulos e denominações que, por si só, sobrepõem nosso testemunho com toda a retórica pré-formulada que carregam. Fazendo com que aqueles que se ligam a uma denominação consequentemente sejam julgados pelo "nome" que promulgam. Mesmo que esse "nome" seja enquadrado como uma instituição "cristã" - no caso que se liga a Cristo - parece-me que fazemos questão de cobrir nossa face com um véu. Impedindo que o mundo veja a Luz que emana de dentro de nós. Ao aderirmos a um "nome plus" ao de Cristo nos prendemos a preconceitos que são criados em volta de doutrinas, teologias, dogmas, métricas, tradicões, liturgias, jargões, indumentária próprias e posturas "documentadas". Trazemos sobre nós uma sombra densa de "atributos do homem" que obscurecem nossa principal missão enquanto cristãos: sermos testemunhas de Cristo (Atos 1.8).

O que quero dizer com isso? Quando me autodenomino "católico apostólico romano", por conseguinte, perco o poder de influência sobre um vasto e amplo contigente de pessoas que me taxarão como "idólatra", "filho de Maria", "mundano" e outros adjetivos. Da mesma forma que, se me declaro "evangélico ou protestante", perderei a simpatia com outro grupo de pessoas que me rotularão como "ladrão", "safado", "fanático", "hipócrita" e tantos outro adjetivos pertinentes.

Qual seria o motivo de tanto receio e pré-concepções julgadoras? Talvez a desconfiança intrínseca do homem no homem (Jeremias 17.5)? Se não vejamos! Essas denominações geralmente nos remetem em primeira instância a homens. Protestante ou evangélico nos remete antes de Cristo a Lutero. Católico ou ortodoxo popularmente nos remete a Pedro (historicamente poderíamos lembrar de Constantino). Presbiteriano nos levaria a Calvino. Adventista a William Miller. E por aí poderíamos estender a lista... A questão é que as pessoas, mesmo sabendo que a denominação classifica-se cristã e, portanto diz respeito a Cristo, apenas concebem a característica humana ou a origem e fundação de algum homem específico. Essa confusão "terminológica" boicota minha liberdade de ação. Apaga meu testemunho vivo e impede que possa tranceder a retórica do rótulos que carrego. Inviabilizo, assim, a possibilidade de ser luz nas trevas e sal da terra. Por que cada vez que me fecho dentro de um cerco auto-definido e pré-estabelecido, meu poder de alcance diminui proporcionalmente.

Afinal, o nome de Cristo não é suficiente (ler Cristo é insuficiente)? O único nome do qual importa que sejamos salvos é o nome de Jesus Cristo. E apenas este nome farei questão de carregar em meu estilo de vida e transparecer no meu testemunho.

O quanto pensamos que somos livres? Ontem eu pensava ser livre do ópio do povo quando ateu. No dia seguinte, considerei-me liberto da ignorância por tornar-me católico. No outro dia, conclui que, agora sim, estava solto dos grilhões por declarar-me um "frio" e "tradicional" protestante. No dia que se seguiu, vi que ainda era escravo e passei a ser evangélico "extravagante" e "apaixonado". Hoje, sou livre (ou penso que sou) por ser pura e simplesmente cristão. Amanhã...?

O motivo de simpatizar-me com o termo cristão inacabado? Quando carrego uma denominação estou dizendo nas entrelinhas, que estou pronto. Enconctrei a religião certa (ou pelo menos a mais correta). Estou dizendo que sou fruto da obra de grandes homens fundadores de tal denominação. Mas, quando digo que sou um cristão inacabado, estou dizendo que Cristo ainda está me moldando e que a boa obra que Ele começou em mim há de terminar por sua fidelidade e amor. Estou aberto para a Verdade de Cristo. Consciente de que ainda vejo como em espelho, e assim, continuarei a enxergar até que venha o meu Senhor, a Verdade encarnada. O meu Senhor me libertou ontem, me liberta hoje e cuidará do amanhã. Sou livre para crer que apenas a Sua Graça me basta e que por Ele serei justificado no Grande Dia. Não sou detendor de nenhuma verdade, antes sou fruto da Verdade.

Entendo em última instância que sou cristão. E que até que venha o meu Senhor e meu corpo seja transformado da corruptibilidade para incorruptibilidade, sou passível de renovação. E renovo minha mente, não me conformando com nenhuma verdade absoluta autoproclamadora divinamente inspirada. Entendo o meu sacerdócio e o preço que isso custou. Entendo a minha responsabilidade enquanto discípulo. Entendo a minha liberdade com o Pai. O preço do sangue de Jesus é demasiado caro para que eu torne a me prender em correntes religiosas que mais falam dos feitos de homens que dos feitos salvíficos de Jesus Cristo.

E você? É livre? Ou pensa que é?

P.S. Agradecimento especial ao Paulo do Mangachurch pelas charges.

4 de mar. de 2008

Etiqueta Inteligente

Pesquisadores do Parque de Tecnologia de São Carlos, no interior de São Paulo, apresentaram, nesta quarta, uma novidade tecnológica que deve chegar ao comércio nos próximos anos: a etiqueta inteligente. Ele mal completou 40 anos e já está quase se aposentando. O código de barras já não atende mais às necessidades do consumidor. "Só dá a descrição do produto e de preço. Essa é a informação que ele traz direto para o consumidor", explicou o gerente de supermercado Adauto Antônio Alves.

A substituta é a etiqueta inteligente, um micro-chip quase invisível com capacidade de armazenar o mesmo de informação que um aparelho de mp3. Ela indica, por exemplo, a origem do produto.

Com o número de série, a pessoa entra no sistema do fornecedor. Remédios falsificados também vão ser descobertos com uma consulta rápida pela internet. O consumidor vai saber até de que boi saiu o bife que está no prato.

A vida do consumidor também vai ficar mais fácil e prática. Hoje, na hora de pagar, ele precisa passar produto por produto e isso, às vezes, demora muito. Com o novo sistema, é só passar com o carrinho, sem retirar a mercadoria, que a máquina registra o valor total e debita na conta bancária do cliente, que já está cadastrado no supermercado. ...

O sistema é o mesmo do "Sem parar" usado em pedágios. Antenas captam os sinais emitidos pelo micro-chip e as informações são lidas por um programa desenvolvido por uma empresa de São Carlos, no interior de São Paulo. Com o sistema, ficção científica não fica tão longe da realidade.

"De repente, eu compro um sanduíche numa máquina e aí recebo uma ligação no meu celular me avisando para não comer esse sanduíche, porque já venceu a validade do sanduíche. Como isso foi possível? O meu celular leu uma etiqueta de rádio-freqüência que estava no sanduíche e detectou que o sanduíche já estava com a validade expirada", contou Fredy João Valente, inventor da etiqueta.

(Jornal Nacional)

Colaboração: Vanio Kleber Ribeiro Fortes

Nota: E pensar que teve gente achando que o código de barras era a marca da besta... O fato é que, aos poucos, vão sendo criadas condições de um monitoramento total das pessoas e isso é compatível com o cenário profético pintado pelo Apocalipse. Impedir as pessoas de comprar e vender será bastante fácil com essas novas tecnologias. Quem viver, verá. [MB]

Retirado do site do Micheson Borges.

1 de mar. de 2008

Mensagem aos "sem-igreja"...

Malaquias e o Dízimo

Agradecimentos pelo achado a Moisés Moriah da APC.

Tirando as caras e bocas que existe o resto é fato. Malaquias bem explicado para quem quiser ver.
Dízimo é a maior picaretagem que existe dentro das igrejas.

O Dízimo segundo Malaquias - Parte A


O Dízimo segundo Malaquias - Parte B


Retirado do Lion of Zion.

O país da adoração?

É comum ouvirmos os “grandes líderes” ditos cristãos fazerem essa afirmação: ”O Brasil é o país da adoração.” Alguns gritam em alto e bom som esmurrando o ar, outros fazem dessa declaração um momento de muitas lágrimas expressando bastante emoção, outros ou outras, com os rostos bem maquiados(nada contra), decoram o momento com sorrisos e acrescentam: RoooW, Haleluiá, Brado de Vitória e tantos outros jargões, gemidos e urros que já conhecemos bem.
O fato é que de um tempo pra cá, uns 5 anos, comecei a me incomodar profundamente com essa de que “o Brasil é o país da adoração”. Não que eu me oponha ao Brasil ser mesmo um país de adoração a Cristo, eu faria muito gosto se fosse, destaco: SE FOSSE uma realidade. Mas a questão é que a nossa realidade não corresponde a essa fábula gospel, pelo menos em partes não corresponde. Explico o porquê apenas em partes:

Falando de adoração, no sentido de amor profundo, veneração a qualquer coisa que seja. Nisso podemos dizer que nosso país é bem dotado. Olhando pra uma nação que deposita seu amor profundo, sua adoração em tantas coisas fúteis, e algumas destruidoras o cenário não é bonito, é triste e feio. Há uma postura desumana por parte da grande população, e a frieza dos órgãos governamentais atingi de forma cruel as classes menos favorecidas, o culto a carne domina e para a nação prostrando crianças, jovens, velhos e adultos em frente á velha paixão nacional: “a bunda”; a incredulidade vem aumentando - os indivíduos sem religião têm crescido no país. Entre eles, destacam-se os ateus, que hoje assumem sua descrença sem medo; a prostituição infantil e a exploração sexual têm sido: “eficaz” - em 14/11/2003 o número estimado de crianças na prostituição oscilava entre 100 mil e 500 mil, segundo um enviado especial das Nações Unidas o problema da prostituição infantil e da exploração sexual no Brasil é pior que na maioria dos países por causa da pobreza, do crime e do turismo; o tráfico de drogas gera a tão sangrenta guerra urbana que faz tanto vítimas como culpados perderem a esperança; o descaso com a educação onde apenas 85% das crianças chegam à 5ª série do ensino fundamental, e dezoito por cento das meninas e 25% dos meninos repetem o ano - conseqüência da falta de estrutura dos estabelecimentos de ensino e de uma série de outros fatos negativos é vergonhoso; a precariedade do sistema de saúde que acumula moribundos nas filas infindáveis dos hospitais que sofrem pelo abandono é um absurdo; a corrupção sem vergonha que vemos na política brasileira chega ser incompreensível de tão suja que é. Basta uma pesquisa simples pela net, revistas ou jornais e os inúmeros, reflexos do descaso brasileiro, nos é exposto.

Há um paradoxo, em 2000, o censo realizado pelo IBGE, apontou um número de Evangélicos de 26 milhões, 184 mil e 977 pessoas, representando 15,41% da população brasileira. No início de 2003, 30 milhões de brasileiros eram "evangélicos". A projeção para o ano de 2005 apontara para o número de 33 milhões de evangélicos representando um total de aproximadamente 18% da população.

Diante das TANTAS necessidades a serem supridas, da miséria tanto da alma como física/material dos nossos compatriotas, fica difícil acreditar que aqui seja “o país da adoração” a Cristo. Números significativos de "fiés", crescimento acelerado das "igrejas evangélicas" e miséria espiritual, física/material da população.

E a “igreja”?Eu me pergunto. Fazendo mega show, pregando “unções” de tudo que é coisa, promovendo a própria imagem, distribuindo visões e sonhos que em nada edificam, gravando CD’s e DVD’s, distorcendo o evangelho, vendendo a própria imagem, lançando Bíblia de estudos duvidosos, ensinando heresias, alimentando as vaidades,abusando da fé alheia, enriquecendo em "nome de Deus", prometendo prosperidade, afirmando que teremos paz e blá, blá, blá...

Não serei estúpida em dizer que poderíamos mudar TUDO que nos cerca, isso de fato não podemos, mas podemos além de nos mantermos isentos da corrupção do mundo, estender as mãos ao pobre ou necessitado, compartilhar nossa fé em Cristo de modo que vidas sejam restauradas, TRANSFORMADAS, verdadeiramente alimentadas e a sede saciada com a água da VIDA que quem bebe NUNCA mais tem sede.
São poucos os homens e mulheres misericordiosos que se dispõem a compartilhar do pão e da água viva. Passam desapercebidos pelos olhos do povo que esta tão preocupado em seguir as palavras do “cara” que prega na TV, ou da guria que gravou um novo CD-DVD, que mal enxergam o verdadeiro trabalho do Reino de Deus que consiste em amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Muita coisa poderíamos mudar se tivéssemos nossas prioridades focadas. Mas confundiram adoração a Cristo com música, cada dia surge mais um grupinho musical com as mesmas afirmações, as mesmas declarações, os “mais espertos” criam suas próprias fábulas, mas no geral falam todos a “mesma língua”. E a multidão vibra, aplaude, chora, se descabela, se iludem e cegamente seguem as muitas palavras fictícias.





Somos o país da “adulação”, onde se louva servilmente a homens que “se dizem” a voz de Deus na terra, que posam como verdadeiros ídolos santos, mas que se negam a falar a Verdade dando espaço pra seus sonhos e desejos do coração. Fazendo como dizia Marx, da “religião” o ópio do povo, que serve pra levar as pessoas a um entorpecimento, distrair os oprimidos da realidade de sua opressão.
Estão iludindo um povo que tem fome e sede dando-lhes pão e circo.

O Brasil não corresponde a essa famosa afirmação gospel. E o interessante é que não é preciso muito esforço pra enxergar isso. Basta sair do êxtase.
‘É, acho que isso exige certo “esforço” sim: ficar sóbrio!’

Em João 4:23, Jesus diz que: "O Pai procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade". Se Ele procura esta em falta, são poucos, é preciso achar. Então pergunto: O que significa essa multidão espalhada por ai se dizendo "verdadeiros adoradores"?

Adorar em verdade, é viver uma vida baseada nas "regras" da Palavra, é viver o evangelho de Cristo dia a dia, é se importar em viver pra obedecer a Deus, é desenvolver o caráter de Cristo em nós.

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Mat.25:35-36

"Adoração não se percebe em falas mas em vivencias e vivencias não são faladas mas vividas." Bruno Demicheli Morelli

Retirado do blog Frenesy

Sobre o caminho de Emaús

Lucas 24 : 13 - 31

A história contada pelo evangelista é das mais belas e importantíssima,com relação ao atual momento do cristianismo. Recomendo que aqueles que ainda não leram o façam antes de prosseguir com essa leitura.

De toda a beleza textual gostaria de destacar algumas que devem ser úteis pra jornada de qualquer cristão. Primeiro que algumas vezes Jesus anda ao nosso lado e nem percebemos. E não estou falando apenas durante os problemas ou quando estamos precisando de alguma benção, falo sobre sempre que estamos a caminho.

Alguma vezes mal podemos perceber que se trata do próprio Deus, o todo poderoso, achamos que é apenas mais um ao nosso lado, mal damos atenção.

Jesus, muito diferente de tanto dos seus atuais representantes diretos, não era afeito a grandes pompas, ele era simples, tão simples que podia estar com ricos ou pobre (e mesmo com os dois ao mesmo tempo) com a mesma roupa e o mesmo linguajar, de tal forma que ele podia ser confundido com apenas mais um no meio da multidão, ou apenas mais uma pessoa andando num final de tarde. Quem será que não reconheceria um bispo de terno bem cortado andando na rua (Ah! Esqueci. Bispos não andam a pé, nem se misturam com a multidão)?

Quando entraram em casa, debaixo da insistência dos discípulos, sentou-se à mesa e pôs-se a partir o pão. Nos conta o evangelho que Jesus fizera muitos milagres durante a sua vida: curou enfermos, ressuscitou mortos, deu vista aos cegos; andou sobre as águas, multiplicou os pães e os peixes, alimentando uma grande multidão; Pregou às multidões, anunciando o Reino de Deus, deixando palavras que mudaram o mundo. Mas junto aos discípulos, quando quis mostrar ser Jesus, o Messias salvador, simplesmente partiu o pão e deu graças. E assim desapareceu.

Jesus pode ser reconhecido num ato tão simples, mesmo tendo poder para qualquer um dos milagres. Isso é uma lição das mais importantes para todo cristão: qualquer um pode demonstrar a presença de Cristo. Como? Simplesmente partindo o pão no momento da angústia (ou mesmo andando pelo caminho).

Ao contrário dos atuais representantes do Messias, ele se apresentava nas coisas simples, eles acham que ele só será notado no meio do espetáculo, dos grandes sinais e dos prodígios. Simplicidade é para os fracos.

Glória a Deus, que se fez fraco por nós.


Retirado do Discípulos de Zwinglio.

Comparando

Gostaria de fazer uma comparação simples de como a fé tem mudado.

O primeiro dos dois cânticos nesse post é escrito como se fosse Maria cantando, não se trata
de um cântico a Maria. Apesar de ter sido escrito no século IX traz termos bem modernos como Beijos e paixões.Vale notar que quem leu percebeu um certo tom de ironia, que só pode ser percebido quando se canta realmente pensando em como foi o sofrimento de Cristo, que apesar da glória que temos em sofrer juntamente com Cristo, entender o sofrimento dele não é motivo de glória alguma, só pode nos levar a uma atitude de humildade.

O segundo, é um cântico moderno, as pessoas que se depararam com ele não precisaram pensar em nada, apenas correram pelos bancos da igreja. O que me faz pensar que se não há hoje uma fé tipo Nike “Just do it” ?


O Primeiro:

Maria Ao Pé Da Cruz
Jorge de Nicomedia - (séc. IX)

Beijo a tua paixão, com a qual fui libertado das minhas más paixões.

Beijo a tua Cruz, com a qual condenaste o meu pecado e me libertaste da condenação à morte.

Beijo aqueles cravos, com que removeste o castigo da maldição.

Beijo as feridas dos teus membros, com que foram curadas as feridas da minha rebelião.

Beijo a cana com que assinaste o atestado da minha libertação e com que feriste a cabeça arrogante do dragão.

Beijo a esponja encostada aos teus lábios incontaminados, com que a amargura da transgressão me foi transformada em doçura.

Tivesse podido eu degustar aquele fel, que dulcíssimo alimento não teria sido!

Tivesse podido eu tomar o vinagre, que bebida agradável!

Aquela coroa de espinhos teria sido para mim um diadema régio.

Aquelas cusparadas me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

Aquelas zombarias me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

Aquelas bofetadas me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

Eu te beijo, Senhor, e a tua paixão é o meu orgulho.

Beijo a lança que dilacerou o documento da minha dívida e abriu a fonte da imortalidade.

Beijo o teu lado do qual jorraram os rios da vida e brotou para mim o rio perene da imortalidade.

Beijo a tua mortalha com que me adornaste tirando-me minhas vestes vergonhosas.

Beijo o preciosíssimo sudário de que te revestiste para envolver-me na veste dos teus filhos adotivos.

Beijo o túmulo no qual inauguraste o mistério da minha ressurreição e me precedeste pela estrada que sai do Hades.

Beijo aquela pedra com a qual me tiraste o peso do medo da morte.

O segundo:

Estou Apaixonado
David Quinlan


Estou apaixonado, estou apaixonado, estou apaixonado por ti Jesus

Jesus meu amor maior, Jesus meu amor maior, Jesus meu amor maior.

E ele vem, saltando pelos montes

E ele vem, saltando pelos montes

E ele vem, saltando pelos montes pra me encontrar

E eu vou, saltando pelos montes

E eu vou, saltando pelos montes

E eu vou, saltando pelos montes pra te encontrar


Tire suas próprias conclusões.

Retirado do Discípulos de Zwinglio.

Deus, livra-me dos teus seguidores

Deus livra-me dos seus seguidores por que são estranhos devido as suas atitudes contra o mundo que é o lar de pessoas que eles mesmos foram instigados a amar.

Deus livra-me dos seus seguidores irracionalmente emotivos, eles só te seguem como algo que nunca entendem. Sem motivo, razão e circunstância nas coisas que você faz, e com eles trazem a “apaixonite” irritante que os deixam alienados. Essa alienação destes seguidores muitas vezes faz com que eles cometam crimes contra seu próximo ou a si mesmo transformando a graça em desgraça.

Deus livra-me dos seus seguidores que se sentem merecedores do Teu Reino, como se isso fosse um presente dado a eles, uma recompensa por suas boas obras de acordo com uma conduta decorada e condicionada.

Deus livra-me dos seus seguidores que entendem que se eles forem bons seguidores de todas as vírgulas, pontos, exclamações das regras e determinações contidas na lei caduca mal interpretada velha testamentária serão abençoados por você se sentir em débito com eles.

Deus livra-me dos seus seguidores amantes compulsivos das regras eclesiásticas que mesmo não fazendo sentido algum as seguem. Regras que são ditaduras impostas por outros seguidores mais gananciosos, mas que se elevaram como sacerdotes de seus seguidores mais medíocres e instigam que estas regras criadas por eles devem ser cumpridas ao pé da letra com exímio fervor.

Deus livra-me dos seus seguidores que sobrevivem de bajulações e de sacrifícios de santidade. Santidade deturpada que somente os separam da vida e para criarem redomas em volta de si, fazendo com que se isolem de toda a criação que não compactua com a mesma loucura.

Deus livra-me de seus seguidores que tem frases prontas e decoradas passadas de um para o outro numa tradição oral sem sentido. Esses seguidores não têm inspiração para coisas novas ou para pensar por si mesmos e a impressão que fica é de que existe o medo de errar o discurso e falhar na missão de convencer pelo cansaço das mesmas ladainhas.

Deus livra-me de seus seguidores, pois eles não sabem o que fazem e muito menos querem um dia descobrir o que fazer. Nunca vão querer construir um aprendizado e sim somente cumprir o script de um bom seguidor alienado, medroso e frustrado.

texto do Marco Finito no blog Lion of Zion. [via Estrada Infinita]